Segunda-feira, 30 de Outubro de 2017

O que faço?

As minorias!

 

No país dos três efes

Quem não gosta de dois

Está, muito, tramado

Só aprovo o fado

Fátima e futebol são um tratado

De cujos méritos científicos e artísticos

Não partilho

Por isso fico isolado

Não faço parte da multidão

Que vai ao estádio

Malhar no adversário

Viver momentos de glória

Ou ficar amarrotado

Sem sensibilidade

Para, no futebol, ver arte

Fico de parte

Tento um refúgio

Ligo a televisão

Mas, é em vão

Dois canais da televisão pública

Em simultâneo a transmitirem futebol

Ou a comentarem futebol

Ou a mostrarem, todos, os golos

Da s jornadas europeias (às terças, quartas e quintas)

Dos campeonatos nacionais, de vários países (às segundas, sábados e domingos)

São precisos dois canais em simultâneo?

Não caberão, todos, num!

Talvez não, porque é para todo o mundo

O tempo em televisão é sempre escaço

Para a cultura!

O futebol tem, todo, o espaço

O que faço?

Desligo a televisão.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 24 de Outubro de 2017

Censurados!

A Hibernação

 

No domingo, 15 de outubro de 2017, o país ardeu

O lume, tudo, comeu

Quase meia centena morreu

Já em junho, sessenta e quatro tinham morrido

O país já tinha ardido

O Parlamento tinha reunido

Com o vento de junho acordaram da hibernação

Fizeram a lei do ordenamento

Cansados de não fazerem nada, no Parlamento

Apanharam um esgotamento

Foram dois meses ver o vento

Mas tiveram de fazer um prolongamento

Para em setembro andarem no esclarecimento

Quem ficou sem eira nem beira

Ao sol e ao vento teve de esperar

Que os Governantes voltassem a acordar

Em meados de outubro voltou o vento

Ardeu, toda, a zona centro

O Governo, do Presidente, levou um apertamento

No sábado, 21/10/2017, o Governo lançou milhões ao ar

Vamos ver quem os vai apanhar!

Até que enfim, que conseguiu acordar!

Mas, foi preciso muito vento soprar!

Muitos matar, tudo queimar.

 

José Silva Costa

 

 

 

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Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017

O Clima......

António Galopim de Carvalho INCÊNDIOS FLORESTAIS, O CLIMA NÃO EXPLICA TUDO.

Publicado em 17/10/2017 por AICL lusofonias.net

António Galopim de Carvalho

6 hrs ·

INCÊNDIOS FLORESTAIS, O CLIMA NÃO EXPLICA TUDO.

Eu, António Marcos Galopim de Carvalho, com 86 anos de idade, professor catedrático jubilado da Universidade de Lisboa, nas Faculdades de Ciências e de Letras, ex director do Museu Nacional de História Natural (durante 20 anos), doutorado pelas Universidades de Paris e de Lisboa, autor de cerca de 300 títulos, entre artigos científicos, de divulgação e de opinião, de centenas de “posts” em Blogues e no Facebook, de 20 livros dirigidos aos ensinos secundário e superior e à divulgação científica e de 6 de ficção. Colaborador, sempre a título gracioso (e borla, como diz o povo), com dezenas de escolas, autarquias (de todas as cores políticas) e universidades, de todo o país, jornais e televisões.

Isto tudo, ao estilo de quem está a “puxar pelos galões” (que todos os que me conhecem e me leem, sabem que não puxo) para conferir algum peso ao desabafo de uma convicção muito minha, muito séria, como cidadão declaradamente independente dos aparelhos partidários.

O verão quente e extremamente seco que vivemos (as alterações climáticas estão a alertar-nos para tempos difíceis) justifica a dimensão e a intensidade dos incêndios florestais que tanta dor infligiram a tantas famílias e tantos prejuízos causaram à economia do país. Mas não explica o elevado número de focos de incêndio, nem locais diversos, detectados durante a noite, sem trovoadas secas nem fundos de garrafas de vidro ao sol. O calor e a secura propagam e alastram os fogos mas não os iniciam.

Os imensos e trágicos incêndios do passado fim-de-semana (falou-se em mais de 500), alguns iniciados de noite, afiguram-se-me como que um “aproveitar” os últimos dias deste verão que nos entrou Outono adentro (pois sabia-se que a chuva vinha aí) para dar continuidade a uma guerra surda contra o Governo legítimo cujos sucessos são, por demais, conhecidos cá dentro e lá fora.

Basta ler e ouvir os comentadores dos jornais e das televisões ao serviço dos poderosos, para perceber como esta tragédia nacional continua a ser utilizada por eles nesta guerra. E a verdade é que tem tirado algum proveito (não todo) desta estratégia. É notório que o governo está fragilizado. Também por culpa sua, diga-se, que, em minha opinião, não soube ou não quis “partir a loiça” na altura certa. Neste momento e com tamanha e bem orquestrada campanha contra a “Geringonça”, a sorte do Governo é que a mais do que fragilizada oposição não tem nada a propor aos portugueses.

publicado por cheia às 21:45
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Sábado, 14 de Outubro de 2017

Se o ridículo matasse .....

Se o ridículo matasse ….

 

Não sou corrupto

Não falei com ninguém

Não dei ordens a ninguém

Não mandei em ninguém

Não prejudiquei ninguém

Não fui ao Banco

Não fomos de férias, juntos

Não fomos, à missa, os dois

Não fomos, os dois, ao supermercado

Não me encontrei com ele

Não fomos, ao restaurante, almoçar

Não faço parte do seu núcleo duro de amigos

Não falei com ele

Alias, falámos uma vez!

Quando ele foi lá ao Palácio

Para alinhavarmos umas coisinhas

Ele é que era, muitas vezes, chamado ao Ministério das Finanças e ao Banco de Portugal, para dar a sua opinião

Em vez de me andarem a investigar

Poderiam ter perguntado

Tinha esclarecido tudo!

Escusavam de andar a maçar, tudo e todos

E, até governos estrangeiros!

Mas, quem é que acredita, que tenho esses milhões?

Se, até tenho três empréstimos!

Quanto ao gostarmos mais de notas do que transferências

Vem do tempo em que eramos crianças

Gostávamos muito de jogar o monopólio

Admirávamos aqueles montinhos de notas

Se bem que não fossem tão bonitas, como as que tínhamos nas caixinhas

A certa altura, pensamos em pedir ao BCE, para emitir notas de 5.000

Porque aquilo eram caixas, que nunca mais acabavam

Não gostamos de transferências bancárias, fica tudo anotado, não dá para desdizer!

Nunca ouvi falar do Free porte, do Vale de Lobo, da PT, da oi

A Ota foi só para otários, a margem sul, jamais

O TGV é que custou um pouco mais, tem desenhos lindos, que projetados nas paredes, poderiam dar-nos a sensação de estarmos a viajar por Madrid, Paris, Bruxelas

O curso, em Paris, é que foi carote! Pensei em hipotecar a casa, mas o meu amigo não quis

Emprestou-me, não muito, uns mil euros, mas as viagens e almoçaradas, eramos muitos, e a vida em Paris é uma carestia!Tive, então, de lhe pedir mais, muito mais!

Mas, com a edição do meu livro, um best seller, equilibrei o orçamento!

Só eu investi, na compra de muitos exemplares, uns duzentos mil euros

Fiquei com a casa completamente cheia

Para melhor arrumar aquilo, tive de retirar, da parede, aquele quadro enorme, de um grande pintor, que consegui, que o meu amigo, me entregasse, em troca de uns quadritos, pequenos, que há muito tinha comprado

Somos grandes amigos!

Eu não existo!

 

José Siva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por cheia às 17:58
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Domingo, 8 de Outubro de 2017

Outono

Outono

08/10/17

Continuam os dias, radiosos, de sol

As praias não foram de férias!

Muita gente continua a procurá-las

Para se refrescar das temperaturas

Acima do normal, para esta época

Também, os incêndios, voltaram em força

O centro do país mudou de cor

O verde deu lugar ao preto

Todos estamos de luto!

Quem olhar com atenção

Verá que não há brilho na vegetação

A que escapou aos incendiários

Está morta de sede, tão triste!

Fugiu do longo e interminável inferno do fogo

Mas, à falta de água, não resiste

O sol insiste em brilhar

Enquanto a chuva prolongou as férias

Esquecendo-se de que a sua ausência está a provocar misérias

Que aconteceria se todos decidíssemos prolongar, indefinidamente, as férias?

Não o devemos, nem o podemos fazer!

Dependemos uns dos outros

Como seria, ainda melhor, esta nossa casa universal!

Se nos respeitássemos uns aos outros

Se não provocássemos acidentes evitáveis

Que, tanto sofrimento e morte, provocam

A Natureza tenta cumprir a sua parte:

O sol, apesar de estar quente, está a encolher

As noites e as madrugadas estão frias

As árvores começam a despir-se

O frio já me disse

Que, quando voltar, vai ser muito.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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