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cheia

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24
Dez20

Presente diferente

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A Consoada

Chegou o Natal

Um dia sem igual

Este ano, infelizmente, os avós não podem estar presentes

Para partilharem a felicidade dos netos, no ato de abrirem as prendas

Nos outros anos, também eles se sentiam crianças

Ao verem a alegria, que só o Natal cria!

A magia que, neste dia, invade o Mundo

As novas tecnologias conseguem recuperar um pouco dessa magia

Para os mais idosos é fantasia

Falta o calor, que só o contato físico consegue transmitir

O resto parece que é tudo a fingir

Mas, este ano, a prenda desejada é outra!

Uma vacina que faça com que nos voltemos a abraçar e beijar

Prendas inúteis, ninguém parece desejar

Este vírus veio nos mostrar

Quão frágeis continuamos a ser

Mesmo que tenhamos conseguido fantásticas conquistas

 Mas continua a haver tanto por fazer!

Acabar com a fome, as guerras, e um abraço Universal ver

 

José Silva Costa

 

 

 

21
Dez20

Ai o Natal

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Fiquem em casa

Aproxima-se o Natal

Um Natal, em casa, fechado

Por todo o Mundo, o confinamento é recomendado

Na Europa fecham-se fronteiras, proíbem-se voos

As infeções aumentam por todo o lado

Os mortos não param de aumentar

Os Governantes estão alarmados

Não sabem o que fazer

Com receio de perderem votos

Não proibiram as deslocações

Pedem às famílias para não se reunirem

Para abrirem portas e janelas, mesmo que esteja um frio de rachar

Para só tirarem as máscaras, para comerem

Para ficarem pouco tempo à mesa

Ao que isto chega!

Para manterem as distâncias

Enviam mensagens para os telemóveis

Rezam para que tudo corra bem

Na passagem de ano, puxão o travão de mão

Só espero que não seja tudo em vão

Acatem as recomendações

 Feliz Natal, para todos!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

   

17
Dez20

O Consumismo

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Natal

O Natal tornou-se, numa data, só comercial

Fomo-nos esquecendo do acontecimento, que deu origem à celebração

Uma data tão Fraternal!

Como outra não há igual

Mas o consumismo veio-nos infernizar a vida

Quantas pessoas já vi angustiadas, por não terem dinheiro para as prendas!

Como se o Natal fosse uma troca de prendas

No frenesim das compras, cumprimentam-se com lábios brilhantes

Trocam palavras doces, como flores

No Natal, como em todos os dias, desejo a todos, saúde e amor

Como prenda, dou-vos as minhas simples palavras

Que tanto gostava, fossem capazes de afugentarem a dor

Já chega de indiferença

Neste Natal, faça a diferença

Procure que este seja a nascença

Do novo Homem que não, só em si, pensa.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14
Dez20

Bissexto

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O Mundo

O Mundo sempre foi conturbado

Ódios, amores, flores, rancores

Cada um a defender o seu quinhão

Muralhas, castelos, fossos, fortes

Cruzadas, guerras, religiões, multidões

Inquisições, fogueiras, livros, explosões

Medos, castigos, infernos, mutilações

Uma forma de amedrontar os vilões

Fomes, convoluções, êxodos, milagre

Migrações, emigração, terra prometida

Procurando levar a fome de vencida

Na procura de melhores condições de vida

Dentro do mesmo Continente

Em Continentes diferentes

Ninguém para as gentes

Que não consentem tantas desigualdades

Vidas paradas, por guerras

Políticos que passam o tempo a contar votos

Que não se importam com os mortos

Tantos séculos tortos!

Mas chegou o século vinte e um

Que alguma coisa mudou

As igrejas pediram perdão às crianças

E os escuteiros, também

Cinema, produtores, tenores, acabou a impunidade

Acabaram-se os favores

O racismo, essa praga sem fim!

Levou à interrupção de um jogo de futebol

Que só, no dia seguinte, o final foi possível ver

O 2020 parou o Mundo inteiro

 

Veio nos avisar que temos de mudar

A bem ou a mal

É preciso, a Natureza, respeitar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11
Dez20

11, de Dezembro

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11, de Dezembro

Tornaste-te, num dia, inesquecível!

Deste-me uma Rosa encantada

Há muito desejada

Foi em Dezembro, a sua chegada

Linda, encantadora, pura e perfumada

Muito frio, neve e geada

Prenda de Natal, para sempre, antecipada

 

Estrela brilhante a anunciar o Natal

Meu anjo encantado, meu futuro

Por ti, chorei e ri, perto e longe

Quando voltei, a mais bela flor sorria

 

O serviço militar roubou nos o convívio

Dos teus radiosos, primeiros, quatro anos

Guerra, palavra mais negra e trágica

Levaste-me, em flor, para longe do amor

Tanto calor, tantas saudades, tantas crueldades

Longos anos, meses, dias, minutos. Tanta dor!

 

José Silva Costa

 

 

10
Dez20

Escrita

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Almodôvar

Almodôvar, palavra tão doce e quente

Branquinha e árabe

Quantos séculos tens?

Ninguém sabe

Concelho tão antigo, sem idade

Já foste romana e árabe

Não és cidade

És branca, perfumada, redondinha

Tu és uma rainha

As tuas ruas são uma encruzilhada

Onde tantos povos encontraram guarida

Tu és uma terra dourada

Já tiveste uma mata célebre e secular

Ainda tens muitos rebanhos

Já tiveste muito gado do ar

És ponto de encontro

De quem vive Além-Tejo

No Museu da Escrita do Sudoeste.

 

José Silva Costa

 

 

08
Dez20

Terceiro Milénio

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Março de 2003

 

Terceiro ano e milénio

O Mundo está tão conturbado e abatido

Com tanto medo das novas pestes em que está envolvido

Com o ar muito poluído, por causa dum desenvolvimento sem sentido

As crianças esfomeadas procuram abrigo

Não sabem ler, nem escrever, ignoram o juízo

O Mundo, colorido, com a internet, em pouco tempo é percorrido

O Mundo, do mesmo tamanho, está cada vez mais reduzido

Em português, abraço o Mundo inteiro

Falar português é abraçar o Mundo, beijar a alma portuguesa

Oito países amigos, numa língua, unidos

Por todo o Mundo distribuídos

Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Brasil, Moçambique, Timor Leste, Portugal, São Tomé e Príncipe 

O Mundo bem poderia ser um lugar de alegria, com amor, que bom seria!

Com trabalho, pão, habitação, educação, tínhamos um Mundo são, sem eles não

Terceiro milénio, com todo o nosso génio, vivemos com medo

Viajo no espaço com petróleo e aço, a fome mata as crianças, nada faço

Com tanta sabedoria, recorro à alquimia, para curar a pneumonia

A criança gemia, a pedofilia não existia, agora está na ordem do dia

Com a internet, que belo desafio, poder ver o mundo, sem fio

No terceiro milénio, quem admitiria, que tanta gente, de fome, morreria

Com tanta tecnologia haver analfabetos é uma anomalia

Estão impedidos de ler a magia

Embalado pelo mar, na Europa nasceu um povo plebeu, que tudo ao Mundo deu.

 

José Silva Costa

 

 

06
Dez20

A Ética Republicana!

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A Ética Republicana!

 

O dinheiro da chamada bazuca, ainda não chegou

Mas já fez correr tanta tinta

Nova legislação, mais agilização, para, no dinheiro, por a mão

Simplificar, para todo o dinheiro poder gastar, sem que ninguém o possa controlar

Procedimentos, menos documentos, nada de impedimentos, porque temos de gastar tanto dinheiro em tão pouco tempo

Desde que aprovaram esta lei (PS/PSD) caiu o Carmo e a Trindade, e com razão, não se devem fazer leis sob pressão, à pressa, para os € encantar

Foram estas as palavras: Simplificar e agilizar procedimentos, que fizeram a lei parar, em Belém

Chegou antes de tempo, ainda não estamos no Natal, não aconteceu o milagre

Foi devolvida à procedência, para a ética republicana, respeitar.

 

José Silva Costa

 

30
Nov20

Imposição

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Imposição

Nas tuas mãos de fada, minha amada

Deixo o brilho das estrelas e o amor

Na magia dos teus lábios saboreio a alegria

Com as nossas mãos entrelaçadas

Afagamos o futuro do outono maduro

Com a certeza de que o passado foi duro

Interrogamos o futuro!

Nos teus olhos há um verde-mar

Onde barcos não se cansam de navegar

E eu descanso neles o meu olhar

Cansado dos anos em que os não vira

Um grande castigo!

Apartarem os meus olhos, dos doces teus

Deixando-me perdido, sem poder contar contigo

Procurei remédio num desesperado grito

Mas só o encontrei quando te voltei a ver

Quando saboreie os teus beijos de perfume maduro 

Com sabor a amor forte e seguro

Que delicioso sentido!

  José Silva Costa

 

 

 

 

26
Nov20

Contas

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Contas

 O Outono é, sempre, suave e doce

Mesmo que, este ano, seja um inferno

Não pode haver céu!

Quando o medo, a insegurança nos toldam o olhar

Vamos tentar levá-lo até ao fim

Falta pouco mais de um mês

Depois, pedimos contas ao que vier

Porque este é para esquecer

Mas não tenhamos ilusões!

Temos de, desde já, começar a fazer provisões

Não nos deixemos, pelas estrelinhas, embebedar

Porque estes tempos vão passar

A Natureza está a avisar!

Não podemos fingir que tudo vai ficar bem

Porque algumas coisas vão mudar

E, nada melhor que o antecipar

Para minorar o que muito nos vai custar

 Ver o desemprego a galopar

As empresas a desaparecerem

E nós, na crista da onda, sem saber para onde remar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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