Domingo, 30 de Agosto de 2015

Os elefantes brancos do Alentejo: Alqueva e Porto de Sines!

zona agrícola do Alqueva bateu recordes mundiais de produtividade por hectare em oito categorias de produtos: Milho, beterraba, tomate, azeitona, melão, uva de mesa, brócolos e luzerna.

No caso de alguns destes produtos, na zona agrícola do Alqueva, a produtividade chega a ser três vezes superior à média do resto do mundo.

O jornal Expresso cruzou dados do INE, da FAO (Nações Unidas) a informações da EDIA - empresa que gere o regadio de Alqueva - e testemunhos de alguns produtores – as conclusões a que chegaram foram surpreendentes.

No Alqueva, produz-se uma média de 14 toneladas de milho por hectare contra às 5,5 toneladas a nível mundial; no que respeita ao tomate, no Alqueva produzem-se 100 toneladas e no resto do mundo 33,6; quanto às uvas de mesa são 30 toneladas que ficam bem acima das 9,6 toneladas a nível mundial.

Estas notícias sobre a produtividade do Alqueva já são mundialmente famosas e já existem investimentos na zona de várias nacionalidades diferentes: Marrocos, França, Itália, África do Sul, Itália, Escócia e a Espanha, claro, (E investidores portugueses? Só temos merceeiros? E qual a actuação do Ministério da Agricultura? Será que as mais valias terão de ir obrigatoriamente para a estranja?) que lidera os que mais investem no Alqueva.

Os produtos alentejanos do Alqueva têm qualidade e são vendidos a grandes multinacionais: grande parte da produção de cebolas vai para o MacDonalds e de amendoins para a PepsiCO.

Também em destaque, sobretudo na Grã-Bretanha e norte da Europa, tem estado as uvas sem grainhas.

A vantagem desta área alentejana, e que lhe providencia características únicas, deve-se, essencialmente a três causas: a terra é praticamente virgem, sem químicos e sem fungos (durante décadas só se plantaram cereais), há abundância de água nos meses mais quentes e tem uma larga exposição ao sol (com consequências nos processos de fotossíntese das plantas e influência directa no sabor e qualidade das mesmas).

O facto de as colheitas no Alqueva se anteciparem ao normal em duas a três semanas, é também um factor diferenciador face à concorrência e que atribui ao Alqueva uma clara vantagem, para mais não sendo produtos provenientes de estufas, como é o caso na maioria dos produtos espanhóis, com influência na qualidade e no preço.

 

NOTA

A actual maioria sempre se manifestou contra este empreendimento, chamando-lhe: Despesismo, "elefante branco", etc. Agora tem entre mãos um manancial de oportunidade agrícola como nunca sonhou. Não sabendo por ignorância, subserviência, incapacidade ou má fé, deposita nas mãos do capital estrangeiro esta riqueza nacional, impar ao nível mundial. É uma tristeza que confrange.

 

publicado por cheia às 07:39
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