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14
Nov18

Obsessão

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Obsessão

Muito se tem falado em obsessão

Por causa do orçamento da Nação

Há quem ache que não

Mas, para mim não deveria haver défice

As despesas deveriam ser iguais à receita

Porque mesmo com a obsessão

Os défices não baixam dos três por cento

Num ano foi o BPN, nos outros foram o BES e a CGD

Mas, os populismos, tanto de esquerda como de direita, não se preocupam com os défices

Prometem o céu e a terra, quando se trata de eleições

Quando, todos, deveriam era fazer leis para baixar a corrupção, o défice e a dívida

Porque a corrupção é um cancro, o défice e a dívida custam-nos muitos milhões, em juros

Que poderiam ser muito melhor utilizados na saúde, na justiça, na educação

Mas, os partidos de esquerda continuam muito preocupados com a obsessão do défice zero

Quanto a uma dívida de cento e vinte tal por cento, nem uma palavra

Em tempos falavam muito em não pagá-la!

Estamos a pagar muito menos pelo serviço da nossa dívida

Não sei se é por causa da obsessão, se por os agiotas dos fundos de investimento, com Portugal, terem engraçado

O que gostava, é que tivéssemos um Governo com a obsessão de reduzir a dívida para metade

Para ver se conseguimos dinheiro para tantas promessas não cumpridas: tirar o amianto dos edifícios públicos, que tantos mortos, tem provocado

Em vez de o andarem a dar aos fundos de investimento, fazendo com que os reformados, que investem nesses fundos, sejam forçados, todos os dias, a andarem a passear, dando voltas ao mundo, para o gastarem.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

10
Nov18

O sonho

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Futuro

Tu, que nasceste fora de um muro

Não dás valor à liberdade!

Ver as maiores barbaridades e não poder dizer nada

Só respirar no intervalo do assobiar das balas

Todos agarrados ao medo

Sem saber o que é um emprego

Ninguém aguenta o desespero

Por muito que custe, decidem fugir

Agarram nos filhos e metem os pés ao caminho

Sem saber o que vai acontecer, qual o rumo

No infinito da noite, os filhos querem saber

Qual a razão de deixarem as suas casas

Quando voltam a ver os amigos e brinquedos

Quem é que lhes consegue responder!

Se o futuro está no escuro

A terra onde nasceram, não os quer!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

06
Nov18

Outono

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Outono

Lá fora, frio, vento, chuva, neve, frio

Cá dentro, o calor da lareira, o cheiro da batata-doce assada

As castanhas a queimarem a mão, o perfume rubro de uma romã

Nozes, figos secos, pinhões, um mar de sensações

Os cheiros do Outono. Cada estação do ano tem os seus cheiros!

No aconchego do lar, já cheira a consoada

O Natal está aí, não demora nada!

 

José Silva Costa

03
Nov18

Século XXI

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Século XXI

Dormimos descansados

Ao lado dos esfomeados

Dos que morreram de fome

Dos que deixaram tuto para trás

Quando na realidade não deixaram nada

A única coisa que tinham

Eram balas a zumbirem-lhes aos ouvidos

Agarraram-nos filhos e partiram

Na esperança de encontrarem segurança e pão

Mas, os que têm o poder na mão

Votam naqueles que lhes dizem não

Que num dia dizem que vão mandar os soldados atirar

No outro dia a opinião pública fá-los recuar

Nunca se sabe com o que se pode contar

Morrer, por morrer, vale mais enfrentá-los

Tudo, menos ver os filhos, de fome, morrer (Iémen)

Como podemos, na humanidade, crer!

Para onde quer que nos viremos

Só vemos mães e pais com os filhos nos braços

Sem saber o que fazer

Desesperados, atiram-se ao mar, aos rios, ao arame farpado

Mas, ainda há que durma descansado!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

27
Out18

Uma só noite!

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Vigésima quinta hora

 

No frio do tempo

Escondo o meu peito do vento

No teu apertado abraço

Enquanto planto flores

Nos teus rubros lábios

Na noite fria, com sabor a magia

Vamos florir a alegria de mais uma hora

Vamos beijar-nos pela noite fora

Neste dia da vigésima quinta hora

De muito frio lá fora

Mas os nossos corações fervem de emoções

No quentinho das nossas imaginações

Onde depositamos todo o tempo das horas

Que juntos, gastamos, que não quantificamos

Que se evaporam com a luz do luar e o brilho do teu olhar

Mal nos deitamos já a manhã o dia está a anunciar

Hoje, temos mais uma hora para saborear

Beijemo-nos atá o dia chegar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

24
Out18

O quotidiano

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O quotidiano

 

Vens à noitinha

Ao nascer da lua

Entrar na noite nua

Caminhas na rua

Entras e sentaste a ver a lua

À espera dos braços da hora

Que te trarão o sono, sem demora

Cansada de um dia cheio de nada

Levantaste-te de madrugada

Para mais uma jornada

A camioneta da carreira ficou na garagem, parada

Mais uma greve programada

Quem reparou no teu estado

Ficou preocupado

Um deu-te boleia

Chegaste atrasada

O patrão não gostou nada

Ficaste agastada

Tanto esforço para nada

A vida é uma estopada.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

16
Out18

Sexualidade

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Sexualidade

A sexualidade é um assunto muito complicado

O código de conduta nem sempre é respeitado

Há um ano que é muito discutido e falado

Se, da discussão nasce a luz, espera-se que alguma coisa mude

Muitas vezes, a fome não está de acordo com o pão disponibilizado

O problema tanto pode ser de um ou do outro lado

Por algumas pessoas a sexualidade ainda é vista como um pecado

Fala-se de o ensino, da sexualidade, estar muito atrasado

Mas, há quem queira o contrário

Que a ignorância continue, para não dar alegrias aos corações

Sabemos como são certas instituições

Muito poderosas e sempre a pregarem-nos sermões

Se não formos capazes de continuar com as pressões

Para que a sexualidade seja, de uma vez por todas, nas escolas, ensinada

Então, continuamos com dificuldade em cumprir com o acordado

Deveria começar em casa, mas ninguém ensina o que não aprendeu

Hoje, cresce o individualismo, a desconfiança, o medo

Ao mais pequeno obstáculo, cada um vai para seu lado

Rasgam o acordo firmado, quando deveriam honrar o passado

Entendendo-se quanto à guarda dos filhos, que deve ser sempre partilhada

Evitando utilizá-los para represálias, nas guerras escusadas

Porque eles gostam de ambos e precisam dos dois para crescerem.

 

José Silva Costa

 

 

06
Out18

Concursos

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Professores

Para ser professor, devia ser exigido um pouco de cultura geral

Num concurso, na RTP1, um professor de geometria descritiva não conseguiu dizer o que era um bando

Quanto a uma manada, alvitrou ovelhas

Não conseguiu ganhar três mil euros, porque não sabia, em quatro hipóteses, quantos litros tem um metro cúbico!

Há dias, penso que foi o senhor Ministro do Ambiente que sugeriu que a faturação do consumo de água passa-se a ser emitida em litros, em vez de metros cúbicos

Senhores Presidentes de Câmara, alterem, quanto antes, a faturação do consumo de água, para que todos tenham a noção dos litros de água, que consomem por mês, já que em metros cúbicos, nem todos se aperceberão da quantidade de água que consomem.

 O ambiente agradece.

José Silva Costa

04
Out18

Sinais dos tempos

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Sinais dos Tempos

Será o fim da impunidade das agressões sexuais!

Nunca, como hoje, os poderosos, que se julgavam impunes nas agressões sexuais, foram tão apertados pela justiça

Oh século XXI já tens muitos num, e, ainda, nem sequer tens um quarto de vida!

Tu tens, com a tua aceleração e globalização, concretizado, muito do que durante séculos andou adiado

Punição para os que se achavam donos da razão

Liberdade na orientação sexual

Liberdade para os crimes denunciar

Mesmo, para os que rezam no altar

Contigo, muito vai mudar

Muito verão, aqueles que, até ao fim, te acompanharão!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

29
Set18

Aniversário

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Aniversário

 

É do futuro que nos alimentamos

Com o qual, todos os dias, sonhamos

Mas, à medida que, os anos, contamos

Do futuro nos aproximamos.

Comemorámos mais um aniversário do nosso casamento

Uma semana para saborear o momento

Foi um inesquecível momento

Como reza o tempo.

 

José Silva Costa

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