Segunda-feira, 4 de Setembro de 2017

Nove anos!

Nove anos

 

Foi num dia, que deveria ser de festa

No dia de um casamento

Já o dia tinha terminado, e o seguinte começado

Eram três horas, já estavam todos muito cansados

Quando o seu desaparecimento foi confirmado

Nove anos de tanta alegria e brincadeiras

Era o tesouro dos pais e de toda a família

De um momento para o outro, desaparecido

Era uma linda flor, tinha um sorriso delicioso

Na escola, era brilhante, aprendia tudo com facilidade

Nem parecia que tinha aquela idade

De repente o seu corpo crescera, tornou-se harmonioso

Ninguém queria acreditar no que se estava a passar

Quem é que queria, a um anjo, fazer mal?

Interromper, abruptamente, uma tão grande felicidade!

Por que razão, tamanha loucura, sobre uma menina indefesa?

Que inundava de alegria contagiante, quem a rodeava

Quem pode suportar tamanha atrocidade?

Ver o fruto, o futuro, o amor, a vida: tudo, destruído

Como é que a família e o Mundo vão viver com a incerteza?

Um sofrimento atroz, que a todos trespassa, durante todo o tempo, que há muito passa

Sem que ninguém saiba o que aconteceu, se está viva ou morreu!

Todos esperavam tanto dela: um crescimento feliz, um grande contributo, no futuro

Para um Universo harmonioso, sem raptos nem homicídios, sem guerras nem genocídios

Onde todos tenham um lugar digno, para uma vida feliz, em sossego

Para que possamos estar descansados, sem receio de sermos molestados

Seja em terra, no ar ou mar, por perigos humanos

Já nos bastam, os muitos que não conseguimos evitar!

Por que razão nos vamos uns aos outros matar?

Se este Mundo é tão belo, acolhedor e sonhador, quando nos sabemos respeitar.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

publicado por cheia às 08:24
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