Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2015

Bom ano novo

Feliz ano novo

Mais feliz para o povo

Que seja um tempo novo

Com menos desigualdades

Com mais oportunidades

Que consiga deixar saudades

Que bom que seria, se trouxesse paz!

Mas, todos temos de ser mais eficazes

Na escolha das prioridades

Porque o Mundo não está para grandes festividades

Quando tantos enfrentam tantas dificuldades

Desesperados, com os filhos nos braços, enfrentam todos perigos, desafiando o desconhecido

Como é bom ter um lar acolhedor e seguro!

Não ter de fugir do louco e ensurdecedor barulho da guerra

Não ter de deixar o berço

Não ter sido abandonado e votado ao desprezo.

Bom ano de 2016, para todos.

publicado por cheia às 21:21
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Domingo, 27 de Dezembro de 2015

Pedro e Ines

“ Estavas , linda Inês, posta em sossego,

   De teus anos colhendo doce fruito,

   Naquele engano da alma, ledo e cego,

   Que a fortuna não deixa durar muito,

   Nos saudosos campos do Mondego,

   De teus fermosos olhos nunca enxuito,

Aos montes insinando e as ervinhas

O nome que no peito escrito tinhas.”

 

( Lusíadas, estrofe120,   canto III

publicado por cheia às 22:25
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...

“ No mar, tanta tormenta e tanto dano,

Tantas vezes a morte apercebida!

Na terra, tanta guerra, tanto engano,

Tanta necessidade avorrecida!

Onde pode acolher-se hum fraco humano,

Onde terá segura a curta vida,

Que não se arme e se indigne o Céu sereno,

Contra hum bicho da terra tão pequeno? “

(Os Lusíadas, de Luís de Camões, fim do primeiro canto

publicado por cheia às 22:02
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Luis Vaz de Camoes

“Mas quem pode livrar-se, porventura

Dos laços que amor arma brandamente

Entre as rosas e a neve humana pura,

O ouro e o alabasto transparente?

Quem, de hua peregrina fermosura,

De hum vulto de Medusa propriamente,

Que o coração converte que tem preso,

Em pedra, não, mas em desejo aceso”?   (penúltima estrofe do canto III)

publicado por cheia às 21:53
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Bom 2016

Boas Festas

 

 

Quem me dera fazer um poema brilhante

Criar uma estrela cintilante

Que nos protegesse de tanto ladrão Governante

Num Mundo tão belo e tão inconstante.

 

 

Bom Ano Novo

 

José Silva Costa

 

publicado por cheia às 21:18
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O nosso jardim

Os cinquenta anos, que já passamos, lado a lado

Evaporaram-se, como fogo ateado

Pelos teus olhos fiquei enfeitiçado

Nunca mais me consegui libertar

Só me sinto bem, ao teu lado.

As três lindas flores, que nos deste: duas rosas e um cravo

São o nosso legado.

O qual, por sua vez, já nos deu mais cinco lindas flores: quatro rosas e um cravo

Como está lindo o nosso jardim!

E, cada vez, mais perfumado.

publicado por cheia às 21:10
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2015

Condecorações e prendas

Condecorações e prendas

 

Mais uma preda de Natal : o Banif

Cavaco pede para termos muito cuidado com as palavras, quando se fala do sistema financeiro.

Quanto aos atos, nada de cuidados!

Como não se pode dizer que o Banco faliu, utiliza-se a palavra resolução, o que quer dizer: dinheiro dos contribuintes para repor o que foi mal administrado ou roubado, para que os depositantes, e muito bem, não fiquem sem o dinheiro, que confiaram a gatunos ou incompetentes.

Cavaco continua a desfazer-se das condecorações, premiando, muitos dos que o ajudaram, durante estes trinta anos, a afundar o País : bancarrota , desemprego, pobreza, etc.

Há outro que está na calha, para o lugar dele, que também não se importava de receber prendas de Ricardo Salgado!

 

publicado por cheia às 18:09
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Bodas de ouro

Um longo e feliz namoro

 

 

Os mais de cinquenta anos, que já passámos, lado a lado

Evaporaram-se, como fogo ateado

Os filhos e os netos são o resultado

Não sabemos quanto tempo mais a festa vai durar

O importante é saborear, cada momento, como se fosse o último, sempre a sonhar

Porque o vento não repete o seu olhar

A magia é não sabermos até quando nos vai embalar

Sabemos que um dia nos vamos separar

Mas temos, sem tristeza, de a encarar

Porque isso, é a Natureza a namorar.

 

 

José Silva Costa

publicado por cheia às 16:57
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Domingo, 13 de Dezembro de 2015

A tirania das prendas

Natal

Mas que Natal?

Dos imigrantes, sem eira nem beira!

Dos que se guerreiam, por todo o Mundo!

Dos que se viram enredados na teia da exploração!

E que por mais, que os embalem, nesta quadra ,com palavras bonitas

Como : Boas Festas, não se consegue libertar.

Dos que dormem, no cartão, à porta do luxuoso prédio de habitação!

Dos que sempre trabalharam na construção!

Fazendo boa mansão

Mas nunca conseguiram mais que um barracão!

Do consumismo irracional!

Das luzinhas a acender e apagar!

Para mais fácil, os desprevenidos, enganar.

O Natal só faz sentido se for para reunir a família!

Numa confraternização, sem competição

Sem a tirania dos presentes para todos

Que muitos não têm condições, para comprar

Porque todos estão a contar, até o gato e o cão

O Natal é uma quadra, para as crianças, de magia e ilusão

Uma boa oportunidade, para lhes ensinar

Que o Pai Natal não pode todos os pedidos satisfazer

Porque todos tem de contemplar

Por isso, é preciso saber partilhar.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por cheia às 21:06
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Sábado, 5 de Dezembro de 2015

Natal

Natal

Não gastem tantos euros em luzinhas de Natal, que me ofuscam a vista

Não consigo deixar de ver, pais desesperados a atirarem crianças contra o arame farpado

Não consigo esquecer as palavras que gritam, para os policias e militares

Cidades destruídas, países apagados, bombas , soldados, atentados

Campos de refugiados, todos, tão mal tratados!

Não insistam em esconder o que todos estamos a ver

Fome, guerras, miséria, desespero

E continuam, com luzinhas, a querer, nos entreter.

 

 

publicado por cheia às 23:10
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