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cheia

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29
Mai18

Maio

cheia

Maio

 

Maio, mês das flores e dos amores

Dos dias de muito sol

Das serenatas matinais

Começam pelas cinco da madrugada

Toda a passarada, numa cantoria ritmada

Para encantar uma namorada

É um grande privilégio

Viver num grande sossego

Acordar ao som das serenatas da passarada

Este ano dei por dois ninhos de melro

Nos arbustos do meu quintal

Até podem existir mais

São os nossos vizinhos

Depois da serenata, encontrada a namorada

Começa a grande azáfama da construção do ninho

Suavizada pelo romantismo do acasalamento

Depois da casa feita, vem a postura dos ovos

O choco e o aparecimento dos filhotes

Mas, os predadores estão sempre à espreita

Num dos ninhos, de um dia para o outro, os ovos desapareceram

No outro, dos ovos, saíram três filhotes

Dias depois foram atacados pelos gaios

Que deixaram só um

Teve sorte, cada vez está mais forte

Com pais incansáveis, constantemente a alimentá-lo

Pode ser que o consigam criar

Pois, de um momento para o outro, tudo pode acabar

Lá se vai o trabalho e o sonho de criar uma ninhada

A Natureza, com a sua sábia cadeia alimentar

Consegue regular o equilíbrio, para manter o Planeta, vivo

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

24
Mai18

A morte

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Imprensa Escrita

 

A imprensa escrita vai desaparecer?

Um diário, com morte anunciada, vai passar a semanário

Portanto, acabará, como diário, depois de cento e cinquenta anos

Infelizmente já, assisti ao nascimento e morte de alguns jornais

Há morte de todos os vespertinos: República, Diário de Lisboa, A Capital!

A morte é sempre um acontecimento muito triste!

Mas, a de um jornal é diferente, com o seu desaparecimento morrem muitos pensamentos

Com a morte deste, morrem cento e cinquenta anos de sonhos diários

O trabalho de muitos homens e mulheres, que o fizeram viver todos estes anos

Um jornal pode tornar-se num amigo inseparável, por quem todos os dias esperamos

Trazendo-nos boas e más notícias, informações úteis, artigos que nos dão muito prazer ler

Um companheiro diário que, antecipadamente, vamos perder

Amigo, quem esperava, que com centenário e meio não continuasses pelos séculos fora?

Sim. Podes responder, que muito resististe, num país pobre, com muitos analfabetos

Em que comprar um jornal diário é um luxo acessível a poucos!

Em que muitos, só conseguem perceber, o que se escreve num jornal desportivo

Que, para o lerem têm de fazer muito esforço

Podemos até dizer, que muitos adultos, que mal sabiam, algumas palavras soletrar

Foi, nos jornais desportivos, devido à muita vontade de, notícias do seu clube, saber, que aprenderam a ler!

Por este andar, em breve teremos tantos diários generalistas como desportivos!

Este jovem século continua a matar muitas instituições centenárias

Umas vezes, com a ajuda da mais fabulosa descoberta de todos os tempos: A Internet

Outras, com a ajuda de pessoas, que por todos pareciam ser admiradas

Mas, que os novos tempos, mostraram que tinham tanto de capacidade, como de irresponsabilidade.

Adeus amigo, custa muito dizer adeus aos amigos, mas a ti muito mais, porque foram muitos mais anos de companhia.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

17
Mai18

Romantismo

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Sintra

 

A bela Sintra: princesa do Atlântico, capital do romantismo

No Palácio da Pena, lá bem no cimo da mais bela, luxuriante e romântica serra

Um dos monumentos mais visitados: mais de um milhão de visitantes por ano

Com os olhos postos no mar, beija o céu, a terra e o ar

Onde, num só dia assistimos às quatro estações do ano

Com um sol deslumbrante vemos o céu, a terra, o mar e todo o horizonte

Todo o Oeste, com o Cabo da Roca a indicar-nos o ponto mais ocidental da Europa Continental

De repente, vindas do mar, começam a subi r a serra, umas nuvens branquinhas, que nos envolvem, como se fossem véus de noivas, tornando-nos invisíveis, leves, como se tivéssemos conseguido sair da atmosfera

Num ambiente tão romântico, tudo nos convida a passear pelas veredas dos jardins, parar atrás de cada arbusto, para nos beijarmos, pararmos em cada fonte, onde se fazem

promessas e rezas de amor eterno

Embrenhados no nevoeiro, descemos até à bela Sintra, onde todos os recantos, todas as fontes são admirados por milhões de turistas

No Palácio Nacional da Vila, admiramos as duas chaminés da cozinha real, únicas, elevam-se em direção ao céu

Passamos por Seteais, onde cada apalavra tem sete ecos, e, o seu palácio é um hotel de charme

Mais abaixo, paramos em Monserrate: um palácio deslumbrante, com jardins encantadores

Descemos até Colares, a Vila que já foi sede de Concelho, onde a Rainha, quando passeava no rio, ao debruçar-se, deixou cair os colares, daí o nome da Vila

Seguimos até à Praia das Maçãs, cujo nome advêm, do facto de uma enxurrada, que invadiu os pomares, ter trazido as maçãs para a praia.

Se ainda hoje, os romances de princesas e príncipes, arrastam multidões, então, não deixem de visitar os locais que presenciaram os romances de rainhas, princesas, reis e príncipes.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

06
Mai18

As Mães

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Mãe

 

Mãe, flor do vento (delicada, forte, versátil)

Mãe, palavra feita de amor e carinho

Mãe, palavra tão bonita e quente

Mãe, palavra tão doce, como a vida

Mãe, palavra que significa dor

Mãe, palavra feita de esperança

Mãe, palavra feita de tudo

Mãe, palavra feita de disponibilidade, para o resto da vida

Mãe, fonte de vida

Mãe, amor para sempre

Mãe, a ternura de uma vida por vidas

Mãe, um porto de abrigo amigo

Mãe, um braço seguro, para um momento escuro

Mãe, a mais pequena palavra, que nos enche o coração

Mãe, A quem pedimos auxílio nas horas de aflição

Mãe, a palavra mais pronunciada e adorada de todas

Mãe, os seus braços são meia cura!

Mãe, o nosso cordão umbilical, não tem final!

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

01
Mai18

Tudo o que nos torne dignos...

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Primeiro de Maio

 

Primeiro de Maio, dia Mundial do trabalhador

Um dia por ano!

Para homenagear quem faz as casas, os carros, o foguetão

Para quem cria, quem cuida, quem anima a multidão

Para quem semeia, colhe e varre o chão

Tantas profissões, todas tão importantes!

Mas, só algumas são reconhecidas, pelo cidadão

Porque umas são consideradas nobres e outras não

Mas, não serão todas importantes, para uma boa organização?

Umas são condecoradas e outras não

Um faz o colchão, o outro é cirurgião

Um é governante, o outro é feirante

Trabalhador, quanto mais duro e sujo é o teu trabalho, menos és aplaudido!

Todas essas diferenças não fazem sentido

Tudo o que nos torne dignos é um bem produzido

Ao menos, num dia, sejamos unidos!

Para todos, um bom dia, um bom ano.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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