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cheia

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17
Abr19

Quando tudo acaba

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Quando tudo acaba

O trágico acidente, que acaba de acontecer, na Ilha da Madeira

Foi o fim de todos os sonhos, para as 18 mulheres e 11 homens

Para os seus familiares e amigos as mais sinceras condolências

Num dia, já por si agitado, devido à falta de combustível

É muito duro sofrer este duro murro, para nos fazer pensar

Que a vida tem tanto de importante como de periclitante

Para quê tanta fome, tantas desigualdades?

Tantas vaidades, tanto racismo, fazendo com que a cor seja um castigo

Paz às suas almas.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

14
Abr19

Mulheres!

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Mulheres!

 

Pode não ser uma nova primavera árabe

Mas, em poucos dias, dois ditadores foram ao ar

Não resistiram à pressão das manifestações

Quando as populações se unem, nem as armas as calam

Na Argélia e no Sudão nasceram ventos de esperança

No Sudão, foi das mulheres, o papel principal

São elas e os filhos quem mais sofre, com as guerras

No fogo cruzado, são abusadas, escravizadas, mal tratadas

São elas quem mais trabalha nos campos, nas lavras

Tentando assegurar, às famílias, o sustento

Num Continente a precisar de melhor vento

Quando cai um ditador, seja onde for, é sempre um bom momento

Mas em África, de onde tanta gente foge por causa das guerras, da fome, do horror

Cada dia de esperança tem muito mais valor!

 

José Silva Costa

08
Abr19

Água!

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A água

 

Uma planta desmaiada

Por uma gota de água, reanimada

Numa perfumada madrugada

Com a Lua, por uma lágrima de nuvem, lavada

Toda a Natureza participou na alvorada

De um dia, que nasceu do nada

Quando uma nuvem é tão importante

Para fazer inchar uma semente

E, uma nova vida começa instantaneamente

Com um pulsar ofegante

Como se fosse um grito de gente erguida

Germinada no calor suado de um beijo

No imenso prazer do desejo

Num ato de amor verdadeiro

A água é o nosso mealheiro

Devemos poupá-la o ano inteiro

Como fazemos com o nosso dinheiro.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

01
Abr19

Elemento

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O vento

Na beleza do vento descanso o pensamento

Nesse voltear e assobiar está uma grande alegria

Um colorido e um perfume invisíveis que ninguém imagina

Se conseguíssemos abraçar o vento poderíamos ver o seu encantamento

Um rodopiar sem igual, uma leveza, que nos podia, para qualquer lugar, levar

Ah! Como é volátil e mavioso o seu massajar

Quantas vezes, me atravesso, no teu caminho, para te tentar agarrar!

Mas escapules te não sei por onde, que nunca te consigo agarrar

Sinto o teu afagar, mas não te consigo beijar

Não penses que vou parar, desistir de te, um dia, nos meus braços, apertar

Podes ser muito escorregadio, invisível e até frio

Um dia vou surpreender-te, prender-te e dormir nos teus braços

Não deve haver melhor berço!

Não te esqueço

Espero-te em todas as esquinas

Onde tanto arrefeço

Para não perder, uma só que seja, oportunidade de te admirar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

25
Mar19

Ecopontos

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O ambiente

 

Domingo à tarde

Fomos ter com uns amigos

Para bebermos um café, desenferrujar a língua

Aproveitámos para levar o lixo

Os contentores são quadrados, só as cores são diferentes

Nas tampas têm entradas diferentes

Para ser mais rápido, quase todos levantamos as tampas e depositamos os materiais, para reciclar

Quando levantei a tampa do contentor verde, pensei que me tivesse enganado

Vi uma mala de senhora, roupa, cartão e algumas garrafas dentro de sacos de plástico

Primeiro fiquei indignado, lembrei-me da campanha publicitária, em que o macaco sabia como utilizar os três contentores

Mas, depois veio-me à ideia o problema do daltonismo

O problema de estarem, ao mesmo tempo, a ver o facebook e despejar o lixo

O problema de não conseguirem despejar os sacos, onde transportam as garrafas de vidro, e coloca-los no contentor, que está ao lado

O problema de ainda não saberem as cores

São tantos os problemas que têm de fazer qualquer coisa!

Assim, aconselho todas as Câmaras, a colocarem em todos os ecopontos, um robot para ensinar os utilizadores a separar o lixo

Para que não andem, para aí, todos inchados, orgulhosos por estarem a contribuir, para a sustentabilidade do planeta, quando não andam a fazer nada disso!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

20
Mar19

Flores

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A Primavera está a chegar

Já abri a porta para ela entrar

Esta noite, comigo se vai deitar

Minha amante virtual

Há quanto tempo te esperava!

Para nos encontrarmos no meu quintal

No roseiral, bem pertinho de onde vais morar

Para o teu perfume, a todo o momento, saborear

Temos três meses, para namorar

Não queres, para sempre, ficar

Preferes vir todos os anos

Jovem, fresca, airosa, mimosa, disfarçada de Rosa

A rebentar de perfume por todos os poros

Para encantares os meus olhos

Que tanto admiram a tua formosura

Todos os anos o mesmo encontro

Com mais ou menos sol, com mais ou menos chuva, com mais ou menos frio

Como gostava que os teus olhos fossem um rio

Que nos trouxessem a chuva de que tanto precisamos

Para que as tuas flores não desfaleçam.

José Silva Costa

14
Mar19

Os novos corta-fitas

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Os novos corta-fitas

Os novos corta-fitas vão passar um ano em inaugurações

São muitas as placas para perpetuarem os nomes dos novos corta-fitas

São muitas horas de trabalho desperdiçadas, que nos custam muitos milhões

Quando é que a nossa democracia cresce e se torna adulta, para não precisar destas pacóvias romarias!

Já todos sabem em quem votar, sem precisarem de sessões de ilusionismo, para lavagens ao cérebro.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

10
Mar19

Primavera

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Primavera

Aproveitemos a alegria da Primavera

Que está quase a chegar

Para colhermos as papoilas vermelhas e os malmequeres brancos

Respirar o ar puro de todas as cores

Passear e correr no manto multicolor

Com que se veste a Primavera

Recebamo-la de braços abertos

Porque ela é de todas a mais bela

É com ela, que animais e plantas desenvolvem a maior de todas as explosões de vida, cor e alegria

Ninguém fica indiferente aos seus perfumes

E, nem todos conseguem esconder os ciúmes

Por ela amar todos por igual

Sem que tenha rival

Todos os anos nos surpreende com a sua juventude

Airosa, fresca, despenteada, mimosa

De boca de amora

Cabelos de cor-de-rosa

Uma beldade espantosa

Que todos os anos nos namora

Por pouco tempo

Porque todos os anos casa com o vento.

 

José Silva Costa

     

 

 

 

07
Mar19

Dia de luto nacional

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Luto pela violência doméstica

Não vamos lá com dias de luto!

Para grandes males, grandes remédios

Alterem a lei para este crime

Nada de atenuantes

Porque quem mata é um assassino

Não pode evocar que matou a companheira, porque ela cortou o cabelo, foi ao café, vestiu uma saía, etc.

Instituam a pena perpétua

A obrigatoriedade da pena ter de ser cumprida integralmente

Nada de palavrinhas suaves e de cor-de-rosa

Nem de chá de camomila, quando se apresentam nas esquadras, para beneficiarem de atenuantes

Nada de programas de reinserção, porque já se viu que não funcionam

Nada de paninhos quentes

São precisas medidas enérgicas e urgentes

Quem tira a vida a outro, não pode ter o direito de continuar a viver livremente!

Tem de saber antecipadamente que vai ficar preso, para o resto da vida

Porque tirou a outro, a vida!

Ninguém, em caso algum, pode tirar a vida a outro!

E, a opinião pública tem muita culpa

Porque está sempre a perdoá-los

Neste crime não podem existir perdões

São poucas, todas as punições

Vamos continuar a manter todas as pressões

Até se encontrarem soluções.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

04
Mar19

A moda

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Os Portugueses

Portugal está na moda

Há portugueses em todo lado

Para todo o mundo, são contratados

Os nossos profissionais de saúde são muito solicitados

Mas, os políticos não são cobiçados!

Santana Lopes bem lançou um apelo

A criação do Senado

Para servir de lar aos inválidos da política

Como ninguém o ouviu

Criou um partido

Como os ventos mudam a história!

Há pouco mais de meio século

Começa - mos a invasão da França

Pela calada da noite, com a ajuda “dos passadores”

Atravessavam as fronteiras

Os patrões franceses esfregavam as mãos, de contentes

Mão-de-obra barata!

Depois saltaram para outros países

Um amigo meu, sem saber ler nem escrever

Não gostou das condições dos franceses

Obteve um passaporte de turista, para a Alemanha

Mas não conseguia emprego, por causa da folha, onde dizia que era turista

Cansado, desesperado, retirou essa folha

No dia seguinte arranjou emprego

Mais tarde levou a mulher e a filha

Que leciona, em Portugal, a disciplina de alemão

Os emigrantes iam fazer os trabalhos, que os naturais, não queriam

Hoje, também, são os emigrantes, que fazem o que não queremos

Portugal, de novo, nas bocas do Mundo!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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