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28
Nov16

Leis à medida do freguês

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Parabéns Sr. António Domingues, porque, para mim, é tão importante entregar todas as declarações e publicitá-las, como cumprir a palavra, coisa que os políticos não são capazes de fazer.

Mais um arranjinho desfeito pela geringonça. Enquanto estiveram lá os comissários políticos, nenhum deputado questionou os seus ordenados, nem as suas incompetências!

Graças à sua exigência, de que merecia uma exceção, mostra bem como as leis são feitas à medida do freguês. Foi feita, aprovada e promulgada! Ninguém a contestou!

Depois, alguém mandou perguntar, na televisão, se se tinham enganado. A resposta foi de que não tinha havido nenhum engano. Então, caiu o Carmo e Trindade, e com razão.

Foi a maior confusão: a desdizerem-se, a encolherem-se, a atirarem as culpas de uns para os outros, como se não estivessem, todos, comprometidos com a destruição da Caixa, através dos seus comissários políticos.

Graças à sua resistência e não colaboração, lá se foi o arranjinho, porque se tivesse continuado, tudo se tinha arranjado, e para a próxima faziam o mesmo.

Assim, obrigou-os a fazerem mais uma lei à medida, para a sua demissão.

Digam lá, que as leis não são iguais para todos!

Marques Mendes é que não ficou lá muito bem na fotografia, porque afirmou que o Sr. continuaria, como se fosse dele a decisão!

 

 

 

27
Nov16

pobres

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Pobres

Quatro décadas passadas

Os pobres continuam a aumentar

A fome e a miséria continuam a matar

Mas os milionários estão sempre a engordar

Quantos têm de empobrecer para criar um milionário?

Mas temos o espirito natalício: luzinhas, lacinhos, bolinhas

Tudo para inebriar e anestesiar o pessoal, com luzinhas a acender e a apagar

Os deserdados têm como casa os cartões, das prendas dos barões, muito sensibilizados

Atiram aos enregelados, um cêntimo emoldurado, nos votos de feliz Natal

Como se isso os iluminasse, para o resto do ano, e de mais nada precisando

Que época de contrastes: alegria, tristeza, indiferença, fome, frio e desperdício!

Feliz Natal, feliz Natal, feliz Natal, feliz Natal, feliz Natal, feliz Natal, feliz Natal, feliz Natal

 

 

 

23
Nov16

Dívida

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Dívida Portuguesa

 

Atingimos o quinto lugar mundial dos países com maior dívida

A este ritmo, em breve, estaremos em primeiro lugar

Todos os dias, de cesta na mão, lá vamos aos mercados, pedir mais pão

Vamos ver até quando os especuladores nos vão alimentar a ilusão

Habituámo-nos ao fiado, vamos, por muitos anos, pagar a diversão

Há quem diga que a dívida não é para pagar, mas para gerir

Mesmo que assim seja, o melhor é não sorrir

Porque os juros estão-nos a consumir

Não temos dinheiro para investir

O que faz com que, a educação, a saúde, a habitação, os transportes estejam a regredir

Porque nós, o que melhor sabemos fazer, é pedir!

 

 

 

 

 

 

17
Nov16

Iluminações

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Iluminações

Nesta época de Natal

Para a nossa amizade demonstrar

Não era preciso, tantos recursos queimar

Por todo o país, quanto se vai gastar?

Em iluminações, fogo-de-artifício e outras vaidades

Só na Madeira, milhão e meio para iluminações

Num país que conta e reconta os tostões!

Apliquem o pouco dinheiro que temos nas escolas, na saúde, nas cadeias, onde se queixam que passam fome, e nos monumentos que estão a cair

Mil anos de história têm de ser preservados

Em parte, é graças a eles, que somos tão visitados

Com tanta fome por todo a lado!

É crime queimar, o que a muitos, pode animar.

 

 

 

 

 

11
Nov16

A Novela

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A Novela da Caixa Geral de Depósitos

 

 

Senhores administradores, entregam ou não as declarações?

O país está parado, à espera da vossa decisão

Com tantos comissários políticos disponíveis, ansiosos, desejosos por abocanharem o erário

Vão escolher gente alheia a essa teia!

Ainda, por cima, com alguns, com provas dadas: Vara e Cª., gestores de alta precisão!

Que nos vão obrigar a pagar cinco mil milhões, ou mais!

Dinheiro que entregaram a amigos, comendadores e empreendedores

Para comprarem ações do BCP, onde pretendiam mudar a administração

O imobiliário também foi bem comtemplado

Como as garantias foram as ações, que valiam milhões, e hoje não valem nada

Ninguém, os quere obrigar a pagar o que devem

Somos nós os eternos fiadores, como temos sido, de todos os outros Bancos.

Por que razão não os vão buscar outra vez?

Já conhecem os cantos à casa, e como complemento, ao baixo vencimento, até aceitam robalos

Acabou a batalha do Orçamento, até que surja outro contratempo vão entreter-se a dar cabo da Caixa

Uns querem-na privatizar, outros, e muito bem, não querem que seja privatizada

Mas, para ser pública, necessita ser capitalizada e administrada

O que parece nem todos quererem

Será, desta vez, que se liberta dos comissários políticos?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

09
Nov16

Tempestade

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A tempestade

 

 

Este ano, já lançou dois avisos sobre as tempestades, que se vão sucedendo

Primeiro, foi a saída do Reino Unido da Comunidade Europeia

Segundo, a eleição deTrump

Para o ano veremos o que se passará em França e na Alemanha

Para os que estão espantados , basta lembrar o seguinte:

Desde 2008, que muita gente, em quase tudo o Mundo, tem sofrido , por causa da irresponsabilidade de muitos gestores, que na ansia de muito ganharem, arriscaram o dinheiro de muitos depositantes dos bancos, na roleta das ações e no imobiliário.

E o que fizeram os políticos?

Continuaram a apoiar os gestores e os banqueiros, exigindo aos mais fracos o pagamento dos desmandos dos donos do Mundo

Afundaram países, obrigando-os a contraírem empréstimos para que os bancos dos países mais ricos não fossem à falência, não pagando, pelas suas asneiras

Ao mesmo tempo que exigiram um endividamento incompatível com o atual crescimento

Exigiram também, que baixassem o défice, para ver se conseguiriam pagar o capital e os juros

Começaram a dizer que tínhamos de empobrecer, que não tínhamos descontado o suficiente para as reformas que recebíamos, e, custasse o que custasse tínhamos de nos contentar

Cortaram ordenados, pensões, despediram multidões, confiscaram casas e barracões

Muitos tiveram de emigrar, outros para as casas dos pais, tiveram de voltar

Os avós dos seus sonhos tiveram de abdicar, para filhos e netos ajudar

Outros, para debaixo da ponte, foram morar: fome, miséria e morte

Na falta de políticos, ganham os populistas

Portanto, as pessoas estão cansadas de promessas não cumpridas, de ouvirem que vão governar para os mais pobres, mas, cada vez, há mais pobres, e os ricos estão, sempre, os pobres, a explorar

E os que causaram estas calamidades, foram presos?

Não. Acordaram com os políticos a capitalização dos bancos, em troca de bons empregos, quando da política, saíssem.

Quando aparecem populistas a dizerem que todos podem ser milionários

Em quem é que queriam que votassem?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

03
Nov16

Carta de condução

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Instituto da Mobilidade e dos Transportes

 

 

Onde ainda não chegou o “simplex”

 

Imensas filas alegram a madrugada lisboeta

Muitos, as cartas de condução vão levantar, que os CTT devolveram, porque o carteiro estava com pressa de ir para casa ou para outro lado.

Fazendo com que o meio caminho andado se tornasse no meio caminho ao lado

Quando poderia ter recebido a carta, no aconchego do lar, tive de ir para a capital pernoitar

Tudo em prol do desenvolvimento e da produtividade, numa vergonhosa burocracia e incompetência

Não há “simplex” que lhe consiga quebrar a resistência

Mudaram-lhe o nome e competência, mas nada adiantou, nem sei se piorou

Um país cheio de startups , com um IMT a carvão, se funcionasse é que era admiração

Não há neste país, ninguém com engenho e arte, que seja capaz de acabar com este desastre?

Levantei-me bem cedo, já sei o que a casa gasta, porque já lá tinha passado, há anos, um dia inteiro, para apenas dizer, que já tinha, a um sucateiro, um carro velho, entregue

Quando me vi despachado, pedi o livro de reclamações, ao que me responderam que estava muito acima do rés-do-chão

Não subi as escadas, voei-as, desabafei, dizendo que o que me fizera perder um dia, podia fazê-lo na internet.

Meses depois veio a determinação: já se podia fazer o abate dos carros antigos, pela internet

Assim, desta vez, cheguei pelas oito horas, a fila já dava a volta ao quarteirão: uma hora a fumar, sem nada pagar, o tabaco dos da frente, de trás e do lado, com uma garganta que nunca o fumo tem tolerado, mesmo que nunca tenha fumado, o fumo, nela, parece arame farpado. Foi mais meio-dia estragado.

 

 

 

 

01
Nov16

Serra da Estrela

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Serra da Estrela

 

Perto das estrelas

Alta, bela, formosa, luxuriante

Áspera, dura, fresca e fria

Sinos, rebanhos, balidos

Sol, neve, nevoeiro, frio

Luar, estrelas, brilho

Pastores, cães, lobos

Mãe de rios e frios

Do Fundão à Torre

Patamares com as suas variedades

Queijos, frutas, com a cereja no topo

Cidades, vales e rios

Na sua Universidade

Jovens: todos, estrelas

Bebem conhecimentos

Para brilharem

Nos diversos céus

Um brilho fascinante

Para quem a visita

Mas, não tanto, para quem a habita

Nos pomares, seios perfumados

Nos olhos, límpidos, lagos

No Cabeço da Velha, cabelos brancos, curvados

Para o macio brilho frio da neve

A aconchegadora lareira

A fumegar acima da mais alta telha

Espelho frio no inverno

Quente no Estio

Uma das mais belas Serras de Portugal.

 

 

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