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cheia

cheia

16
Abr21

Campo!

cheia

Campo

 

Vamos pelo campo verdejante

Saboreando o perfume andante

Colho uma papoila ardente

Para oferecer á minha amante

Guardo cada instante

Bem acomodado na minha mente

Como se fosse uma semente

O campo está florido, fortemente

O sol queima-o, e ele não sente

Um campo atapetado de gente

Que sorri, mas o calor não sente

Corre alegre à sua frente

Uma criança com uma papoila florescente

Feliz, como se levasse o maior presente

Naquelas delicadas mãos estava um mundo efervescente

Um futuro colorido levado pelo levante

Que Princesa tão fascinante!

 

José Silva da Costa

 

 

 

 

 

 

13
Abr21

Papoilas

cheia

Papoilas

 

Papoilas ao vento

Chamam o momento

Primavera em movimento

Com as andorinhas no centro

A Primavera beija o vento

As bonitas searas dão alento

Delas depende o sustento

Dentro delas há vidas em andamento

Os ninhos das perdizes são um encantamento

Em breve, cada fêmea com o seu agrupamento (cerca de 12 filhotes) 

Esvoaçam entre as espigas douradas ao relento

Parecem papoilas ao vento

É a dura luta pelo alimento

A Primavera é um grande evento

A Natureza faz o desfile pela passadeira adentro

Tudo se renova e veste para o abrilhantamento

Para o recomeço de um novo ano sem entendimento

Do que se está a passar no firmamento

Do que sentimos cá dentro.

 

José Silva Costa

 

 

09
Abr21

Sol

cheia

Sol

Na madrugada perfumada

É cada vez mais cedo a tua chegada

Todos os dias apareces de cara lavada

Vais subindo com a alvorada

Distribuindo calor e amor

A toda a humanidade

Sem exceção nem vaidade

Vais iluminando o campo e a cidade

A uma grande velocidade

Aqueces tudo, até a amizade!

Produzes eletricidade

Amadureces os frutos e a mocidade

Encantas a beleza, sem idade

Só as nuvens te impedem de beijares a novidade!

Têm ciúmes da tua popularidade

Mas, também querem mostrar a sua bondade

Fazendo valer a sua utilidade

Lavando as nuvens da saudade

Tirando-te o véu de vez em quando

Deixando passar alguns dos teus radiosos raios

Para limparem a má fama

De nuvens negras.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

03
Abr21

Silêncio & Movimento

cheia

Silêncio e vida

No doce silêncio há uma angústia lá dentro

Para onde foi o habitual movimento?

A Primavera, felizmente, contínua exuberante

Com as suas cores e cheiros

Mas as ruas continuam sem gente, nem movimento

Até o sol e a lua perguntam

Para onde foram as pessoas, que vestiam a rua?

Tão deserta e nua, parece, para sempre, abandonada

Sem cor, sem amor, despida

O equilíbrio possível, entre o silêncio e a vida

Parecem depender do nosso comportamento

É o que nos impõe este momento

Temos saudades do movimento

Mas, saboreamos o silêncio

Queremos, sempre, tudo ao mesmo tempo

“Sol na eira, chuva no nabal”

O que é que queremos, afinal!

Não sabemos. Só estamos bem onde não estamos

Dizemos querer defender o ambiente

Mas, queremos investimento

Mesmo que destrua o ambiente

Vamos ter de decidir, o que é que queremos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

01
Abr21

Abril!

cheia

Abril

 

Mês das papoilas, da Páscoa e da Liberdade

Primeiro de Abril, dia das mentiras

Uma tradição sem idade

Chegaste numa noite de vento, poeiras, chuva, tempestade

Este ano, numa quinta-feira Santa, há uma eternidade

Há quem esteja há um ano sem liberdade

Para não ser contaminado, nem contaminar a sociedade

À espera de dias de verdade

Porque há um ano que perderam a mocidade

Estamos todos com medo da realidade

Porque o futuro está muito escuro

E, o nosso comportamento, como vai ser, no futuro?

Depois de tanto tempo atrás do muro

Não voltaremos, de um dia para o outro

Com o mesmo à vontade tocar no outro

Faremos a mudança, num sopro!

 

Uma Páscoa feliz para todos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30
Mar21

Lua Cheia

cheia

Lua cheia

 

Lua cheia descarada

Incendiaste a madrugada

Com o teu feitiço de namorada

Os corpos vibraram com a tua chegada

Como se fosses a mais bela amada

No brilho da fachada, projetaste a rua animada

De corpos em combustão desenfreada

Como não aconteceu em nenhuma outra madrugada

Foi neste fim de Março

Foi nesta primavera aprisionada

Que aceleraste a passada

Na noite mais perfumada

Nesta primavera confinada

Viajemos na volúpia da madrugada.

 

 

José Silva Costa

 

26
Mar21

Esperança

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Esperança

 

No amargo da monotonia

Passamos o longo dia

Nesta Páscoa Concelhia

Vamos saudá-la com alegria

Porque vai ser inédita

Esta data de confraternização

Em que celebramos a ressurreição

Não é fácil esta separação

Mas, é necessária para a salvação

Dizem os Governantes da Nação!

Vamos ter mais tempo para a confraternização

No núcleo da mesma habitação

Não haverá reunião

Fica a intenção

Tudo adiado para quando houver autorização

Nessa altura faremos a confissão

Mostraremos a nossa gratidão

Por termos conseguido ultrapassar esta situação

Dando beijos, abraços e apertos de mão

Valorizando cada segundo, cada minuto, cada dia

Que conseguimos ganhar à pandemia

Mantendo a saúde e alegria

Na esperança de um novo e melhor dia.

José Silva Costa

 

 

 

23
Mar21

O fato!

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Mais um fato à medida!

 

A telenovela das barragens, há muito que dura

Mais uma lei alterada para haver justiça

O Berloque é que demonstrou o que se passou

Mas os visados foram fazendo de conta de que não era com eles

Até que outros se atiraram ao osso

Como o ditado diz: “uns comem os figos, outros rebenta-lhes a boca”

Quando o Governo se viu apertado

Chutou para o lado

A Autoridade Tributária e a Procuradoria levaram com os estilhaços

Tanto tempo em banho-maria!

Quem diria que, ao Presidente, chegaria

Agora, é só esperar pelos próximos capítulos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

21
Mar21

Primavera!

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Dia mundial da poesia

 

Todos os anos, na mesma data, todos anseiam a tua chegada

Sempre bonita, vestida de flores, lindos odores, perfumada

Jovem, radiosa, formosa, airosa, amorosa, deslumbrada

O ar aguarda, impaciente, parado, emocionado, a tua amada

Tu és, para todos, a mais esbelta, a mais graciosa, a mais bela namorada

Todas as aves ensaiam, noite e dia, a sua melodia, para te ser cantada

E, em tua honra, todos os anos, uma nova euforia é dançada

Dando início ao acasalamento, à construção dos ninhos, uma tarefa delicada

Dela depende, a escolha que vai fazer, aquela que se pretende tenha ficado encantada 

Campos verdejantes floridos, melodias que encantam os sentidos

Verdes perfumados sons coloridos e fugidios

Árvores floridas nas ruas nuas, esguias

Onde o sol conta os dias e as horas

No desespero de voltar a ver as crianças atrás de um bola

Já não há pedintes a pedir esmola

Ninguém vai à rua, ninguém vai lá fora

O milagre da vacina demora

Muitos idosos acabaram por se ir embora

Quem é que esperava, que depois de mais um ano

Continuássemos a não poder pôr um pé na rua

A culpa não é tua!

Mas, estás associada, a estra triste chegada.

José Silva Costa

 

 

 

 

  

 

20
Mar21

Chegou!

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A Primavera

 

Bem-vinda!

 

A mais bonita flor chegou

Nas asas do vento, nos braços da madrugada

Há muito tempo esperada

Flor encantada, toda perfumada

A natureza vestiu-se de flores perfumadas

Para festejar a tua chegada

As aves entoaram as suas melodias

Vens alegrar-nos os dias

 Princesa das flores e  dos amores

Quantos de nós, com a tua chegada

Esqueceu as suas dores!

A Natureza vestiu-se de amor

Para te abraçar, à chegada

Tu és a mais encantadora namorada

Tu és a mais bonita Estação

Tu és cor, alegria, emoção

Tu dás, ao Sol, a mão.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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