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cheia

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13
Ago20

O medo

cheia

O medo

Agosto radioso

Com sol curioso

Um mês amoroso

Com um luar formoso

Para os amantes, fervoroso

Mês de férias, saudoso

Quebra a monotonia do idoso

Convidando-o a sair, caloroso

Para espantar o fantasma odioso

De que as pernas não gostam de terreno montanhoso

O que elas querem é que ele não seja medroso

Basta que seja cauteloso

Que não as arraste para um repouso

Que se pode tornar muito doloroso

Nada de ser manhoso

Que aceite a crítica e elogio, orgulhoso

Mesmo que isso não o torne famoso

O contrário é que seria espantoso.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

10
Ago20

O futuro

cheia

A vida

 

Na curvatura do ventre

Germina a semente

Que vai dar luz ao futuro e ao presente

Para o mundo seguir em frente

Avançar e ser transparente

Em qualquer vertente

Um sonho de toda a gente

Ser inteligente

Mudar os nossos hábitos é urgente

Com uma solução convergente

Com um empenhamento permanente

Cada um com a sua mente

No prossuposto de que ninguém mente

De que todos fazem o suficiente

De que ninguém engana o cliente

De que ninguém é demente

De que ninguém, ao bem comum, é indiferente

Cada um diz o que sente

Mesmo que esteja ausente

Deste mundo, que é um continente

 Para o qual trabalha arduamente

Para além do humanamente.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

04
Ago20

As crianças!

cheia

Colónias de férias

 

Onde estão as crianças, que enchiam as praias?

Esvoaçando como as gaivotas

Este ano sinto falta dos seus sorrisos, do seu barulho

Do momento tão esperado

Quando os banheiros autorizavam a sua entrada no mar

Pareciam um cardume a saltitar

Sempre muito atentos, não fosse alguma perder o ar

Na areia, não se cansavam de brincar

Era uma alegria vê-las a construírem os castelos dos sonhos

Para elas não havia impossíveis

Tudo era realizável

Até nos dias em que não se via o sol

As correrias aqueciam e davam asas à liberdade

Eram umas férias de verdade

Que marcam, para sempre, a idade

Por onde andarão, este ano, as gaivotas que me faziam lembrar a mocidade!

Este vírus cortou-lhes as asas, não podem voar em bandos

Era ver os autocarros, uns atrás do outros, a despejarem flores na praia

Eram salpicos de perfume e sorrisos para todos.

 

José Silva  Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

31
Jul20

Concursos!

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“ Quem se mete com o PS., leva”

 

No concurso internacional, uma procuradora ficou em primeiro lugar

Para na União Europeia ocupar um lugar

Na Procuradoria Europeia

Mas, o Governo indicou o que ficou em segundo lugar

Dizendo que no concurso nacional a procuradora ficou em último lugar

Que raio de concursos, onde há tantas disparidades de avaliação!

Ela liderou a investigação ao Ministério da Administração Interna

Ele trabalhou com a Ministra da Justiça

Podemos receber rios de dinheiro

Mas se não tivermos uma Administração Pública eficiente e independente

Não servirá para nada

Nem conseguiremos aprovar os projetos, para recebermos o dinheiro

Quanto mais executá-los

Enquanto os Governantes não forem capazes de olharem para as qualificações, em vez dos cartões, não teremos uma Administração Pública eficiente e insubmissa

Capaz de resistir às mudanças de Governo

Bem servir o cidadão, sem medo de demissão

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

24
Jul20

Vinte, vinte

cheia

O ano 20,20

 

No serpentear da mente

Vamos de mão dada sempre em frente

Colhendo os doces frutos, que nos abraçam no poente

Com os olhos postos no sol florescente

Desejando continuar a apanhar o sorriso quente

À espera de uma noite incendiada e transparente

Que não tenha fim, nem futuro, nem presente

Mesmo cansados, temos esperança de continuar eternamente

Nas estrelas que ardem dentro de nós, em lume ardente

Os sonhos vamos tecendo, todos dias, novamente

Como se tivéssemos conseguido parar o tempo, para a gente

Com o fio curvo de um ar diferente

Aumentámos a luz vermelha da lente

Esse fogo que nos ajuda a suportar, estranhamente

Este tempo que achamos que está doente

Que enfrentamos de máscara, fugindo de quem encontramos pela frente

Como se todos tivessem peste e língua de serpente

Não queremos beijos, nem abraços, nem dizemos bom dia, não vão as palavras partirem-nos algum dente

A pouco-e-pouco vamo-nos esquecendo, como era antigamente.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

16
Jul20

Dinheiro!

cheia

Dinheiro a qualquer custo!

 

O dinheiro não tem cor, nem cheiro

É de esquerda, do centro e da ditadura

Para o obter, alguns, não olham a meios

Para eles não há linhas vermelhas

Todos servem para aliados

O que interessa é continuar no poder

Conseguir aliados, sejam de que cor for

Os princípios ficam para as ocasiões

Para quando há eleições

Depois de conseguirem o poleiro

Todos servem para as coligações

Porque o poder é difícil de obter

Há que a todo o custo o manter

Tentar, os colegas, convencer

A desbloquearem o dinheiro

Que tanta falta nos faz

Sem contra partidas, seria uma maravilha

Para conseguir, à esquerda, negociar

O Orçamento Geral do Estado para 2021

Mas, quem paga quer ter uma palavra a dizer

Porque o dinheiro pode perder-se

E nunca chegar a encontrar o destino

É por isso, que todos os dias temos de ir ao mercado

Pedir dinheiro emprestado

Que muito, a dívida, tem aumentado

Mas, é preciso andar muito desesperado

Para ir beijar a mão de Viktor Orban

Que tão desprezado tem estado

Do abraço, muito deve ter gostado!

Ainda, por cima em tempo de pandemia

Quem é que tal esperaria!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

08
Jul20

O futuro!

cheia

Que futuro!

No calor do Verão, cozes o pão

Tens a vida em suspensão

Sem saberes o que vai acontecer

Se a empresa vai ou não fechar

Ninguém sabe com o que contar

Esta pandemia veio-nos desafiar

E, tu continuas determinada

A aproveitá-la para uma nova caminhada

Não ficaste três meses confinada

Para que tudo fique na mesma: sem nada

A mesma tristeza, a mesma pobreza, a mesma incerteza

Queres aproveitar para o Mundo mudar

Dizes que alguém tem de começar, não podemos mais esperar!

Não queres mais correrias sem sentido, para um trabalho vazio

Queres fazer qualquer coisa que seja útil, em que te sintas realizada

No futuro, não queres continuar a fazer coisas que não servem para nada

Quando há tanta falta de coisas indispensáveis, para toda a gente

Queres correr atrás de um sonho!

Então, tens de o fazer agora, enquanto as pernas correm

Para o, poderes agarrar

Porque com os anos as pernas começam a pedir para descansar

E, os sonhos vão morrendo devagar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

03
Jul20

Distanciamento!

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Vidas!

 

 

Translúcido pôr-do-sol no interior de um mar ofegante

Num rasgo, num sopro, num último esforço tudo toma forma espacial

Com flamínia a soprar o fogo verde da origem

De asas no centro do vento

A sina inscrita nas linhas da minha mão

Na curvatura fértil do colo materno da terra onde

No frenesim das horas que engolem os dias

Desvendamos e rasgamos salgadas estradas invisíveis

No vazio imperfeito das suas rotações

Sondamos os astros

Não ouvimos o rio na margem da corrente

Onde gizamos as linhas do destino do sono

Quando o luar trespassa a nudez dos ossos

Sem vermos de onde sopra o vento azul

 As palavras são as veias dos sentidos

Onde arderás na combustão dos tempos

Enquanto nós nos túneis sem saída nos atropelamos

Por todo o lado

Com os corpos sustemos os desmoronamentos das cidades

Nas palavras incendidas

No deserto mar

No fundo dos remorsos

Para afugentarem o travo do tráfico droga armas vidas

Jovens mães carregam os filhos com a ajuda do brilho das estrelas

E bebem a aurora nos transportes suburbanos.

 

 

José Silva Costa

 

 

29
Jun20

Luz!

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A luz interior

 

Na luz interior, que ilumina o amor

Há uma flor e uma beleza para admirar

Que me interroga e me põe a pensar

Como fazer, para tão linda luz acender!

Essa luz, que nem todos têm talento

Para a entender e manter acesa

Tem uma natural luz, para nos encantar

É com ela que todos os dias temos de lidar

Não a podemos em nenhum momento deixar apagar

Temos de estar sempre atentos para a ativar

Não vá o tempo a estragar

Por falta de combustível para a animar

O que a todo o custo devemos evitar

Para que a estrela não deixe de brilhar

E, todos os dias, possamos, do seu brilho, beneficiar

O amor é delicioso, mas frágil

A qualquer momento pode quebrar

E é muito difícil de consertar

O melhor é dar-lhe toda a atenção

Para evitar que haja um apagão

Na hora de dar a mão

E seguir, sempre, as boas regras da educação

Para que ninguém tenha direito a reclamação

Mantendo o fogo, sempre, em ebulição

Para uma boa relação

Onde haja uma boa compreensão

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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