Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

cheia

cheia

28
Out20

Nova era

cheia

Uma Nova Era

De nariz e boca tapada

Vamos todos de ter de andar uma temporada

Para evitar a entrada da bicharada 

Vai fazer com que tenhamos o nariz quentinho e a boca sem cieiro

Nem tudo é mau, daqui até janeiro

Estávamos a exagerar nos festejos do Natal e Ano Novo

Este ano cada um vai ficar no seu canteiro

Poupa-se tempo e dinheiro

Pagamos bem caro os erros, já podemos passar sem ir ao estrangeiro

A Natureza faz-nos recuar, quando não a sabemos respeitar

É tempo de mudar!

Quanto mais depressa o fizermos, menos sofreremos

Não podemos continuar a correr sem parar

Tudo tem um limite, e nós estávamos a abusar

Somos obrigados a parar, para pensar

Temos de voltar a ter tempo para viver e amar

Não podemos querer o Mundo abarcar

Não precisamos de passar a vida a acumular

Para, de um segundo para o outro tudo deixar

Todos temos direito a ter um lugar

Mas há quem queira com o dos outros ficar

A ganância é a nossa perdição

Temos de dar mais atenção aos outros

Temos de voltar a admirar a Natureza

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

  

24
Out20

A cidadania

cheia

A cidadania

A França reagiu à altura ao condecorar o professor, que foi degolado por lecionar a disciplina de cidadania

É preciso que os que defendem os valore da República: igualdade, fraternidade, liberdade

não se deixem intimidar por os que não defendem estes valores, querendo impor, a todos, os seus valores

As religiões, as ceitas, as igrejas não podem querer que a Escola Pública, ensine, apenas, os seus valores e a sua visão de cidadania

A Escola Pública tem a obrigação de ensinar, a todos, que ninguém nos pode tirar o direito de nos exprimirmos em liberdade, mesmo que alguns não gostem do modo como o fazemos

Por que razão alguns pais não querem que os filhos assistam à disciplina de cidadania?

Será que não querem que, aos seus filhos, seja ensinado que todos somos iguais perante a lei, sejamos brancos, verdes, azuis, vermelhos, pretos, ciganos, alentejanos ………….!

Antes da implantação da República é que os estudantes, que quisessem ir para a Universidade, tinham de assinar uma declaração em como eram católicos

Foi para que todos tivessem direito à educação, à liberdade………, que os republicanos se bateram, morreram, e não foi só aquando da implantação, nos anos seguintes, alguns morreram, porque não tinham emprego, e recusavam-se a viver à mesa do Orçamento, contra o que tinham lutado, acabando por morrerem de fome, na miséria

Aqui, bem perto de mim, há uma Escola, quase centenária que, foi Primária, atualmente Jardim de Infância, tem na fachada, em letras grandes: Escola Pública

Só com a criação da Escola Pública, todos passaram a ter direito à educação, mas levou quase meio século até que chegasse a todos

Antes, só tinha acesso à educação os que, a administravam, quisessem

Também não existia o Registo Civil, eram os padres que, nos Batismos, elaboravam o registo de nascimento.  

 

José Silva Costa

 

 

 

  

22
Out20

o momento

cheia

O momento

 

O mundo está tenso

Um crime imenso!

A liberdade em suspenso

Um momento intenso

Sem consenso

O que escolher!

A saúde ou o alimento

Ninguém sabe!

Vamos continuar a sonhar

Porque isso ninguém nos vai tirar

Se nos soubermos adaptar

Podemos outro caminho encontrar

Mas temos de lutar

Porque nada cai do ar

A não ser a água, mas infelizmente, pouca

Uma situação louca

Que não vale a pena negar

Pelo contrário

Todos unidos, temos de a enfrentar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

19
Out20

Em casa alheia

cheia

A paz!

 

Em casa alheia

A Ana de Deus convidou-me para falar sobre a paz

Estou muito grato pelo convite

Espero que o texto esteja à altura do teu prestigiado blog

Não deixem de passar por: Ana de Deus, em Rainyday

Um feliz dia e uma boa semana, pra todos.

19
Out20

O sol

cheia

O Sol

 

Cada vez chegas mais tarde

E, à tarde, cada vez, vais mais cedo

Espero, todas as manhãs, por ti, em segredo

Fico, ali quietinho, à espera do teu carinho

Quando chegas acaricias todo o meu corpo

É tão bom sentir o teu calor

Os meus joelhos são quem mais sente a tua falta

Gostam das tuas massagens, do teu calor, até lhes passa a dor

Vais subindo, intensificando o teu calor

ÀS vezes, as nuvens, com ciúmes, prendem-te

Fico ansioso e rezo para que te libertem

Que te deixem vir para ao pé de mim

Passamos os dias aos abraços e beijinhos

A tarde começa a cair, tu vais descendo até o mar te engolir

Nem tempo temos de nos despedirmos

É fria a noite, sem os teus carinhos

Amanhã, vamos continuar juntinhos.

 

José Silva Costa

 

 

12
Out20

Sereno luar

cheia

Sereno luar

Que nos levas a descansar

No silêncio da noite

No escuro que nos ajuda a namorar

Sem que a luz nos possa incomodar

Nem os pássaros possam piar

A noite é um sossegado mar

Onde, em nuvens, podemos sonhar

Todo o mundo percorrer

Ir e voltar, coisas que só a noite nos permite fazer

Sem sequer nos mexermos

Descobrir todos os mistérios

Revelar todos os segredos

Construir milhões de enredos

Mas, de manhã, quando acordamos

Verificamos que tudo se sumiu por entre os dedos.

 

José Silva Costa

 

 

 

08
Out20

desafio

cheia

Das minhas sete palavras, no desafio de hoje, da Ana de Deus

 

Inovar é melhorar e respeitar quem queremos ajudar por não ter tido oportunidade de subir o patamar

Ao retribuir estou a ouvir quem necessita de uma palavra amiga, ou de um ombro para descansar de uma fadiga

Namorar é das coisas mais belas que podemos fazer e que todos devemos aplaudir.

07
Out20

Critérios

cheia

Critérios

 

Presidente e Primeiro-Ministro em dramática sintonia

Procuradora Geral da República, Presidente do Tribunal de contas não são reconduzíveis

Desde que não sejam submissos, que se permitam discordar do Governo

Porque o Governo acha que tem de alterar, as leis dos Concursos Públicos, para conseguir gastar o muito dinheiro, que virá

Enquanto o resto do país não concorda, porque teme que arrefeça em bolsos de quem não faz nada

Triste fado o nosso, que contamos mais, com o ovo no rabo da galinha, do que com o nosso trabalho.

 

Custa-me ver o Governo pintar tudo cor-de-rosa, como se vivêssemos no paraíso

São tudo maravilhas, vão reforçar tudo, como se ainda não estivéssemos cá a pandemia

Não tiveram tempo de antecipar o caus em que estão os Centros de Saúde!

Se antes já havia dificuldades em marcar consultas, agora os doentes desesperam

Não atendem os telefones, dizem para enviar e-mail, como se todos soubessem mexer em computadores

É muito triste ver filas intermináveis de pessoas de 70,80,90 anos, à espera duma palavra, duma consulta, mas o que têm mais certo é apanharem o vírus

Atendam os telefones, ouçam as pessoas, sosseguem-nas com uma palavra de confiança, deem lhes conselhos, que podem, nalguns casos, ser mais uteis que as consultas

Não continuem a fazer das pessoas parvas, assumam as responsabilidades, tentem resolver-lhes a ansiedade e os problemas, porque ir dormir para a porta dum Centro de Saúde e ver e ouvir o vosso discurso, irrita-nos.

José Silva Costa

 

,

   

 

 

 

 

 

06
Out20

Sol esguio

cheia

No sol esguio do outono

Abraço o teu sono

Aguardo o teu acordar risonho

Quem comtempla uma flor

Contenta-se com o seu perfume

Cada madrugada é um a alvorada

Com o teu brilho a lavar-me a alma

E a lua a iluminar a nossa estrada

Gastamos os anos de mão dada

No aconchego do teu olhar

Sem precisar de mais nada

A não ser da simplicidade do teu coração

Onde quero acordar todas as manhãs.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

01
Out20

Outubro

cheia

Bem-vindo, Outubro

Vamos-te receber, mascarados

Não fiques magoado

Por não podermos sorrir

Este vírus está-nos a ferir

Bem gostava de te beijar e abraçar

Como no ano passado

Mas este ano é outro o fado

Ninguém pode dizer que está descansado

Espero que nos ajudes a chegar ao futuro

Deixando, cada dia, para trás, o escuro

Até conseguirmos, de novo, abraçar o outro

Sair alegre, a cantar, sem medo de o encontrar

Poder, de novo, de cara limpa, ver o sol e a lua

Cumprimentar a miúda que passa na rua

Ver tudo, de novo, sem máscara.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D