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cheia

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26
Set21

56,anos

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56, anos lado a lado

 

Nos verdes anos encantámo-nos

Decidimos viver lado a lado

E, eu continuo encantado

Como no primeiro dia em que te vi

Que nunca mais desisti

De te demonstrar que era o melhor para ti

Que tu és a melhor companheira

Que juntos subimos a ladeira

Com muita canseira

Construímos a floreira

Com a ajuda da fogueira

Que nos une e consome

Que nos mata a fome

Que nos ajuda a prender o sol

Que nos iluminou estes anos todos

E que nos continuará a iluminar até o céu nos beijar

Semeámos flores, que já deram mais flores

Que, por sua vez, darão mais flores

Flores, que são uns amores!

Para que nunca faltem flores

Para que a Terra seja, sempre, um sítio perfumado

Para que o amor seja aquele calor acalorado

Que entre os dois seja cultivado

Por um beijo, simbolizado

No carinho de cada dia ultrapassado

Juntos, lado a lado.

 

José Silva Costa

 

 

20
Set21

Sol de inverno

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Sol de inverno

 

O sol contínua bem-disposto

Mas, cada vez é menos

Todos os dias se esconde um pouco

Vai para outras paragens

Assim vai continuar por mais três meses

Não se afeiçoa a ninguém

Mantem-se neutral

No que dele depender

Para todos quer ser igual

Quando nasce é para todos

Quem é que não quer um lugar ao sol!

Um bom bronzeado

Uma casa soalheira

Sem vizinhos à sua beira

Boa comida caseira

Um passeio à feira

Para comprarem castanhas assadas

Saudarem o outono

Menos horas de sol

Menos horas de trabalho no campo

Para compensação das muitas no verão

Uma excelente distribuição

Uma vez que não lhe podemos deitar a mão

Para o ano espero por ti

Meu querido verão.

 

José Silva Costa  

 

 

 

17
Set21

Regresso

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Regresso às aulas

 

Um regresso tão desejado como condicionado

Ainda não podemos ver os bandos de flores a beijarem-se e abraçarem-se

O vírus não nos dá descanso, as máscaras são o nosso manto

Mais um ano cheio de regras, de corredores com sinais de trânsito

De gel, de desinfetantes, de bolhas de segurança, para bem dos estudantes

Desconfiamos e temos medo de toda gente, é como que um repelente

Que, por mais que o queiramos esquecer, vai se colando à mente

É tudo tão estranho, tão violento, tão diferente

Desconfiamos de todos, da muita e da pouca gente

Olhamos para todo o lado, mudamos de passeio, não nos cremos cruzar com ninguém

Que estranhos comportamentos, a gente, tem!

E, ai dos que os não cumpram, são bombardeados pelos olhares dos afastados

Somos vistos, como se todos tivéssemos infetados, condenados

Enquanto a confiança não voltar, é com este medo que vamos viver

Não vale a pena fugir nem correr, o mais importante é, a saúde, proteger

Há quem diga que a pandemia está controlada

Mas os especialistas não sabem de nada

Por isso, o melhor é continuar a ter todo o cuidado

“ Cuidados e caldos de galinha não fazem mal a ninguém.

 

José Silva Costa

 

 

 

09
Set21

Flores

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As mais belas flores!

 

Doce setembro das vindimas e dos figos

Da pisa das uvas, nos lagares, com os amigos

Dos frutos secos, do fim do verão

Dos passeios a saborear o luar a deslizar para o mar

De mão dada, como fazíamos, quando começámos a namorar

Nos nossos verdes anos, em que vivíamos os nossos sonhos

Tudo nos parecia possível, o Mundo estava ao nosso alcance

Mas a vida é muito dura, mesmo com sonhos à mistura

Criar os filhos é uma grande aventura, cheia de alegria e ternura

Ver aquelas pequenas criaturas tornarem-se homens e mulheres

É a melhor compensação de todos os cuidados e canseiras

Os pais criam, para os filhos, lindas floreiras

Onde esperam que os filhos coloquem as suas flores

Os netos são as suas mais lindas flores, um perfume eterno

Que permite que a última reta seja uma caminhada perfumada

Nos braços dos abraços dos netos, que tanto gostam dos seus afetos

Os avós são quem melhor os compreende

O que não admira, porque os anos são a melhor escola da vida

Acusados, pelos filhos, de serem bons aliados dos netos

Nem podia ser de outra maneira! Uma vez que voltamos a ser crianças.

 

José Silva Costa

 

  

05
Set21

Aniversário

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Aniversário

 

Hoje, completo a bonita idade de setenta e seis anos

Estou muito grato por aqui ter chegado

É longo o caminho já andado

Quando olho para trás vejo o progresso navegado

Da candeia de azeite ou de petróleo, à eletricidade

Do burro ou da carroça, às viagens espaciais

Das estradas em macadame: no verão pó, no inverno lama, às autoestradas

Das canseiras das mulheres, no vai-e-vem de cântaro de barro à cabeça, a caminho da fonte, à água canalizada

Só quem a carregou sabe avaliar quantos litros gastamos, quando abrimos a torneira

A televisão, a caixa mágica, que mais nos cativou, e para, sempre, as nossas vidas mudou

O plástico, hoje, tão contestado, sem culpa da utilização, que lhe temos dado, responsável por tanto progresso alcançado

Quem me dera que em 1958 já tivesse um uso generalizado, teria evitado que ficasse envergonhado, quando, pela primeira vez, uma freguesa me pediu para embrulhar meia dúzia de laranjas, coloquei-as em cima do balcão, sobre o papel pardo, ao embrulhá-las, cada uma fugiu para seu lado

Quem não assistiu ao nascimento da esferográfica, não imagina a revolução causada, pela amiga, que nunca mais nos abandonou

No dia em que foi publicado, no Diário do Governo, que se podiam assinar cheques e escrituras, com uma esferográfica, um advogado disse que era um dia histórico

A caneta de tinta permanente tinha perdido a exclusividade, para documentos assinar 

O aparecimento dos Beatles veio fazer o mundo vibrar e alguns costumes modificar

Numa paragem de autocarro, no início da moda do cabelo à Beatles, estava eu e um senhor, de muita idade, quando chegou um rapaz com o cabelo à Beatles, o idoso insultou-o, dizendo; “seu Beatle, seu porco”  

Mas o que mudou tudo, foi a independência da mulher, que estava em casa, dependente, financeiramente, do marido, sem o hábito de se empregar. Passou a trabalhar a dobrar: dentro e fora de casa

A pílula e os eletrodomésticos vieram ajudar, e até a guerra do Ultramar, em que as mulheres foram chamadas a ocuparem os lugares dos homens, que tiveram de embarcar

Nem todos conseguiam, a pronto, os eletrodomésticos, comprar

Surgiram as vendas a prestações, que ate aí não existiam. Alguns tentaram resistir, dizendo que continuariam a comprar a pronto. Contudo, o tempo mostrou-lhes que tinham de aderir ao novo sistema de aquisição de bens, se queriam ter televisão, frigorífico, ………..

Estava implantado consumismo: compras a prestações, cartões de crédito, conta-ordenado e, tudo o resto que a imaginação tem inventado, não sendo preciso esperar pelo dia do pagamento do ordenado, para comprar ” tudo” com que tinham sonhado

O faxe foi uma das grandes invenções do século passado, para além do computador, que já caiu em desuso. Mas quando apareceu foi muito útil e admirado

Mais de três quartos de século é muito tempo, mas não o suficiente, para  abraçar toda a gente.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

   

 

 

 

 

 

01
Set21

Setembro

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Setembro

 

És um mês doce e sereno

O primeiro que vi

Como gosto de ti!

Do suave recomeço

Dos que estiveram de férias

E, o começo do novo ano Escolar

Vai levar-nos para o Outono

Onde as árvores recuperam o sono

E, só, acordam na Primavera

Depois de um longo tempo de espera

Para que tudo volte a florir

E o mundo, um dia, possa sorrir

Sem fome nem guerras

Causa de tantas mortes, desesperas

Na procura de um lugar seguro

Onde haja futuro

E não haja ninguém a construir um muro

Com medo de um abraço puro

De quem perdeu tudo

E quer continuar a ver o amanhecer

Sem tiros, sem bombas, sem fanáticos

Que não respeitam ninguém, nem a vida

Querem um pouco de comida

Um abraço para sarar a ferida

Para poderem continuar a sonhar.

 

José Silva Costa

 

 

 

27
Ago21

Monte da Lua

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Monte da Lua

 

Monte da lua, a mais bela serra

A mais romântica, a mais verde

A mais bonita, a mais monumental

A princesa do Atlântico, um sítio romântico

Desço as tuas encostas, por entre árvores frondosas

Centenárias, testemunhas de séculos

De tantos namorados, de tantos beijos roubados

Nas muitas fontes enamoradas pela lua

Que, ao longo dos séculos, já saciaram

Tanta sede de amor de água fresca

Em cada recanto um encanto e beleza

Na delicadeza dos teus monumentos

Lá do alto, ao Atlântico, tanto encanto

O Castelo dos Mouros, o Palácio Nacional da Pena

O Santuário da Peninha, o Parque e Palácio de Monserrate,

O Convento dos Capuchos, a casa da Condessa de Cadaval

Homenageada com a atribuição do seu nome ao Centro Cultural Olga Cadaval

Chego a Colares, com os seus chalés

A dizer-nos que já foi sede de Concelho

Que o seu nome se deve ao facto da Rainha ter deixado cair os colares ao rio

Na Praia das Maçãs, na esplanada do restaurante “flor da praia”, José Malhoa pintou o quadro “ Praia das Maçãs 1918”

Mais à frente a casa e a igreja de Alfredo Keil

Já a caminho das Azenhas do Mar, a casa de Alberto Totta

 Mais um republicano, que fez com que fosse construída a linha do elétrico, entre Sintra e Azenhas do Mar, e a Escola Oficial das Azenhas do Mar, como, ainda hoje, os azulejos, na fachada, indicam

Não me canso de te calcorrear de baixo a cima, e encontro, sempre, novos encantos.

José Siva Costa 

 

23
Ago21

Os dias

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Os dias

O sol a declinar

Os dias a encurtar

O agosto a voar

As férias a passar

Mais um ano a trabalhar

Para ver o agosto a chegar

Para os amigos encontrar

E, o mar, visitar

E a todos cumprimentar

Dias devagar

Sem hora para chegar

Ver as flores a namorar

Sobre um sol de rachar

É agosto para recordar

É o sonho, ano após ano

Ninguém vai ao engano

Cada um é soberano

De se vacinar ou não

Não exijam garantias

Porque ninguém as pode dar

Se quiserem esperar

Dez ou vinte anos

Saber-se-ão os resultados

Da vacinação

Por agora, ou se arrisca ou não

Para vacinarem a minha família

Utilizaram todas as marcas autorizadas: 4

Há quem não se queira vacinar

E, nós temos de respeitar.

José Silva Costa

16
Ago21

A calma

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A calma

Ruas perfumadas, flores caiadas

No calor da cal branca das casas

O sol fica nas entradas

Enquanto os habitantes

Dormem a sexta acalorada

Na hora da sexta o sol queima o ar

Ninguém o consegue respirar

Os 45 graus centígrados queimam as cordas vocais

Os postigos, de castigo, ficam fechados

Até a calma passar

Só mais tarde voltam aos poiais

 Para porem as notícias em dia

Não há jornais nem telefonia

São os vendedores ambulantes, que as trazem

Frescas ou atrasadas, são com atenção escutadas

Todas as populações gostam de estar informadas

Na lonjura das estradas as notícias ficavam desgastadas

Mas, para quem não as conhecia, estavam, sempre, em dia

Nos tempos em que o mundo dormia

Não se vivia na agonia de ver desgraças todo o dia

As de mais longe nem se sabia

Tudo, a outra velocidade, corria

 Não, por todos, se sofria

Como, hoje, acontece.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11
Ago21

Férias 2021!

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Férias 2021

Na era da internet

Com o simplex

Com as vacas voadoras

E, algumas tiradas bacocas

O Governo oferece aos portugueses

Novos locais para passarem o agosto

As ojas do cidadão e os registos civis

Com o sol arredado das praias

Nada melhor que passar os dias

Nas filas para obter o cartão de cidadão

Três meses de espera, por marcação

Quem conseguir que lhe atendam o telefone!

As entregas do cartão de cidadão

Também tem sido uma via-sacra

Alguns carteiros, como não têm tempo

Nem sequer tocam à campainha

Deixam o aviso, para irem levantá-lo

À estação dos Correios

Que fica na sede de Concelho

Estes são os ótimos Serviços Públicos, que temos!

José Silva Costa

 

 

 

 

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