Terça-feira, 26 de Janeiro de 2016

Vergonha

Especialmente dedicada aos "ministros" Poiares Maduro e Maria Luís Albuquerque pelas suas "brilhantes" declarações proferidas acerca da sustentabilidade das reformas... 
VERGONHA é comparar a Reforma de um Deputado com a de uma Viúva. 
VERGONHA é um Cidadão ter que descontar 40 ou mais anos para receber Reforma e aos Deputados bastarem somente 3 ou 6 anos conforme o caso e que aos membros do Governo para cobrar a Pensão Máxima só precisam do Juramento de Posse. 
VERGONHA é que os Deputados sejam os únicos Trabalhadores (???) deste País que estão Isentos de 1/3 do seu salário em IRS…e reformarem-se com 100% enquanto os trabalhadores se reformam na base de 80%... 
VERGONHA é pôr na Administração milhares de Assessores (leia-se Amigalhaços) com Salários que desejariam os Técnicos Mais Qualificados. 
VERGONHA é a enorme quantidade de Dinheiro destinado a apoiar os Partidos, aprovados pelos mesmos Políticos que vivem deles. 
VERGONHA é que a um Político não se exija a mínima prova de Capacidade para exercer o Cargo (e não falamos em Intelectual ou Cultural). 
VERGONHA é o custo que representa para os Contribuintes a sua Comida, Carros Oficiais, Motoristas, Viagens (sempre em 1ª Classe), Cartões de Crédito. 
VERGONHA é que s. exas. tenham quase 5 meses de Férias ao Ano (48 dias no Natal, uns 17 na Semana Santa mesmo que muitos se declarem não religiosos, e uns 82 dias no Verão). 
VERGONHA é s. exas. quando cessam um Cargo manterem 80% do Salário durante 18 meses. 
VERGONHA é que ex-Ministros, ex-Secretários de Estado e Altos Cargos da Política quando cessam são os únicos Cidadãos deste País que podem legalmente acumular 2 Salários do Erário Público. 
VERGONHA é que se utilizem os Meios de Comunicação Social para transmitir à Sociedade que os Funcionários só representam encargos para os Bolsos dos Contribuintes. 
VERGONHA é ter Residência em Sintra e Cobrar Ajudas de Custo pela deslocação à Capital porque dizem viver em outra Cidade. 
Esta deveria ser uma dessas correntes que não deveriam romper-se pois só nós podemos remediar TUDO ISTO. 
ALÉM DISSO, SERÁ UMA VERGONHA SE NÃO REENVIAREM. 
" Não fazemos agravo a "ninguém, salvo o escândalo de termos princípios, e História, e coragem, e razão." 

 

Adriano Moreira

 

(O Ouriço)

 

publicado por cheia às 19:58
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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2016

Privilégios

Privilégios

 

Os nossos dignos representantes no Parlamento

Criaram as suas subvenções vitalícias

Para, quando se reformarem, de fome, não morrerem!

Ao contrário dos que implantaram a República, em 1910

Que achavam indigno comer à mesa do orçamento

Vinte e um deputados do PS e nove do PSD

Não gostaram dos cortes nos seus magros rendimentos!

Queixaram-se ao Tribunal Constitucional

Que lhes deu toda a razão!

Os ilustres não podem ficar sem pão!

Há uma grande distanciação

Entre os que criaram a República

E os que hoje se servem dela

Aos primeiros bastava-lhes a ética Republicana

Aos de agora, também se dizem herdeiros dela

Mas, sem euros não há gamela

Todos dizem defenderem os mais pobres

Será por isso que cada vez há mais?

 

publicado por cheia às 20:54
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Domingo, 10 de Janeiro de 2016

Lisboa

Lisboa

Lisboa, como pudeste empurrar, para fora, os que te invadiram, a partir dos anos cinquenta? Ou faram eles fartos de viverem em quartos, com direito a servirem-se da cozinha e da casa de banho, que te abandonaram ? Chegaram a viver mais de duas famílias na mesma casa, sem privacidade, sempre a meterem-se na vida uns dos outros.

Mas não tinham outro remédio, não tinham rendimentos para pagarem a renda de uma casa. A maioria vivia apenas do ordenado do homem, porque a tradição era as mulheres ocuparem-se da lida da casa e dos filhos. As classes com mais rendimentos, não só podiam pagar a renda de uma casa, como tinham uma, duas ou mais criadas de servir, de acordo com o seu estatuto social.

Muitos não resistiram ao fascínio da construção dos dormitórios, que a cidade viu crescerem à sua volta.

Que coisa mais atraente: uma casa acabadinha de construir, novinha em folha, com cheiro a tinta fresca, tão diferente das da Capital : velhinhas, e algumas sem casa de banho!

A habitação, em Lisboa, foi sempre um problema muito delicado, em que os inquilinos, antigamente, tinham algumas garantias de que não seriam despejados, quando menos o esperassem.

Mas, algumas pessoas ainda vivem em casas sem o mínimo de condições, sempre à espera que elas lhes caíam em cima.

A nossa casa é o nosso aconchego, que tentamos preservar a todo o custo, e se possível, que seja nossa. Assim, quantos de nós nos metemos em empréstimos, quase impossíveis de pagar, para garantirmos esse bem tão precioso, um sonho, que muitos perderam com a crise de 2008, que veio por tudo em causa!

A formosa , enigmática, fresca e fascinante Sintra, sempre, foi atração para muita gente, mas não terão sido essas qualidades, que fizeram com que ao longo da sua linha férrea, se tenha construído o maior dormitório de Portugal. Com muito espaço e muito comprador a exercer pressão, foi construir até à exaustão. A pontos do comboio não dar vazão, tendo sido necessário, até ao Cacém, a sua duplicação!

Sintra: sala de visitas de Portugal, continua a muitos fascinar. Ladeada pelo Monte da Lua: sua frondosa serra, é um lugar de encantar, desce suavemente até ao mar, “ onde a terra acaba e o mar começa”, no ponto mais Ocidental da Europa.

Mas viver na linha de Sintra é um fascínio ou uma necessidade?

Seja o que for, primeiro foi a Amadora, com os seus novos prédios, juntinhos à estação dos caminhos- de- ferro, que fizeram muita gente pensar, e muitos hesitar, porque custava muito, tudo para trás deixar, de muita coisa abdicar: os jardins, os parques, principalmente o Parque Mayer, os cinemas, os cafés, os teatros, os liceus, as escolas primárias, as universidades, os hospitais, a feira popular, a feira do livro, a feira da ladra, o jardim zoológico, o aquário Vasco da Gama, a praça de touros, os bairros populares, as casas de fados, a procissão da Senhora da Saúde, as marchas populares, o coliseu dos recreios, o rio, a estufa fria, os museus, os vizinhos e tantas, tantas coisas, que só um Capital tem à mão de semear!

Na periferia a vida fica muito mais vazia: já não temos tempo para ir lado nenhum, tudo parece tão longe e inacessível.

Ao longo da linha de Sintra a construção cresceu de tal maneira, que o espaço tornou-se numa floresta de cimento: tudo tinha comprador, já construído, em construção, em projeto, o que fez com que muitos que adquiriram as casas, cofiando nos bonitos desenhos que lhes mostraram, nunca viram as casas construídas.

Os construtores civis tinham tanta influência e poder, que impuseram a construção de novas estações, como foi o caso da Reboleira, porque , só o facto de ter transporte à porta, valorizava e ajudava muito a vender as casas. Mas, também as vias rodoviárias foram condicionadas, para que as pessoas que viviam na Amadora tivessem prioridade sobre os que vinham de Sintra, e queriam virar em direção a Belém, ficavam tempo interminável, até que todos os que vinham da Amadora passassem, uma vez que se apresentavam pela direita. Mais tarde, depois de passar a imposição dos construtores, reservaram uma das fachas para a entrada dos outros. Os construtores eram os donos das Câmaras, do futebol, etc.

Noutras localidades não se lembraram das acessibilidades, como aconteceu no Cacém, foi só construir colmeias, o pior foi quando os moradores demoravam mais de uma hora, só para saírem da sua localidade. Com a requalificação do centro do Cacém e o alargamento do IC19 para seis fachas de rodagem, as coisas melhoraram. Mas viver, nos dormitórios da linha de Sintra, continua a ser muito difícil. E daqui a uns anos não sei se não será mesmo impossível ali permanecer

Se a crise se agudizar

Se o desemprego continuar

Se a fome apertar

Se a vida na província melhorar

Muitos terão, à terra dos antepassados, voltar

Se um dia aquele dormitório ficar sem viva alma, sem cão nem gato, nem pássaro nem rato, com as ruas cobertas de automóveis velhos, repletas de desespero, então, ninguém conseguirá entrar naquele cemitério.

 

José Silva Costa

  

 

 

publicado por cheia às 23:52
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Sábado, 9 de Janeiro de 2016

Ainda mal nasceu o ano

Ainda mal nasceu o ano, e os homens já mataram duas companheiras!

Será que esta chaga não tem cura?

Assassino é coisa que ninguém deveria gostar de ser

Todos os que matam, na cadeia deveriam morrer

Prisão perpétua, para quem, a vida interromper

Porque a vida, não é uma coisa qualquer

É tudo o que tem cada ser.

  

publicado por cheia às 22:12
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2016

Dia de reis

Dia de reis

O dia de reis, deste ano de 2016-01-06, parece querer lembrar o que aconteceu com Maria Antonieta!

As notícias falam de degolados, mostrando, infelizmente, que com o novo ano, a violência não mudou!

Violência de homens sobre as mulheres, violência de pais sobre os filhos

Mas, a violência resolve alguma coisa?

Uns e outros continuam a pensar que são os donos da vida dos outros

Dia de reis violentos e absolutos.

publicado por cheia às 20:48
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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2016

Inverno

Inverno

 

Chegaste pela calada da noite

Todo vestido de branco, a anunciar o Natal

Tu, que fechas e abres os anos

Vens vestir a humanidade dum sentido fraternal

Vais acabar de despir as árvores

Fazê-las tremer de frio glacial.

 

Velho

 

Velho, pobre, abandonado

Que Gama te trouxe da tua quente Índia?

Para um temperado Portugal

Vives na rua, no banco do jardim

Dormes à porta do prédio da avenida

Gelado

Trabalhaste muito

Por um magro ordenado

Agora, não tens um telhado!

 

publicado por cheia às 21:40
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