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30
Ago16

114 autores

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Um poema escrito na Internet por 114 autores
O poeta António Ramos Rosa ofereceu o seu talento ao projecto. Mas tratou-se, apenas, de uma contribuição entre as de muitos anónimos que utilizam a Internet. Ao todo, 144 pessoas de diferentes pontos do mundo ofereceram quase sete mil versos a este projecto da Capital Nacional da Cultura

Não haverá muitas obras com as características da que foi apresentada ontem, Dia Mundial da Poesia, em Coimbra: o poema O Fulgor da Língua, na sua versão final em CD-Rom, reúne 1.715 versos, escritos por 114 autores, através da Internet. O estado do mundo é o tema do poema, do qual foram lidos alguns excertos por seis autores da companhia de teatro A Escola da Noite, na Oficina Municipal de Teatro, ontem à tarde.
A «aventura», como lhe chamou o filósofo António Pedro Pita na presença de meia centena de pessoas que assistiram à apresentação do poema, começou há cerca de um ano, por iniciativa do poeta Rui Mendes e com o patrocínio de Coimbra Capital Nacional da Cultura, e terminou em Janeiro do corrente.
Tratou-se de criar um espaço na Internet, convocar todos os poetas ou candidatos a poetas interessados em participar e pedir-lhes que escrevessem, não mais do que cinco versos seguidos. «O que se pedia era que os poetas dessem continuidade ao que já estava escrito», explicou Pedro Pita.
A abertura da obra, com dez cantos, contém versos, por exemplo, do poeta António Ramos Rosa. Mas não faltam desconhecidos, entre os 114 autores da súmula final – houve, no total, 144 contribuintes. As contribuições foram feitas a partir da América Central, Argentina, Bélgica, Brasil, Espanha, EUA, França, Índia e Portugal, por cidadãos de nacionalidade portuguesa, cabo-verdiana, salvadorenha, espanhola e brasileira.
Com o apoio informático do Instituto Pedro Nunes, foi sendo preciso pedir a alguns autores que rescrevessem certos versos e eliminar outros: a versão o CD-Rom reúne apenas cerca de 25% dos 6.902 versos recolhidos e, entre estes, 4.483 foram rescritos.
«Temos quase a certeza quer vai ser apresentado em papel», afirmou o responsável da Coimbra 2003, Abílio Hernandez, referindo-se às probabilidades de O Fulgor da Língua vir a ser publicado em livro. Hernandez não deixou de enaltecer as virtudes das novas tecnologias, sem as quais não seria possível conceber uma obra do género.
Na sua intervenção, Rui Mendes tentou justamente salientar a peculiaridade da reunião de tantas vozes diferentes num único poema e, consequentemente, o anonimato a que elas são remetidas. «O autor é, ao mesmo tempo, todos os poetas» resumiria Pedro Pita.  

 

 

Nelson Morais

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30
Ago16

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O mais longo poema sobre o Estado do Mundo escreve-se em língua portuguesa Sexta, 5 Setembro 2003 (17:01)

 

Desde o sítio O Fulgor da Língua, promove esta iniciativa dentro das actividades da capitalidade Nacional da Cultura 2003, de Coimbra Começou a 15 de Maio, e tem data agendada para o fim a 31 de Dezembro de 2003. A iniciativa de escrever o mais longo poema sobre o Estado do Mundo em língua portuguesa pode seguir-se via internet. Estas são as normas desta interessante acção explicadas no próprio web do Fulgor da Língua: [+...] "1.- Escrever/criar, via internet, em motu continuo e verso livre, o mais longo poema colectivo em Português é o objectivo central (histórico!) de O Fulgor da Língua. 2.- O Poema, dividido em dez cantos e compulsando o estado do mundo, está aberto à participação activa de todos aqueles que, espalhados pelos cinco continentes, se exprimam em Português. 3.- Finalizada e consumada a fase inicial –16 de Maio a 30 de Junho – e tendo sido moderados 1266 versos, os versos fundadores do Poema, eis que estão, abertos* e inscritos, na página www.fulgordalingua.com e, igualmente, na base de dados dinâmica que lhe serve de suporte e vai registando os dados e a evolução do trabalho colectivo dos Poetas. 4.- Os versos fundadores – campos matriciais - de O Estado do Mundo foram instalados - ao longo dos dez cantos do Poema a escrever - de acordo com a sua ordem de entrada no servidor do Instituto Pedro Nunes, em Coimbra, entidade responsável pela computação dos dados, sua mecânica e concomitantes registos. 5.- A partir de hoje, todos aqueles que têm dedicado à escrita do Poema muita da sua sagaz atenção, argúcia e saber em poesia feito e também todos os demais (a poesia sempre foi feita por todos!) passam a ter à frente dos seus olhos o Poema, como uma luz acesa (bruxuleante) no seu estado de escrita, logo que acedam, devidamente registados e autenticados, a www.fulgordalingua.com . 6.- Portanto, agora, os versos deixam de estar ligados ao cordão umbilical dos seus Autores (não sem que estes devam, em árduo e atento trabalho, procurar sublimar as suas palavras escritas!) para passarem a agir dentro da ampla comunidade de versos em que se vai movendo ( nascendo!) o Poema. 7.- E, os poetas, passam a reiniciar a escrita do Poema, no interminável jogo (das palavras) do mundo, instalando, directamente nas linhas vazias, as suas propostas de contribuição estrutural (um a cinco versos e um a três espaços , por dia) procedendo, como até aqui, a um breve registo, através do preenchimento do formulário identificador e posterior autenticação mediante endereço electrónico e palavra chave. 8.- Para o exercício desse poder, são disponibilizadas aos Poetas, de acordo com a sua correcta identificação e autenticação de acesso a www.ofulgordalingua.com, formas simples e directas de operação sobre os seus versos. Os Poetas podem escrever novos versos e fazer alterações enquanto estes não encontram o seu lugar na obra comum que é o todo Poema. 9.- Mais uma vez lembramos que O Estado do Mundo não é uma antologia de poesia mas, sim, um poema, novo, a escrever por toda uma comunidade em acção declarativa, devendo os Autores ter em linha de conta que cada verso seu (ou bloco estrófico!) deve sempre conter, em si, a plasticidade bastante para que venha a permitir que (naturalmente!) um outro Autor o venha a preceder versus a proceder. 10.- Salienta-se que a escrita do Poema se estabelece num veloz e contínuo processo de comunicação interactiva, que a sua identidade se vai metamorfoseando - instante a instante - e que, no pleno uso do fulgor da língua, deve configurar o estado do mundo. *os versos começam e terminam – na sua generalidade – em minúsculas. As certificações gramaticais irão sendo feitas a seu tempo." Para saber mais visite o sítio http://www.ofulgordalingua.com/ O Fulgor da Língua e http://www.coimbra2003.pt Coimbra, Capital Nacional da Cultura 2003. Nota: Informaçom eviada por Rui Mendes.

 
 

 

30
Ago16

Ofulgordalingua

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Maior poema na Net escrito em português 2003-05-13

Poetas de todo o mundo, independentemente das suas línguas maternas mas que se exprimam em Português, podem, em verso livre, entrar numa aventura poética online. Isto é, no espaço virtual, em www.ofulgordalingua.com, poderá nascer, de 15 até 31 de Dezembro, o maior poema do mundo. É esta a matriz do projecto O Fulgor da Língua Portuguesa, ontem apresentado em Coimbra, no âmbito da Capital da Cultura, que divide a parceria deste projecto com o Instituto Pedro Nunes (Associação para a Inovação e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia). A criação do poema colectivo, com versos inéditos, via Internet, em acto contínuo é, pois, a aventura imprevisível. Como funcionará, então, o processo criativo? Existem duas fases: na primeira, até 15 de Junho, cada autor procede inicialmente ao preenchimento de um formulário identificador e indicará os versos (cinco por dia e por autor), usando o seguinte endereço electrónico: opoema@ofulgordalingua.com. Nesta fase, os moderadores António Pedro Pita (investigador e doutor em Filosofia Contemporânea) e Rui Mendes (poeta), encarregar-se-ão de dar um fio condutor, validando ou rejeitando os versos propostos, os quais serão depois elencados no poema a colocar no portal www.ofulgordalingua.com. (cujo pórtico de entrada possui excertos do Sermão da Sexagésima, do Padre António Vieira). A avaliação dos versos transmitidos será feita até ao dia 30 de Junho. Na segunda fase (a partir de 1 de Julho), os poetas terão acesso a uma base de dados interactiva, escrevendo, já, os seus versos no próprio poema, estruturado em cantos, adoptando-se, assim, o cânone camoniano de Os Lusíadas (as entradas no poema continuarão a ser num máximo de cinco versos e três espaços, por dia e por autor). Os poetas devem observar, no entanto, como linha temática unitária, o enunciado de «O Estado do Mundo» _ título sugerido para este poema. Encontrada a súmula do mesmo, o gigantesco texto será editado em livro e cada autor terá direito a um exemplar em CD-ROM. Para o poeta Rui Mendes, esta é uma oportunidade soberana para «fazer ao mesmo tempo uma homenagem à língua portuguesa com uma visão multicultural do mundo». Pedro Pita sustenta ainda que esta aventura «da qual nem nós próprios apreendemos os seus limites e as suas fronteiras, tem como base uma metáfora que diz muito a Portugal, isto é a viagem, a navegação... só que desta vez na Net, numa constelação transpoética e transcultural». O texto final, imprevisível, gigantesco, dará um livro interminável: o maior poema do mundo, escrito em português, com chancela da Coimbra Capital Nacional da Cultura. In "Diário de Notícias"

28
Ago16

Olhar o sol e o mar

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Agosto acabou

Com ele, as férias, levou

Ficam as recordações do mar, do sol …

Os cheiros dos bronzeadores e protetores solares

Os sonhos a serpentearem por entre as areias e as ondas do mar

Os dias descontraídos das férias, que desaparecem, como grão de areia, por entre os dedos

As praias voltam a ficar desertas, sem o colorido e correria das crianças

Sem a multidão, a procurar um palmo de chão, onde colocar a toalha

No meio de tanto coração

Ficam, de novo, entregues as gaivotas

Durante onze meses, durante os quais sonhamos voltar a conquistar-lhas

Volta a rotina do dia a dia: arrancar de madrugada, as crianças à cama

Interrompendo-lhes os sonhos e o sono

Depois de termos sido martelados pelo despertador

Que não deixa, nem por uns segundos, que o corpo fique acordado, a sonhar, a saborear …

As mulheres, voltam a ter de fazer

Muitas coisas ao mesmo tempo

No regresso de um dia de trabalho intenso

Enquanto fazem o jantar, ensinam aos filhos a tabuada e a contar

Pensam no dia seguinte, e o que fazer para o jantar, no que da arca tirar

Tanto que fazer e a roupa por engomar!

Cansadas, não tem tempo, nem vontade

Para, os dias, acariciar

Com tanta tecnologia, com máquinas que fazem tudo e nada

A vida continua, cada vez, mais atarefada.

José Silva Costa

22
Ago16

A nossa medalha

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A nossa medalha

Muitos parabéns para a Telma Monteiro

Conseguiu, com um esforço derradeiro

Fazer vibrar um país inteiro.

Muitos parabéns também, para todos os outros

Submeteram-se a um esforço sobre-humano

Que só a vã glória lhes conseguiu obter!

Numas olimpíadas

Uma competição com um especial elã

Com mais de duzentas nações

Ficar entre os dez primeiros, é muito bom

Quanto trabalho e dedicação

Para se ser campeã!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

18
Ago16

Promessas e juras

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Promessas e juras

Todos prometeram que nem um cêntimo dos contribuintes seria gasto nas falências dos Bancos.

Os resultados são bem conhecidos: muitos mil milhões destruídos

A Caixa: a cereja no topo do bolo

Mais administradores

Mais dinheiro para os doutores

Mais trabalhadores para a rua

E, o mais escandaloso: a alteração da lei das sociedades financeiras, para que a Caixa continue a ser o asilo dos inválidos da política.

O Ministério das Finanças não sabia que oito dos indigitados não cumpriam a lei?

Foi preciso o Banco Central Europeu garantir o cumprimento da lei, chumbando-os!

Se a nomeação não dependesse do BCE, teriam passado por cima da lei?

Afinal, a lei não é igual para todos!

Mudam os Governos, mas o circo continua, e o espetáculo não arrepia.

Tantos meses de indecisões, negociações, para acomodar todos os boys.

 

15
Ago16

Oa anéispão

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Os Anéis

Os cinco anéis que representam o Mundo: Jogos Olímpicos

Há quem diga mal: desperdício de recursos humanos e materiais

Há o que aplaude: o Mundo num só local!

Nos do Rio 2016, mais de duzentas nações em competição

Num esforço sobre-humano, que só, a vã glória nos consegue obter

Que importa morrer ? Se, “por feitos valorosos se vão da lei da morte libertando” (Camões, nos Lusíadas)

Uma festa Mundial, como uma familiar é sempre de aplaudir

Tudo bem, quando seja para nos unir

Ainda, que o Mundo pareça estar a ruir

Tanta dor, tanta morte, tanta vingança, tanto ódio, tanta guerra!

Se o mundo é tão bonito e acolhedor, quando há paz e pão, na Terra.

 

 

José Silva Costa

 

 

11
Ago16

Heróis & medalhas

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O país dos heróis

 

Finalmente, ganhámos o campeonato Europeu de futebol: somos todos heróis!

Puxamos fogo ao país: somos todos heróis

Temos um défice de cento e trinta por cento: somos todos heróis

Andamos, sempre, de mão estendida: somos todos heróis

Não somos capazes de ordenar o território: somos todos heróis

Abandonámos o interior, fomos todos para o litoral: somos todos heróis

Todos os Bancos foram à falência: somos todos heróis

Conseguimos , quase todos os anos, levar o país à bancarrota: somos todos heróis

Temos Fátima , fados e futebol: somos todos heróis

A telenovela tinha o Zé das medalhas, nós temos o Marcelo das medalhas.

 

 

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