Sábado, 28 de Julho de 2007

O Aborto

Albufeira, 15/07/2007

 

O aborto

 

Hoje, entrou em vigor a lei do aborto, com a  qual, as portuguesas, ao fim de trinta e três anos de democracia, obtiveram o direito de abortarem até às dez semanas de gravidez.

Mas, as madeirenses estão impedidas de o fazerem, na sua ilha, por o Governo Regional, de Alberto João Jardim, dizer que não a cumprirá  até que o Tribunal Constitucional não se pronuncie sobre a sua constitucionalidade.

Num país, onde a religião, ainda, condiciona o pensamento de muita gente, esta foi uma vitória arrancada a ferros. Tal como aconteceu com o referendo de Fevereiro passado, o qual permitiu que, a partir de hoje, as mulheres, sem quaisquer condicionamentos, apenas a seu pedido, possam exigir o cumprimento de mais este direito.

Mais um, dos muitos que já conseguiram nestas três dezenas de anos.

Apesar das leis já não descriminarem os sexos, as mulheres terão de continuar a lutar, para que, na prática,  a igualdade seja uma realidade.

 

De férias no Algarve, aproveitei para visitar os meus familiares, no Baixo Alentejo, (concelho de Almodôvar) que, por sua vez, aproveitaram para me pedirem que lhes lesse  a correspondência, o que faço com a melhor das boas vontades. Mas que tanto me entristece, por sentir as dificuldades, por que passam as pessoas que não sabem ler.

Arrepia-me , só de pensar no que posso  fazer, no aconchego da minha casa, através da Internet, essa maravilha do final do século passado. Enquanto eles têm de se deslocar à Vila, para fazerem as mesmas coisas, com as acrescidas dificuldades de os transportes públicos não funcionarem durante as férias escolares.

Assim, infelizmente, as desigualdades, não só entre sexos, mas entre os vários patamares de desenvolvimento, irão continuar, pelos séculos fora, com  até aqui.

 

Sem qualquer dúvida, o saber é o que melhor nos podem oferecer

 

 

José Silva Costa.

publicado por cheia às 23:02
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Sintra

SINTRA

 

 

A mais bela Serra

Cheia de recantos e encantos

A romântica Sintra

Encanto de  rainhas e princesas

Por todos os lados

Pares de Namorados.

 

Nas imensas, frescas , fontes

O mourejar das águas sob as pontes

Com mares nos horizontes

Refrescam-se os amantes.

 

Enfeitada com Colares

Palácios, Conventos

Castelos e flores.

 

Habitada por poetas

Escritores

Romances

E desejos de amores.

 

 

 

José Silva Costa

publicado por cheia às 21:58
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

Albufeira

Julho de 2006-07-16

 

Albufeira

 

Albufeira: o encanto  encantado

O mundo no ponto desejado

Um perfume a mar

Em terra semeado

Com o sol bronzeado.

Nas praias, ou nas piscinas

O ar aconchegado

No corpo perfumado

Vindo de perto, ou de longe

À procura de um chão torrado

Que o aqueça do inverno gelado

E, esqueça todo o tempo  passado

Longe do sonho desejado.

No calor do verão

Com os corpos vestidos de areia

É o mundo que te passeia

Princesa lusa enredada na teia

De gente de todo mundo

Sonhando com noites de lua- cheia

Cujo o ar as incendeia.

Um ponto de  encontro

De culturas, línguas e sono

No doce e suave aconchego

Dos teus braços salgados de sul

Ondulados com as dores do mundo

Quentes como a alfarroba, o figo e o medronho

Que embebeda todos os sonhos.

Gente de todo o mundo

Embebida de encantos

Com corpos em flor

Bocas sequiosas de odor

Envoltas em estrelas de desejo

Dormem em ondas de amor

Nas quentes noites de calor

Na meia lua das casas da rua

Onde  a praia acorda nua.

Nascem  ondas de amor

Com corpos salgados de odor

Bocas coladas de sede

Envoltas em estrelas de rede

 

 

 

José Silva Costa

publicado por cheia às 23:16
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

Sintra

As frescas fontes

O sol a correr pelos montes

O mourejar das águas sob as pontes

O monte da lua a beijar os amantes

A mais bela e suave serra

Cheia de recantos e encantos

Com namorados em todos os cantos

Enfeitada com Colares

 

Eis a encantadora e romântica Sintra

Encanto de rainhas e princesas

Enredadas em palácios e horizontes

Namorada de poetas e navegantes

publicado por cheia às 22:34
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