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24
Jan22

Pais (5)

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Pais (5)

O amor vence tudo!

O Francisco conseguiu, nos dias em que ela não podia, tomar conta dos filhos, para que ela descansasse

Foram dias de menos encantamento e de muito trabalho, até por que os miúdos começaram com birras, que são naturais, mas que os pais não desejam

As férias escolares traziam-lhes, sempre, muitos problemas, como acontece a todas as famílias que não têm apoios familiares

Não tinham nenhuns familiares em Lisboa, tinham vindo da província, para estudarem

Bem gostavam que os pais estivessem mais perto, para que se familiarizassem com os netos, e os ajudassem a criá-los

Assim que adotaram os filhos, foram visitar os pais, para que a Inês e o Pedro conhecessem os avós, tanto do lado da mãe como do pai

Foi um fim-de-semana em casa dos avós maternos e outro em casa dos avós paternos, não foi o suficiente para criar a intimidade, que os pais desejavam que houvesse entre avós e netos

Queriam evitar o que, infelizmente, acontece com tantos avós e netos, que mal se conhecem, ou nem se conhecem!

Sabiam que não era fácil, porque não era com três ou quatro visitas por ano, que iriam ter a intimidade, como se lhe tivessem mudado a fralda ou dado o biberão

Estes netos, ainda-por-cima, tinham aparecido já crescidinhos, com três anos, e não eram filhos dos filhos

Para que os filhos passassem mais tempo com os avós, a Ana e o Francisco queriam aproveitar as férias de verão, para passarem mais tem com os seus pais

Tanto os pais da Ana como os do Francisco viviam no campo, tinham as terras para amanhar e os animais para tratar, mesmo assim tentavam receber o melhor possível os filhos e os netos

Não tinham muito tempo para lhes dar atenção, tentavam ser simpáticos, mas não eram aqueles os netos que esperavam

Com o passar dos anos, foram afeiçoando-se aos miúdos, que gostavam muito de ir passar as férias grandes com os avós, correr por os campos, em liberdade, e dizerem que queriam ajudar os avós

A Ana e o Francisco não podiam estar mais contentes, por os filhos e os avós se entenderem tão bem, passavam um mês em casa dos avós maternos e outro na dos avós paternos

Para os pais era muito importante que convivessem com os avós, que se apercebessem das diferenças entre a vida no campo e na cidade, que tivessem atividades extra curriculares

Mas não são daqueles pais, que acham que os filhos devem passar os tempos livres a correrem, de um lado para o outro: do balé, para esgrima, para a natação, para o judo, para o futebol……sem tempo para brincarem e fazerem o que realmente gostam. 

Continua

20
Jan22

Pais (4)

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Pais (4)

 

 

Tanto a Maria como o Francisco, com o passar dos anos, progrediram nas suas carreiras, assumindo cargos, que lhes exigiam mais disponibilidade e mais tempo, o que fazia com que não pudessem dar aos filhos a atenção que eles mereciam e que eles lhes queriam dar

Ainda pensaram contratar uma empregada para tomar conta deles, enquanto não chegavam do trabalho, mas resolveram não o fazer, porque no seu entender as instituições têm de dar possibilidades aos pais de serem pais

Enquanto for necessário leva-los à cresce ou à escola, um ou os dois devem poder fazê-lo, bem como jantar e tomar o pequeno-almoço com eles, deitá-los e acordá-los, porque ser pai e mãe é estar presente no dia-a-dia dos filhos, educando-os e vendo-os crescer

Educar os filhos é muito difícil, o que faz com que os filhos só compreendam, algumas exigências dos pais, quando são pais

A Maria e o Francisco já tinham definido o que fariam para educarem os filhos: não mentir, dar o exemplo, tentar ser parcial para evitar os ciúmes, confirmar o que cada um decidisse, nunca dar a ideia de que os pais se podem portar como os amigos, porque os pais nunca podem deixar de ser pais para rivalizarem com os amigos dos filhos

Um grande problema dos pais adotivos é dizerem a verdade sobre a origem dos filhos, mostrando-se inseguros, mentindo-lhes, com receio que descubram quem são os pais biológicos, fazendo com que se vierem a saber a verdade se revoltem, por lhes terem mentido

A Maria e o Francisco, assim que acharam que era altura dos filhos saberem quem eram os pais biológicos, contaram-lhes o que tinha acontecido

Num desastre de automóvel, onde seguiam os quatro, os pais falecerem e eles saíram ilesos, como já não tinham avós e as tias e os tios não tinham possibilidades de ficarem com eles, foram para uma instituição, que tomou conta deles até os terem adotado como filhos

Mas caso os pais fossem vivos, dir-lhe-iam, e caso quisessem conviver com eles, podiam

 Faze-lo

Os filhos não são propriedades dos pais, a estes cabe o papel de os criar e educar, o futuro é deles

Depois do encantamento de ser mãe e de fazer tudo o que podia, a Maria começou a dar sinais de cansaço

Muito trabalho, e nos dias em que estava de serviço nas urgências, chegava a casa sem paciência para tomar conta dos filhos

Custava-lhe não puder dar-lhes banho, acompanhar as refeições, deitá-los e acordá-los

Mas o seu corpo não o consentia, e devido à exigência da sua profissão, tinha de descansar, para continuar a desempenhar o seu trabalho com a exigência que lhe era reconhecida.

Continua

 

17
Jan22

Pais (3)

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Continuação (3)

 

Para a Maria e para o Francisco tinha chegado o dia mais aguardado

Iam buscar a Inês e o Pedro, que já os reconheciam e ficavam muito sorridentes, correndo para os seus braços, fazendo com que os futuros pais ficassem tão felizes, esquecendo-se do muito trabalho que iriam ter com eles

Estavam de férias, tinham um mês para se adaptarem à rotina de tratarem de duas crianças  

Mal entraram na sala onde eles estavam com a educadora e os outros meninos e meninas, a Inês e o Pedro correram para a Maria e para o Francisco, a educadora sorriu, estava muito feliz, por saber que ia entregar, os seus meninos, a um casal de quem eles gostavam

As funcionárias e os funcionários das Instituições, que substituem os pais, tomando conta das crianças, vinte e quatro horas por dia, quando as entregam aos adotantes, desejam que tudo corra bem, que sejam amados por os que os escolheram para seus filhos

Para a Maria e para o Francisco foram umas férias muito diferentes, nas primeiras noites quase não dormiram, tinham receio que lhes acontecesse alguma coisa

Mas com a passagem dos dias, começaram a acalmar, puderam desfrutar das brincadeiras com os filhos, saborear os seus beijos e os abraços

Foram trinta dias de férias de muito trabalho, mas foram, até aí, as mais belas férias das suas vidas, cheias de felicidade e alegria

Os últimos dias foram de nervosismo, porque tinham de os deixar no infantário, de se separar deles, não sabiam como iriam reagir, pois poderiam pensar que tinham sido, novamente, entregues a estranhos

Para minimizar a separação, deixaram-nos três dias seguidos, umas horas, no infantário, para se irem habituando à nova rotina

Mesmo sabendo que eles se tinham portado bem, durante as poucas horas, nos três dias de ambientação ao infantário, a Maria e o Francisco estavam tristes e nervosos por terem de se separar deles, depois de terem estado juntos durante um mês

Entregaram-nos no infantário, mas nos primeiros dias as despedidas são, sempre, difíceis, disseram-lhes que assim que saíssem do trabalho os iriam buscar

Aos seus locais de trabalho, Maria e Francisco regressaram felizes, de cada vez que falavam dos filhos, os seus olhos irradiavam alegria, mostravam as fotografias tiradas durante as férias, falavam das aventuras e peripécias, cada palavra era um hino de amor, aquelas crianças tinham dado sentido às suas vidas. Agora, viviam para eles, só pensavam no seu bem-estar, queriam proporcionar-lhes o melhor da vida.

Continua

 

13
Jan22

Pais! (2)

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Continuação   (2)

 

Ele continuou a beijá-la e a acaricia-la, dizendo-lhe que poderiam adotar uma criança, que havia muitas crianças institucionalizadas, à espera de um colo de pais

 por muito boas e bem organizadas que fossem as instituições, nunca lhes poderiam dar

A solução do Francisco aliviou-lhe um pouco o sofrimento, e o facto de não a ter culpabilizado,

foi a confirmação de que tinha escolhido o companheiro certo

Os meses passavam, mas a Maria não conseguia vencer a tristeza de não poder ser mãe

O Francisco achou que estava na altura de irem visitar uma instituição, para tentarem adotar uma criança

Foram visitar uma instituição onde mais de uma centena de crianças e jovens aguardavam por uma família

Encantou-os um casal de gémeos, de três anos, gostaram tanto dos bebés, que estavam prontos para adotarem os dois

Mas queriam ter a certeza de que aqueles bebés eram os que queriam para serem os seus filhos

Assim, pediram aos responsáveis pela instituição, se poderiam levar os bebés ao fim-de-semana, nas férias, para se irem afeiçoando aos novos membros da família

Sempre que tinha um dia livre, um fim-de-semana, férias iam buscar A Inês e o Pedro, passavam o tempo a mimá-los: beijinhos, colo, jogos, iam ao jardim para experimentarem todos os obstáculos, deliciavam-se a fazerem comida e a vê-los comerem

Nem davam pelo tempo passar. Cada vez custava-lhes mais terem dos irem levar à instituição

Queriam quanto antes pintar e mobilar o quarto deles. Nas paredes e no teto queriam pintar a lua, o sol, as estrelas, flores, pássaros

Andavam tão entusiasmados e felizes a construírem o ninho, para os filhos, que pareciam os pássaros, só que estes constroem o ninho antes de terem os filhos, e eles já tinham os filhos e ainda não tinham acabado o ninho

Já não podiam passar sem eles: a casa ficava vazia, as preocupações, se estariam bem, se teriam comido, dormido, não os deixava sossegados, mesmo contatando todos os dias a pessoa que tomava conta deles

Desde o início da adoção, tinham decidido que quem escolhessem, depois de lhes ser entreguem, seria o seu filho ou filha, como escolheram um casal, seriam os seus filhos, como se fossem biológicos

Não compreendiam que alguns casais devolvessem as crianças adotadas, porque chegavam à conclusão que não era o que queriam, um procedimento inadmissível, que muito traumatizava, os que já compreendiam que tinham sido recusados, não lhes bastando terem tido o azar de se encontrarem naquelas instituições, sem o carinho dos pais

As crianças adotadas não são coisas que adquirimos e possamos devolver, como também não o fazemos com os filhos biológicos, que temos de nos contentar com o que nos calhar.

 

Continua 

 

 

11
Jan22

Pais!

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Pais

 

Foram, sempre, colegas no jardim-de-infância, na primária e no secundário

Muito amigos, confidentes, faziam parte do grupo de amigos de ambos

Só se separaram quando foram para Universidade: a Maria escolheu Medicina, o Francisco foi para Direito 

Filhos de famílias da classe média. Mantiveram sempre o contato durante os anos da Universidade

Assim que acabou a licenciatura, o Francisco pediu namoro à Maria, que aceitou imediatamente

Pouco tempo depois passaram a viver juntos. Mas à Maria ainda faltavam alguns anos, para completar a formação

Ambos gostavam muito de crianças. À pressa do Francisco em ser pai, a Maria disse que só pensaria na maternidade, depois de acabar a especialidade em obstetrícia

O Francisco fez o estágio numa sociedade de Advogados, onde ficou a trabalhar

Eram um casal exemplar, muito amigos e compreensivos um com o outro, mesmo quando o trabalho os fatigava e separava

Mal acabou a especialidade, a Maria foi colocada na maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa

Com a vida estabilizada, o Francisco lembrou-lhe que estava na altura de serem pais, com o que ela concordou

Passavam os meses e nada de gravidez. Não podia adiar mais, tinha de ir fazer exames, para saber o que se passava

Quando recebeu os resultados e viu o que tinha nos ovários, ficou destroçada, nunca poderia ser mãe

Para além de ter ficado lavada em lágrimas, e de os colegas não a conseguirem animar, também a preocupava a reação do Francisco, de quem tanto gostava

Como não estava em condições de continuar a trabalhar, foi para casa, enfiou-se no sofá à espera da chegada do Francisco

O Francisco ficou muito preocupado quando a viu naquele estado, mas não lhe perguntou nada, beijou-a e abraçou-a, deixou-a chorar nos seus braços, continuou a apertá-la contra o seu peito

Passados uns bons minutos a Maria encheu-se de coragem e disse, ao Francisco, que não podia ser mãe.

 

Continua

06
Jan22

Flores!

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As flores

 

Bonitas flores celestes!

Tão doces como os beijos que me deste

São perfumadas, são agrestes

Colhi-as no campo, onde crescem, livres

Para te oferecer com tanto gosto

Brilham tanto como o teu rosto!

Como se fossem o sol em Agosto

É tão bonito de ver, o teu rosto!

É como um campo florido

Lindo, perfumado, amoroso, saboroso

Onde os lábios sobressaem

Como se fossem carnudas cerejas, gostosas

Que saboreio ao longo do tempo

Perdendo a conta às horas

Têm o perfume das rosas.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

02
Jan22

O fim e o princípio

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O fim e o princípio

 

 

Um fim de ano diferente

Em filas de testagem

Longas filas intermináveis

Foi assim nas praças das cidades

Nos aeroportos, a ver os aviões levantar

Dez horas para fazer um teste!

Para obter um salvo-conduto, que permita sair do país

Foi a maneira, que o Governo encontrou

Para controlar os arraiais

Dias inteiros no meio das multidões

Alguns perderam voos e ligações

Portugal bateu mais um recorde!

Foi o país onde se fizeram mais testes

Mesmo assim alguns ficaram em terra

 Foi o fim de um ano e o princípio de outro, para esquecer

Para aqueles que se queriam juntar aos familiares ou amigos

O vírus a impor os seus castigos!

 

Um Bom Ano Novo para todos!

José Silva Costa

 

 

 

 

29
Dez21

O ano da vacinação

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O ano da Vacinação

 

Mais um ano a terminar

Foi o ano das vacinas e dos testes

Testes que não foram suficientes

Para quem quis viajar, no Natal

Mais de 7.000 voos cancelados

Por falta de trabalhadores por estarem infetados ou em quarentena

A variante Ómicron quer “fechar” o Mundo, de novo

Todos de máscara, no contraste

Para enfrentar este desastre

Que o ano de 2022 seja de engenho e arte

Para acabar com este disparate

De andarmos a fugir uns dos outros

Como se fossemos loucos

Não podemos mostrar os rostos!

Que 2022 seja o ano da recuperação

Depois de tanta vacinação!

É tempo de libertação

Depois de tanta privação

Vamos viver o futuro com outra atenção

Não vamos voltar a pensar que temos o Mundo na mão

Somos um grão insignificante, num Mundo gigante 

Num ano foram vacinados oito milhões e seiscentos mil portugueses

Mas, há quem não aceite o recado

Não quer ser vacinado

Acredito que daqui para a frente

A evolução da pandemia vai ser diferente

Não morrerá tanta gente.

José Silva Costa

 

24
Dez21

A estrela

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A estrela

Uma estrela, à Terra, desceu

Para nos trazer a esperança

O Mundo recua e avança

Mas, em Dezembro tudo para, para o Menino adorar

O Natal consegue fazer florir os corações

O Mundo abraça-se e beija-se, há felicitações!

Nós, ainda-por-cima, no primeiro mês do ano, temos eleições

Por todo o país, os políticos desdobram-se em felicitações

São prendas e mais prendas para todas as idades

Por todo o lado, em todos os locais, vilas e cidades

Não fora o maldito vírus, que só nos faz maldades

Neste fim de ano podíamos bater mais uns recordes

De dinheiro queimado em fogo-de-artifício

De festas de fim-de-ano

De muito ajuntamento humano

Neste fim-de-ano os Governantes não se importavam de pagar champanhe a toda a gente

Mas, a pandemia não o permite

Há quem fique muito triste

Os Partidos Políticos preveem gastar mais de sete milhões de euros, na campanha eleitoral

Continuam a brincar às eleições, é raro cumprirem as legislaturas

Não custa nada, o povo é que paga

Eleições todos os anos para alegrarem os que gostam de andar, sempre, em campanhas eleitorais.

Vinte e uma forças políticas, não nos falta por onde escolher!

 

 

José Silva Costa 

 

22
Dez21

Lua!

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 Encantamento!

Hoje, vestiste a mais bela camisa de dormir
Ao teu encanto ninguém consegue resistir
Mal apareceste, já te vieste despedir!
Hoje, as nuvens não conseguiram ofuscar o teu sorrir
Há três noites que não me deixas dormir
Por mais que queira fechar os olhos
O teu brilho consegue-os abrir
Fico triste por te ver partir
Mas, viver assim, não ia conseguir!
O meu corpo não ia resistir
Passar as noites a ver-te florir
E, todo eu, a arder, na varanda
E, tu a prenderes-me, como fosses minha ama
Há milhões de anos com a mesma fama!
De todos encantares, seja dentro ou fora da cama.

José Silva Costa

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