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cheia

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31
Jul16

Hoje, a vida não vale nada

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A Guerra em Directo 

 

A Primavera não trouxe flores
A guerra só traz horrores
As crianças gemem de dores
As guerras são tumores.

As bombas nos televisores,
As crianças jazem, sem dores.
Os hospitais não têm dadores,
Os aviões são vampiros voadores.

A câmara de filmar ensanguentada,
O operador jaze morto, na estrada.
A memória para sempre arrepiada
Pela imagem, na televisão, passada.

A mãe beija a filha, que está magoada
A criança, abre os olhos, de assustada
É a morte, pelo avião, anunciada,
Foi o míssil, disparado, na madrugada.

O sangue corre pela estrada
Na guerra a vida não vale nada
Só, a morte merece ser louvada
A guerra é, sempre, uma via perdida

Só a paz deveria ser servida.

30
Jul16

massagem completa..esta nunca tinha visto.

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Sanções

Acabaram as sanções?

Não. Vão continuar as pressões

Agora vai tudo de férias

É como que um armistício

Em setembro voltam os combates

São duas palavras: fundos estruturais

Para além dos relatórios trimestrais

Como se vê, o sossego não volta mais

São muitos mil milhões e juros, para pagar

O povo à que esganar

Retirando-lhe até o ar!

Quem os manda ser mãos largas a gastar

Quando deviam era poupar

Para nos Bancos, o enterrar

Porque, eles estão autorizados, a o desbaratar

Os contribuintes é que não podem falhar

Senão, vão para debaixo da ponte morar.

 

 

 

23
Jul16

O dia das homenagens

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Homenagens, mais homenagens

 

Mas são homenageados porquê?

Por terem levado o país, em quarenta anos, várias vezes, à bancarrota?

Por terem contribuído, e muito para as desigualdades?

Por terem recebido muitos milhões dos Bancos, contribuindo, para a sua falência?

Nas tomadas de posse, sempre disseram que iriam trabalhar para os mais necessitados, mas esses foram os mais prejudicados!

Quem são os homenageantes?

Aqueles que foram os grandes beneficiários, da sua governação.

Mas, mesmo assim, ainda lhes batem palmas!

 

 

 

 

11
Jul16

Um país universal

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Portugal! Um país universal

 

Quando a velha Europa, não sei se devido à sua idade, parece amedrontada com o desejo, de muitas pessoas, de muitos países, de que lhes seja concedido abrigo, por fugirem da guerra, da fome, da violência, da intolerância, ou de outro qualquer perigo, é importante que Portugal continue com a sua universalidade.

Por toda a Europa constatamos a construção de muros, com diversos materiais, tentando disfarçar ou esconder a vergonha, que constitui a sua construção.

O que foi feito da Europa da igualdade, solidariedade, fraternidade?

Não há rosas sem espinhos, e quem semeia ventos colhe tempestades.

Será este e preço justo que temos de pagar, por termos ajudado a invadir o Iraque, onde partimos o ovo, que simbolizava o equilíbrio possível, sem que sejamos capazes de o consertar?

A democracia não se decreta, implanta-se em terrenos propícios à sua germinação, sendo o seu cultivo muito espinhoso.

Mesmo com desafios gigantescos, a Europa tem de continuar com a sua fraternidade e destreza, não virando as costa à pobreza.

 

 

07
Jul16

Iraque

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Bush e companhia

Com os seus apaniguados

Lançaram o terror na Hungria

Não porque para lá tivessem

Enviado soldados, algum dia!

Apenas, porque se moveram por vingança.

Mais de um década depois

Quem esperava que em 2015

Nos víssemos, de novo, confrontados

Com mais um holocausto: uma peste húngara, um naufrágio mediterrânico!

As sementes de ódio e vingança

Lançadas à terra, no Iraque, no Afeganistão, Na Síria, na Líbia

Levaram anos a germinar.

Mas, hoje, todos estamos a colher esses dramáticos frutos.

Os muros estão a aumentar

As fronteiras da Europa vão fechar

Porque a Europa é uma jangada à deriva

Sem políticos com visão

Para quem a única solução

É erguer muros e fechar-se na mansão.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

05
Jul16

Sanções, sanções, sanções

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Sanções

 

Esta palavra já fede. Não se fala noutra coisa. Por favor, acabem com esta pressão, isto não é governação. Parece que o futuro do Mundo, da Europa dependem das sanções .

Sanções porque cumprem, sanções porque não cumprem, sanções porque não fazem o que a Alemanha quer, sanções porque são do Sul, sanções porque têm sol, sanções porque temos o ordenado mínimo mais baixo, e ainda por cima o querem aumentar!

Sanções porque já não somos o bom aluno, sanções porque já não vamos à Alemanha, dizer amem, sanções porque somos periféricos, pequenos, pobres, e não queremos tomar o remédio.

Apliquem as sanções, façam-nos comichões, mas acabem, de uma vez por todas, com a incerteza, não brinquem com a pobreza, porque o futuro reserva muita incerteza.

 

 

04
Jul16

O Mundo

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O Mundo, visto de longe, parece um poema a embeber os olhares.

Cabe todo nas nossas mãos, bem como o azul suave da doce tranquilidade. Mas ao abri-las arrepiamo-nos, por vermos como o maquilham, para nos entreter, enquanto utilizam, todo o saber, para o adoecer.

Brotam chispas, dos olhos dos homens,

As lágrimas rasgam rios nos rostos,

Que queimam até a frescura das fontes.

Nas paisagens, que antes eram luxuriantes,

Agora o medo é todo preto,

Os homens abandonam o corpo corrosivo.

As almas, envoltas em nuvens de fumo, sobem ao paraíso,

Deixam, em terra, mensagens digitalizadas à massa cinzenta globalizada

Perguntando à razão, o que leva mentes doentes, a incendiarem as florestas.

Num mundo com o sol da cor da fome,

Barcos com veias nas velas, sem mares por navegar, não chegam a largar.

A terra, com as entranhas a arderem, procura a todo o custo proteger

O ventre, onde guarda os grãos de amor, prontos a florir.

Há um rumor de vida, parecem humanos, no seu aspecto são índios, sem tecto

Querem baptizá-los, o sal na língua, a água na moleirinha.

O passado é um tranquilo olhar a interrogar o futuro, que está sempre ausente.

E, o presente escoa-se por entre os dedos da mente.

Por entre casas, com o sol no ocaso, as pessoas olham o mar,

De mãos vazias, seguram as rugas, que esperam por uma carícia.

E, as letras, no branco das páginas, parecem ilhas, rodeadas de tantas maravilhas:

Automóveis

Televisões

Computadores

Faxes

Telemóveis

Vídeos

Impressoras

E, uma em cada três crianças passa fome

Uma em cada quatro crianças, nunca levou uma vacina

Uma em cada cinco crianças, não vai à escola

Metade dos trabalhadores mundiais vive com dois dólares por dia

A fome e a má nutrição matam anualmente cinco milhões de crianças em todo o mundo.

 

 

 

 

 

 

José Silva Costa

 

 

02
Jul16

Síria,Afeganistão, Iraque .......

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Não posso calar a revolta

Que me metralha a memória

De dia, de noite, a toda a hora

O ecrã da televisão ensanguentado

A encharcar-me os olhos

Com imagens de corpos a fumegar

Como se fossem tições a arder

Nas explosões que os despedaçam

Que fazem o coração chorar

E o corpo estremecer

Um poço de sangue a escorrer

Do montão de corpos a desfalecer:

A vida a morrer.

Não, não posso mais ver!

O, que no Mundo está a acontecer:

As crianças, as mulheres e os homens a arder.

Parem, para ver o que estão a fazer.

Tanta violência, tanta vingança

Que matam qualquer esperança

Num sorriso de mudança

À imploração

Dos olhos espantados de criança

A condenarem

A atitude dos adultos, na matança

Como se a vida

Não fosse feita de amor e confiança

E os beijos de intolerância

Não disparassem

Ódios, fermentados nos séculos

De opressão

Infringida aos mais fracos

Pela ânsia de exploração

Quando o que se esperaria

Era ajuda, carinho e aliança.

01
Jul16

Descida de impostos

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A descida de impostos é sempre uma boa notícia. Mas os empresários têm de se convencer que os impostos são para pagar e os serviços são para faturar. Os consumidores também são responsáveis por nem todos os impostos, pagos, chegarem aos cofres do Estado.

Todos temos de nos convencer que pedir fatura com número de contribuinte é mais que uma forma de os impostos chegarem ao seu destino, é um ato de cidadania, para que todos cumpram os seus deveres.

Os que não cumprem com os seus deveres estão a sobcarregar os que cumprem. Assim, a opinião pública deve ser mais exigente, para com os que se esquecem das suas obrigações.

Se todos pagassem os impostos, certamente, estes poderiam baixar, para isso todos temos de atuar.

Mais descidas de impostos são desejáveis, porque não podemos continuar a trabalhar, só, para, impostos, pagar.

 

 

José Silva Costa

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