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20
Mar19

Flores

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A Primavera está a chegar

Já abri a porta para ela entrar

Esta noite, comigo se vai deitar

Minha amante virtual

Há quanto tempo te esperava!

Para nos encontrarmos no meu quintal

No roseiral, bem pertinho de onde vais morar

Para o teu perfume, a todo o momento, saborear

Temos três meses, para namorar

Não queres, para sempre, ficar

Preferes vir todos os anos

Jovem, fresca, airosa, mimosa, disfarçada de Rosa

A rebentar de perfume por todos os poros

Para encantares os meus olhos

Que tanto admiram a tua formosura

Todos os anos o mesmo encontro

Com mais ou menos sol, com mais ou menos chuva, com mais ou menos frio

Como gostava que os teus olhos fossem um rio

Que nos trouxessem a chuva de que tanto precisamos

Para que as tuas flores não desfaleçam.

José Silva Costa

14
Mar19

Os novos corta-fitas

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Os novos corta-fitas

Os novos corta-fitas vão passar um ano em inaugurações

São muitas as placas para perpetuarem os nomes dos novos corta-fitas

São muitas horas de trabalho desperdiçadas, que nos custam muitos milhões

Quando é que a nossa democracia cresce e se torna adulta, para não precisar destas pacóvias romarias!

Já todos sabem em quem votar, sem precisarem de sessões de ilusionismo, para lavagens ao cérebro.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

10
Mar19

Primavera

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Primavera

Aproveitemos a alegria da Primavera

Que está quase a chegar

Para colhermos as papoilas vermelhas e os malmequeres brancos

Respirar o ar puro de todas as cores

Passear e correr no manto multicolor

Com que se veste a Primavera

Recebamo-la de braços abertos

Porque ela é de todas a mais bela

É com ela, que animais e plantas desenvolvem a maior de todas as explosões de vida, cor e alegria

Ninguém fica indiferente aos seus perfumes

E, nem todos conseguem esconder os ciúmes

Por ela amar todos por igual

Sem que tenha rival

Todos os anos nos surpreende com a sua juventude

Airosa, fresca, despenteada, mimosa

De boca de amora

Cabelos de cor-de-rosa

Uma beldade espantosa

Que todos os anos nos namora

Por pouco tempo

Porque todos os anos casa com o vento.

 

José Silva Costa

     

 

 

 

07
Mar19

Dia de luto nacional

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Luto pela violência doméstica

Não vamos lá com dias de luto!

Para grandes males, grandes remédios

Alterem a lei para este crime

Nada de atenuantes

Porque quem mata é um assassino

Não pode evocar que matou a companheira, porque ela cortou o cabelo, foi ao café, vestiu uma saía, etc.

Instituam a pena perpétua

A obrigatoriedade da pena ter de ser cumprida integralmente

Nada de palavrinhas suaves e de cor-de-rosa

Nem de chá de camomila, quando se apresentam nas esquadras, para beneficiarem de atenuantes

Nada de programas de reinserção, porque já se viu que não funcionam

Nada de paninhos quentes

São precisas medidas enérgicas e urgentes

Quem tira a vida a outro, não pode ter o direito de continuar a viver livremente!

Tem de saber antecipadamente que vai ficar preso, para o resto da vida

Porque tirou a outro, a vida!

Ninguém, em caso algum, pode tirar a vida a outro!

E, a opinião pública tem muita culpa

Porque está sempre a perdoá-los

Neste crime não podem existir perdões

São poucas, todas as punições

Vamos continuar a manter todas as pressões

Até se encontrarem soluções.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

04
Mar19

A moda

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Os Portugueses

Portugal está na moda

Há portugueses em todo lado

Para todo o mundo, são contratados

Os nossos profissionais de saúde são muito solicitados

Mas, os políticos não são cobiçados!

Santana Lopes bem lançou um apelo

A criação do Senado

Para servir de lar aos inválidos da política

Como ninguém o ouviu

Criou um partido

Como os ventos mudam a história!

Há pouco mais de meio século

Começa - mos a invasão da França

Pela calada da noite, com a ajuda “dos passadores”

Atravessavam as fronteiras

Os patrões franceses esfregavam as mãos, de contentes

Mão-de-obra barata!

Depois saltaram para outros países

Um amigo meu, sem saber ler nem escrever

Não gostou das condições dos franceses

Obteve um passaporte de turista, para a Alemanha

Mas não conseguia emprego, por causa da folha, onde dizia que era turista

Cansado, desesperado, retirou essa folha

No dia seguinte arranjou emprego

Mais tarde levou a mulher e a filha

Que leciona, em Portugal, a disciplina de alemão

Os emigrantes iam fazer os trabalhos, que os naturais, não queriam

Hoje, também, são os emigrantes, que fazem o que não queremos

Portugal, de novo, nas bocas do Mundo!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

22
Fev19

Os meus vizinhos!

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A Natureza

A um mês da Primavera

Os meus vizinhos andam numa roda-viva

Ainda o sol está ensonado, e nem, os olhos, tem esfregado

Já, elas e eles, andam numa correria e cantoria

Andam a escolher os parceiros e as parceiras

Tanto elas como eles tentam encontrar a parceira ou o parceiro ideal

A Natureza não espera! Apesar e andar um pouco perturbada, ainda tem alguns ciclos definidos

Assim, à medida que o inverno dá sinais de abrandar e a primavera preste a chegar, os meus vizinhos não param de se agitar

Aproxima-se o ciclo de reprodução

O acasalamento tem o seu tempo e encantamento

Matinais melodias, despiques e correrias

Eles procuram os pontos mais altos

Para melhor difundirem as mensagens

Acasalados, segue-se a construção dos ninhos

Fecundação dos ovos, pô-los, chocá-los

Está, um novo ciclo de vida, iniciado

Perdizes e perdigões são os meus vizinhos foliões.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

19
Fev19

Salários

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Salários

 

O salário mínimo dos funcionários públicos subiu para 635 euros, mais 35 que o salário mínimo nacional.

Por que razão não há um único salário mínimo?

Não seria mais lógico que o salário mínimo nacional fosse de 635 para todos: público e privado!

Os funcionários públicos têm de ter este suplemento, por não puderem ser despedidos, puderem ter tolerâncias de ponto, faltar dez dias sem justificação, um subsistema de saúde

Quase meio século de democracia, cada casta continua com direito ao seu quintal ou quinta, conforme a categoria social

No tempo da ditadura os rurais tinham as Casas do Povo, os outros, as Caixas de Previdência

Em 1963 foi criada a ADSE para os funcionários públicos, à custa de todos os contribuintes

Os que não tiverem direito à ADSE, têm de ir dormir para a porta dos Centros se Saúde, para conseguirem uma consulta, que pode demorar meses ou anos

Só no início deste século, os funcionários públicos começaram a descontar para o seu subsistema de saúde, mas só em 2014, saíram da esfera do Orçamento Geral do Estado

Os funcionários públicos têm a Caixa Gerar de Aposentações, os outros a Segurança Social

Todos os subsistemas deveriam ser, totalmente, pagos pelos seus beneficiários

O dinheiro público só deve ser aplicado em serviços públicos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10
Fev19

Namorados

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Namorados

Vale a pena viver

Todos os dias acordar a ler

Nos teus olhos a convicção

De que és a mais bela estrela do amanhecer

Todas as manhãs

Os teus rubros lábios de romã

Selam nos meus os votos de um bom dia

Com a alegria de ao entardecer

Nos voltarmos a ver

Para mais uma noite, que não voltaremos a esquecer

Dia, após dia, é este o nosso sorriso

A dizer-nos que a vida pode ser um paraíso

Se conseguirmos manter esse inebriante perfume

Que há tantos anos nos une!

Lembras-te?

Foi na estufa-fria

Naquele lugar de tanto romantismo

Que festejámos, juntos, o meu aniversário

Porque querias que as aves, as plantas e os lagos

Também disfrutassem da nossa magia

Do sussurrar das nossas promessas e beijos

No calor, suave e doce, do fim do verão

De mãos dadas, bem apertadas

A prometermos um ao outro

Que já mais seriam separadas

Cinquenta e três primaveras estão namoradas.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

05
Fev19

Lágrimas

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Lágrimas

 

Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez …….

Só uma, já era demais!

Mataste três gerações!

Tenras, verdes, de todas as idades

Mataste como qualquer algoz

Nasceste sem qualquer pontinha de dó

Sem respeito pela vida

Que todos nós temos o dever de tudo fazer, para a preservar

Até mesmo o que matou a mulher e a cunhada, e se tentou suicidar

Um helicóptero foi disponibilizado, para o tentar salvar

Parece que está tudo louco

Até o tempo parece outro

As lágrimas cobrem-me o rosto

Estou desapontado com o que vejo e ouço

Todos os esforços têm sido em vão

Nada, nem ninguém consegue, qualquer coisa, fazer

Para, com tamanha mortandade, acabar

Não sei o que mais possa dizer

Para pedir que não matem os filhos, as mulheres, os maridos, ninguém!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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