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cheia

cheia

21
Jan21

Estrela

cheia

A luz

 

Estrela florescente

Que me acompanhas, sempre

Em qualquer vertente

No sorriso da mente

Como se fosses um espelho, transparente

Um fogo incandescente

Que me consome infinitamente

És a luz que me alomeia eternamente

Nos momentos em que a terra não sente

Tu estás, sempre, presente

Tu és Norte, és Sul, és Poente

Por mim enfrentas toda a gente

Tu és fruto, tu és semente

Pão, amor ardente

Flor, perfume quente

Quem ama não mente

Juntos construiremos o futuro e o presente

Minha estrela florescente.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

19
Jan21

À moda antiga

cheia

Como antigamente

 

Sorrir nas esquinas do medo

Não te poder beijar tão cedo

Quando te conto o segredo!

Abrir os braços e apertar-te com um dedo

Vamos contar as estrelas para afastar o degredo

Amanhã continuamos com este enredo

Namorar à distância, cada um no seu prédio

Com uma rua a separar-nos, como remédio

Só os nossos olhares se podem beijar e abraçar

Estes tempos vão passar

Depois voltaremos a andar agarradinhos

Segredar sozinhos

Sem que nos possam acusar

Das recomendações não respeitar

Vamos, à varanda, continuar a namorar

Como antiguamente, sem nos podermos tocar

As vizinhas, sempre, as espreitar

Para depois irem contar, coscuvilhar

Como se elas não tivessem feito o mesmo!

Tem sido assim ao longo dos séculos

Com mais ou menos liberdade

Com mais ou menos igualdade

Com mais ou menos roupa

Numa ou noutra era mais louca

Porque o amor são borboletas a voar

Que não nos deixam sossegar

Que nos fazem faltar o ar

E, do primeiro beijo, nem falar!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

15
Jan21

Em casa

cheia

Confinamento

 

Novamente a negra paralisante clausura

Como planear a vida, se cada dia é uma aventura

Cada vez está mais difícil viver em constante rutura

Há quase um ano nesta cercadura

Sem fim à vista, sem saber quanto mais dura

Tanto tormento, tanta agrura

Para uma vida de tão curta dura

Sem que ninguém nos possa acompanhar à sepultura

Só nos resta ter esperança numa, melhoria, futura

Que desejamos seja segura

Se não morremos do mal, morremos da cura

Há demasiado tempo que esta luta perdura

Nem todos estão preparados para esta moldura

Nem todas as habitações têm condições para tanta desenvoltura

Escolheram esta altura

Para nos mandarem para a cura.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

12
Jan21

A dupla

cheia

Frio

 

Frio rijo e duro a anunciar o futuro

Associaste-te ao vírus para nos roubarem o presente

Mas, nós vamos aguentar o teu enregelar

Fazendo com que fiquemos mais fortes

Para vencermos tudo o que nos queiras enviar

Não nos vamos, ao frio, vergar

Vamos tudo fazer para que a vossa coligação vos possa matar

Com as vacinas, o vírus, vamos enfrentar

Com a força da nossa determinação congelaremos o frio

Dos lençóis brancos, de cada manhã, faremos um rio

2021, nasceste em confinamento, rude, em desalento!

Frio, mortífero, sem mostrares bondade em nenhum momento

Estás determinado a fechar-nos em casa, como frades em convento

Não vamos perder o alento

Quanto voltarmos a ter liberdade, vamos mostrar como virar o vento

Criar um novo pensamento

Aproveitando todo o nosso conhecimento

Para vencer todos os vírus, frio, miséria, fome e sofrimento.

 

José Silva Costa

  

 

 

 

 

 

04
Jan21

Laxismo!

cheia

Apanhar

 

“Apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo”

 

Um erro de engano, um lapso, uma mentirinha, uma imprecisão, um desleixo, que mal tem isso?

Num País de Doutores e Engenheiros, quem é que quer ser tratado como o pé rapado: pelo nome!

Por isso, os que se julgam acima do comum cidadão, continuaram na vida civil com o posto que tinham tido na tropa. Não é bem o que tiveram, é o que teriam a seguir, mais uma imprecisão que não tem mal nenhum!

O Major fulano, o Comandante beltrão …………………..

Se todos os que tivemos na tropa, obrigados ou não, antecedesse-mos ao nosso nome o posto da tropa, este país ficava muito mais colorido: A Major Maria, a Soldado Francisca, o Sargento José, ……………….

Acontece que lá fora, na UE , onde, felizmente, estamos integrados, contra os que preferiam que não tivéssemos perdido a soberania, não aplaudem esta nossa vaidade das imprecisões

No concurso para Procurador Europeu, a candidata escolhida pelo júri internacional não agradou ao nosso Governo. Assim, pediram para que fosse o segundo classificado o nomeado

Ao pedido de alteração, pediram para justificarem a escolha. Como o real motivo não podia ser divulgado, arranjaram umas imprecisões

Três imprecisões, uma delas determinante para que aceitassem a alteração!

Despois enviaram uma carta, um documento de trabalho, chamem-lhe o que quiserem, para o nosso embaixador, junto da UE, entregar aos Senhores que escolheram a candidata preterida

Como esse documento de trabalho, essa carta, chamem-lhe o que quiserem, é confidencial para quem o recebe, mais ninguém vai saber que houve laxismo. Pronto, já está, uma mentirinha, que mal tem!

 

José Silva Costa

 

  

  

 

 

 

01
Jan21

Bem-Vindo 2021!

cheia

Nasceu o ano da esperança!

 

Esperança na cura da SARS-Cov-2

Esperança num novo rumo para o Mundo

Esperança numa nova economia

Uma economia verde e digital

Uma maior consciencialização dos problemas ambientais

O problema do desperdício a mais

Esperança de que olhem para os migrantes, que congelam, sem abrigo

Porque não querem ou não os conseguem acolher

Na Europa, o divórcio, entre a UE e o Reino Unido, depois de quase meio século de casamento

Esperança na boa utilização do dinheiro da Bazuca

750 mil milhões para além do orçamento normal

Para que os Europeus consigam vencer a crise, que a todos está a afetar

Os políticos prometem mais solidariedade

Falam no pilar da Segurança Social

Para que ninguém fique ao deus dará  

Mas, das palavras aos atos que distância vai!

Seja com for, este Novo Ano, nasceu cheio de Esperança.

 

Um Feliz e Próspero Ano Novo com saúde e alegria para todos!

 

José Silva Costa

 

 

31
Dez20

2020

cheia

2020

Quiseste ser diferente

Quiseste incomodar toda agente

Quiseste assustar o Mundo

Quiseste alterar tudo, a fundo

Quiseste matar meio mundo

Quiseste, os idosos, levar contigo

Impuseste-nos um grande castigo

Andar de máscara, não beijar, nem abraçar

Nem um aperto de mãos podemos dar!

Quanto mais tempo é que isto vai durar?

O que nos vale é que vais acabar

Não há mal que sempre dure, nem bem que sempre perdure!

 

Um Feliz e Próspero Ano Novo para todos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

30
Dez20

Estradas

cheia

Camiões

 

A estirpe inglesa

O vírus, o acordo da saída do Reino Unido da União Europeia, jogos políticos que tudo bloqueiam

Entre a Inglaterra e a França, no canal da mancha, quilómetros de camiões parados, destinos adiados

Consoada gelada, dentro dos camiões, na autoestrada

Parece que alguém anda a brincar com a rapaziada 

Que anda uma vida inteira a engolir estrada

As pistas, dum aeroporto, transformadas em “parque de camiões”

Autoestradas de camiões por essa Europa fora, a poluírem-na

Não seria preferível transportar as mercadorias, entre países, por caminho-de-ferro?

Utilizando os camiões só entre a fábrica e o caminho-de-ferro, e este e os clientes

Acabando com o inferno das autoestradas de camiões, nas autoestradas da Europa

Que esta pandemia nos traga um novo dia

Construam linhas férreas de alta velocidade, para passageiros e mercadorias, na Europa

Para reduzirem a poluição de aviões e camiões

Não falam todos os dias em descarbonização!

Mãos à obra.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

29
Dez20

Os olhos

cheia

Olhos

 

Na pandemia destes dias

Os teus olhos são guias

Com a boca e o nariz tapados

São os teus olhos que sobressaem

Que falam e te representam

Nesse foco que entra por mim dentro

Que me iluminam a todo o momento

Olhos da luz do firmamento

Que me embalam noite dentro

Baloiços do tempo

Que advinham o meu pensamento

Que são a minha luz e o meu sustento

São tão lindos os teus olhos!

No escuro desta pandemia, ainda brilham mais

A máscara veio-lhes dar, ainda, mais realce

No triste confinamento

São as mais belas flores ao vento

Livres como pássaros que pousam em todo o lado

O seu encandeamento é o um fado.

 

José Silva Costa

 

 

 

28
Dez20

Natal diferente

cheia

Natal diferente

 

Um Natal diferente

Sem filhos, nem netos

Cada um nos seus tetos

Sem beijos nem afetos

Não é tão cedo que voltamos aos projetos

Porque temos medo dos contactos

Quase nos arrepiamos quando nos tocamos

Quando voltarmos a podermos tocar

Vamos ter de nos adaptar

Porque este medo vai continuar

Havemos, muitas vezes, de hesitar

A ponto de nos fazer recuar

Com receio de que o vírus nos possa infetar

Esta pandemia vai levar muito tempo a passar

Não acredito em milagres

Só a ciência nos poderá salvar

Até lá, as máscaras e as distâncias vão-nos acompanhar

Por muito dura que seja a sobrevivência

Procuraremos, sempre, adaptarmos

Tem sido assim ao longo dos séculos

E assim, esperamos que continue a ser

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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