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cheia

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24
Ago19

Princesa

cheia

13 de Abril de 2000

 

Minha flor em crescimento

Já sinto o teu calor

No perfume do teu ardor

A meses do teu nascimento.

 

No bico duma cegonha, de vento

Como anjo em andor

Tens todo o meu amor

Sonho com o teu movimento.

 

Num mês de Agosto

No calor das estrelas

Espera-te o brilho do Sol.

 

Num mar de velas

Afundas o teu rosto

Vendo, o céu de Luas amarelas.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

20
Ago19

Adolescência!

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No perfume e brilho dos dezoito anos, vividos

Todas as ambições e sonhos são permitidos

O Mundo é pequeno, para todos os ímpetos dos sentidos

Tudo parece eterno, quando, afinal, tudo é curto, fogaz, sem desmentidos

 

É o tempo de colher todo o vigor dos verdes anos

De construir castelos feitos de sonhos

De apanhar as nuvens e viver em todos os planos

Como se todos fossemos humanos

 

Adolescência, maior de idade, vaidade, a mais bonita idade

Tudo translucido e colorido sem adversidade

Na beleza da auria que circunda a longevidade

De um tempo sem limites, cheio de ansiedade

 

Um tempo promissor, cheio de luz, cor e furor

Em que em tudo empenhamos o nosso ardor

Como se estivéssemos a regar uma flor

Cujo crescimento vai depender da sorte e do amor.

 

José Silva Costa

 

13
Ago19

As mãos

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As mâos

Nas nossas mãos, nuas

Está o selo da confiança

Quando as apertamos com a esperança

De que a amizade nunca morrerá

Nas nossas mãos está a segurança

Do sorriso de uma criança

Quando caminhamos de mão dada

Por uma perigosa estrada

À procura de uma aventura encantada

Nas nossas mãos está a ambição

De abraçarmos todo o Mundo, todos os nossos irmãos

Com o maior aperto de mão

Nas nossas mãos está a sensibilidade

De as dúvidas acariciar

Quando alguém nos procurar

Para o ajudarmos a suportar

A dor, que sozinho não está a conseguir aguentar

As nossas mãos, também podem tocar um coração

Que esteja em grande sofrimento

Apertemos a mão, a todos, como sinal de amizade e igualdade.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

08
Ago19

O contabilista!

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O contabilista

Este agosto está muito desgostoso com o tempo

No Norte chove, no Sul está calor, no Centro faz frio

Uma grávida não tinha vaga, em Faro, mandaram-na para o Amadora-Sintra

Perdeu a bebé!

Não é só o tempo que está esquisito

As prioridades também estão a mudar

Um contabilista nunca terá a sensibilidade de um humanista

Se, ainda, por cima, endeusarem o contabilista

Então, ele terá toda a presunção

De que as contas valem mais que o cidadão!

Não compreendo a razão

De estarem tão contentes com o contabilista, em questão

Foi por receberem mais um tostão!

Não pensem que só acontece aos outros!

Amanhã, podem ser vocês a terem de ir de Braga para Faro, à procura de uma consulta de urgência.

José Silva Costa

 

28
Jul19

Golas de fogo

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Golas de fogo

 

Aldeias Seguras

Golas de fogo

Os negócios com o fogo

Vão aos bolsos do povo

Por isso, é que tudo arde, de novo

Todos os anos!

A prevenção! Não

Senão, lá se vão os negócios

Para muitos tão proveitosos

Porque os preços, para a Proteção Civil

São a dobrar!

Os jornalistas falam demais

Os jornalistas sabem demais

Ai censura!

Em certas ocasiões, davas tanto jeito

Metias todo o pessoal em respeito

Isto de Governar em democracia é uma chatice

Andam, sempre, a escrutinar tudo

E a denunciar a aldrabice

Os incêndios, para muitos, são uma mina

Muito melhor, que o negócio da china

 

José Silva Costa

 

 

 

21
Jul19

Topo

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A Corrupção

Até que, enfim! A corrupção chegou ao topo

Numa sondagem, os portugueses mencionaram a corrupção, como segunda preocupação

Logo a seguir à saúde!

Os políticos estão, sempre, a desvalorizá-la

Mas, agora, têm de ir a reboque da opinião pública

Na próxima campanha eleitoral, o seu combate vai ser bandeira de todos os partidos

Mesmo que seja, só, mais um promessa eleitoral

Nos últimos anos, é que alguns se aperceberam da sua dimensão

Quando viram, todos os dias, pessoas detidas, para interrogação

Os relatórios dos organismos internacionais não se cansam de a divulgar!

As pressões do Governo não têm sido suficientes, para os apagar

A corrupção, em Portugal, chegou a ser a normalidade!

Quem não colaborasse era olhado com desprezo

Há outra bandeira inquestionável, nas próximas eleições

As alterações climáticas

Esta, imposta pelos jovens, que já perceberam que têm de lutar pelo seu futuro

Porque os políticos falam, falam, mas nada de ações

Presos no seu conforto, têm medo de afrontar os poderosos

Vão gerindo o presente

Fazendo com que o futuro fique descontente.

 

José Silva Costa

 

 

 

12
Jul19

As guerras!

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As guerras!

Tanto Sol e Lua

Tanta criança na rua

A fome é crua!

Nos acampamentos

Para refugiados

Os amontoados

Vivem sem esperança

À espera de uma mudança

Que lhes permita viver

Uma vida normal!

Uma prisão de tendas e cordas

Sem trabalho, nem escolas

A viver de esmolas

Anos sem fim!

Com a vida interrompida

Por uma guerra temida

Que os fez fugir!

Deixando tudo

Levaram o essencial

A vida!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

09
Jul19

2 Países!

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2 Países

Portugal, apesar de pequeno, está dividido em dois

Temos o Litoral e o Interior

Um salário mínimo para os funcionários públicos e outro, para os outros

Trinta e cinco horas semanais para os funcionários públicos, para os outros, quarenta ou mais

ADSE para os funcionários públicos, para os outros o Serviço Nacional de Saúde

Os funcionários públicos estão autorizados a faltarem ao trabalho, para irem levar os filhos à escola, e os outros?

Uns Académicos propõem ADSE, para todos. Que medida brilhante!

Se for implementada, pelo menos, na saúde, acabam-se os dois países!

Passamos a ter em todos os Concelhos, mesmo mos que não têm uma loja dos Correios, unidades de saúde dos três principais grupos privados de saúde

Para termos opções de escolha, como acontece no Porto e em Lisboa

Acabam-se as listas de espera, de meses ou anos, para consultas e cirurgias

Nunca mais precisamos de ir dormir para as portas dos Centros de Saúde

Teremos acesso a todas as especialidades, com múltiplas escolhas

Melhor que esta proposta, só a dos astutos políticos, que conseguem vender as opções de escolha, mesmo aqueles que não têm escolha

Direito a escolher, o berçário, o jardim-de infância, a primária, a secundária e a universidade, no público ou no privado!

Quando não têm escolha, deixam os filhos com os avós até aos seis anos, e a seguir mandam-nos para os estabelecimentos públicos. Estão dispensados do terrível exercício de escolha!

Cada vez mais desigualdades nos salários entre homens e mulheres!

Mais precariedade nos contratos de trabalho para as mulheres

É isto o que temos, depois de mais uma legislatura!

 

José Silva Costa

 

 

 

03
Jul19

A vida!

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A Capitão

Os fomentadores de ódios

Nunca saberão

O que é a satisfação

De salvar um coração!

Com a tua determinação

Mostras-te que a vida está acima de tudo

Que a razão é mais forte que tudo

Com a tua prisão elevaram-te acima do anonimato

Que o condomínio fechado não é a solução

Para responder aos que procuram solidariedade

O Mundo precisa de boa vontade

Para, um equilíbrio, encontrar

Entre ricos e pobres, entre homens e mulheres

Sabemos que ninguém gosta de perder poder

Por isso é que vedam, à mulher, o saber

Talibans, Boko Haram, Daesh

A Europa é o farol

Duas mulheres indigitadas, para a Governação

Que tenham muito êxito

Para que sirvam de exemplo, ao resto do Mundo

Que só será mais justo, quando houver equilíbrio entre os sexos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

30
Jun19

Canícula

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Canícula

O Mundo acordou a sorrir

Os “palhaços” voltaram a fazer-se ouvir

É melhor do que acordamos com o barulho dos tiros!

Não quer dizer que haja menos perigos

Continuam a morrer, por comerem de mais, menos

E, a morrer, por comerem de menos, mais

As guerras, os atentados, os acidentes continuam a matar

Dos que fogem de um lado para o outro, nem é bom falar!

Isso fica para os mares e os rios contarem

Porque, só eles sabem por que aflições estão, sempre, a passar

Tanto grito, choro e pedido de socorro!

E, aqueles que os ouvem e os vão ajudar

Estão sujeitos, à prisão, ir parar

Porque os que não os ouvem, têm a força da ovação

Dos que acham que não somos todos irmãos

Que não temos, todos, direito a casa e pão

Por que razão, gostamos tanto da acumulação!

Se sabemos, que chega o dia em que não precisamos de nada.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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