Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

Uma época diferente

Natal

 

Uma época a que ninguém fica indiferente

Uma época feliz para muita gente

Uma época angustiante para alguma gente

Uma época diferente para quem não está presente

Uma época infeliz para quem não consegue reunir toda a gente

Uma época que mexe com a nossa mente

Uma época queiramos ou não, diferente!

Uma época em que as crianças são quem mais a sente

Uma época em que a magia é semente

Uma época em que a alegria das crianças não mente

Uma época em que o consumismo deveria estar ausente

Uma época em que toda a publicidade tenta embebedar a gente

Uma época em que a palavra Natal beija a boca de toda a gente

Uma época que nos alegra e entristece solenemente

Uma época de sumptuosidade e desperdício, infelizmente

Uma época em que não pensamos no ambiente

Uma época para darmos as mãos a toda a gente

 

Um bom e feliz Natal, para toda a gente!

 

 

José Silva Costa

 

 

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Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2017

Ser mãe!

Salomé

 

Milagre de um sonho

Graças à medicina

A prenda mais desejada

Para quem temeu

Que o sonho de ser mãe fosse impossível!

Quanta gratidão há?

Nesses dois enormes e lindos olhos!

Que a todos dão força e encanto

Como que a dizerem, consegui!

Incentivando, todos, a lutarem pelos seus sonhos

Porque a vida é só isso!

Uma luta constante, para atingir os sonhos.

 

José Silva Costa

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Domingo, 3 de Dezembro de 2017

Unanimidade

Unanimidade

 

Quando se trata de dividir o dinheiro dos contribuintes estão, sempre, todos de acordo!

E, se ele não chegar, há sempre a possibilidade de outras taxas criar

Aos contribuintes  é sempre a tirar, para os políticos é que não pode faltar

Os políticos querem a todo o custo, os militantes empregar

Por isso, é que não querem, de redução do número de deputados, Câmaras e Freguesias, ouvir falar

E, alguns Partidos até queriam esses números aumentar!

Muito gostam, de à mesa do Orçamento se sentar

Cumprindo o espírito natalício a Assembleia Municipal da Capital, aprovou por unanimidade:

Assessores dos deputados do município de Lisboa, 3.752 euros por mês

Secretárias 2800 euros por mês

Presidente da Assembleia Municipal e dois secretários, mais 20.615 euros por mês

Pan, dois deputados 7 mil euros por mês

Mas, o mais surpreendente é que um ex-deputado municipal veio revelar

Que existiam deputados municipais, que eram simultaneamente assessores de si próprios!

É ótimo que os deputados municipais sejam capazes de ser assessores de si próprios!

Mas, com tanto desemprego, é um grande crime serem obrigados a tanto trabalho forçado

Senhores deputados municipais não queiram açambarcar todos os tachos

Há mais, muitos mais que querem, também, um tacho.

 

 

José Silva Costa

 

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Segunda-feira, 27 de Novembro de 2017

Famílias

Espírito Natalício

 

Está a chegar a época do ano, para muitos, a mais radiosa, para outros não tanto

Os costumes têm um peso e um poder, que, para muitos, pode ser um espanto

Muitas famílias, para o natal celebrarem juntos, todos os esforços são capazes de fazer

Podem ter de muitos quilómetros beber, mas o que interessa é comparecer

O ano, nada valeria se, no Natal, não se pudessem ver

É por isso, que o espírito natalício faz com que atravessem Continentes, para poderem estar com os parentes

Mas, os tempos, novos tempos trazem!

Hoje, há muitas famílias separadas, e, infelizmente, vivem de costas voltadas

Quando poderiam, muito bem, viver como pessoas educadas

E o mais doloroso é que alguns utilizam os filhos como armas de arremesso

Chegando ao ponto de ter de ser decidido em tribunal, o tempo que cada progenitor pode passar com o descendente

E, este vive num espartilho, pelos dois, dividido

Nos momentos de lazer e convívio, os filhos dos casais separados, que vivem mal-humorados

Têm todos os dias, horas, minutos, segundos contados

No dia de Natal, por ser o mais especial, alguns têm de almoçar com um progenitor e jantar com o outro

Mas, por vezes, a muito mais são obrigados: ter de ouvi-los dizer mal um do outro, partindo-lhes o coração, porque, por ambos, têm admiração!

Viver com visitas cronometradas, sem poderem estar à vontade e o tempo que quiserem

Faz-me lembrar as visitas aos hospitais e cadeias, mal chegamos, somos avisados de que a visita terminou

Se não conseguirem fazê-lo todo o ano!

Ao menos, nesta época, deem as mãos e não façam, dos lares, cadeias

Para os pais, os filhos são sempre crianças, e estas, tal como os adultos, merecem todo o respeito, para que tenham uma vida feliz.

 

Boas Festas

 

José Silva Costa

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

Poder falar!

Ditaduras

Boas notícias de África!

O novo Presidente de Angola está a dar bons sinais

Afastando dirigentes que tinham cristalizado

Num país, há muito cansado de ser explorado

Com tantos recursos naturais!

Revolta ver, tanta gente a viver na miséria

Oxalá, Angola consiga vencer!

Dando ao seu povo um tempo melhor.

Está a nascer uma nova esperança, no Continente

E, isso deve deixar muita gente contente

Mais um ditador caiu

Por cada ditador que caí

Um país renasce!

Tantos séculos de colonialismo!

Levaram o Continente ao abismo

Tantas barbaridades sem castigo!

O mal é bem antigo

Os ditadores não permitem um sorriso

Quando os conseguem afastar!

Os povos dão um grito de alívio.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 15 de Novembro de 2017

O brilho da nação!

O brilho de uma nação

 

Um jantar, no panteão, causou muita indignação

Mesmo que não tenha causado danos à nação

Alguém se indignou, nas redes sociais

Outros dez milhões seguiram lhe o exemplo

Mesmo sem saberem do que se tinha passado

Porque em opiniões, o melhor é seguir as multidões

Os Governantes apressaram-se a mostrar a sua desaprovação

Dizendo que não sabiam de nada, mas iam investigar

Nunca sabem de nada!

Veio-se a saber, que já lá tinham feito outros eventos

Mas ninguém deu por nada, não tendo havido nenhuma indignação

Agora, caiu o Carmo e a Trindade

Houve uma grande inundação com as lágrimas da indignação

O país está parado à espera que o Governo preste esclarecimentos à oposição

Para, então voltarem a discutir o orçamento para 2017

O qual não tem nem a importância, nem a prioridade do cabal esclarecimento do jantar

Um jornal estampou, na primeira página, que, para o OLAF a conduta da Tecnoforma

foi fraudulenta e que a empresa deve restituir aos cofres europeus 6.747.462 euros

Não vi, nem li uma única lágrima de indignação, sobre o assunto!

Lidamos muito bem com a corrupção!

Portanto, senhores, amigos do alheio, podem continuar

Nas próximas eleições vão ser recompensados

Pelos relevantes serviços prestados.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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Domingo, 12 de Novembro de 2017

Adeus

Meu saudoso irmão

Irmão, meu irmão

Partiste tão cedo!

Sem que tivéssemos tido tempo

De relembrar as nossas aventuras

Os seis anos que brincámos, juntos (porque aos dez anos saí do nosso lar, para ir trabalhar)

Os brinquedos que inventámos

Nós, nunca fomos visitados pelo Pai Natal

Todos os nossos brinquedos foram da nossa autoria

Com mais quatro anos, queria impor as regras

Mas, tu nem sempre concordavas

Então, tínhamos de negocia-las

Cada um tinha o seu rebanho de ovelhas

Que pastoreávamos na margem da ribeira

Materializado por seixos brancos

Os mais pequenos eram os borregos

Os dois maiores representavam o cão e o pastor

Um dia inventámos um escorrega

Descobrimos uma grande laje, com bastante inclinação, na margem da ribeira

Mas tínhamos de arranjar qualquer coisa onde nos sentarmos, para não estragarmos as calças

Já não sei de quem foi a ideia de arranjar uma grande esteva

Onde nos sentávamos e descíamos, à vez

Ao princípio, com todo o cuidado, íamos travando com os pés, descalços, com medo

Mas, à medida que a adrenalina nos fez esquecer o que poderia acontecer

Acelerávamos, e, só nos últimos metros tentávamos travar, para reduzir o embate

Nos dias frios de outono e inverno, quando a superfície da ribeira gelava, chegava o desafio

Tentar tirar e levar para terra, aquilo a que chamávamos espelhos: a maior superfície e água gelada, numa operação sincronizada, para que não se partissem.

 

Adeus.Descansa em paz.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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Sexta-feira, 3 de Novembro de 2017

Verso e reverso

O verso e o reverso

 

No dia 1 de outubro, entrou em vigor a Lei nº73/2017, de 16 de agosto

Prevenção da prática de assédio

Alteração ao Código do Trabalho

 

 

Depois da pedofilia o assédio!

Assim que alguém tem a coragem de soltar a língua

Outros se lhe seguem, por todo o lado

É como uma grande mancha de óleo, num oceano

Muitas surpresas e certezas vão acontecer

Nada que muitas pessoas não soubessem, que acontecia!

Mas, daí até entrar na ordem do dia, foi preciso uma ventania

Nas empresas, na administração pública, na administração local

Todos sabem e ninguém se cansa de dizer

Que as progressões, nomeações, promoções nas carreiras

São feitas de duas maneiras: na vertical e na horizontal

Muitas e muitos acham que tudo é normal!

E ninguém levava a mal

Mas, parece que alguma coisa está a mudar

Será que vamos assistir a que o mérito sirva para subir?

Não. Não é para rir

Quantas e quantos conseguem lugares, para os quais não têm habilitações nem qualidades!

Só porque não se importam de praticarem outras habilidades

Ou, a isso, os obrigam, as necessidades

Não há nada como as verdades

Mas como provar?

Se as coisas são feitas de maneira muito sorrateira

Muitas vezes apanhando as vítimas desprevenidas

Sentindo-se incapazes de denunciar, porque podem ser desacreditadas

Carregando, o resto da vida, uma agressão, não consentida!

 

 

José Silva Costa

 

 

 

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Segunda-feira, 30 de Outubro de 2017

O que faço?

As minorias!

 

No país dos três efes

Quem não gosta de dois

Está, muito, tramado

Só aprovo o fado

Fátima e futebol são um tratado

De cujos méritos científicos e artísticos

Não partilho

Por isso fico isolado

Não faço parte da multidão

Que vai ao estádio

Malhar no adversário

Viver momentos de glória

Ou ficar amarrotado

Sem sensibilidade

Para, no futebol, ver arte

Fico de parte

Tento um refúgio

Ligo a televisão

Mas, é em vão

Dois canais da televisão pública

Em simultâneo a transmitirem futebol

Ou a comentarem futebol

Ou a mostrarem, todos, os golos

Da s jornadas europeias (às terças, quartas e quintas)

Dos campeonatos nacionais, de vários países (às segundas, sábados e domingos)

São precisos dois canais em simultâneo?

Não caberão, todos, num!

Talvez não, porque é para todo o mundo

O tempo em televisão é sempre escaço

Para a cultura!

O futebol tem, todo, o espaço

O que faço?

Desligo a televisão.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 24 de Outubro de 2017

Censurados!

A Hibernação

 

No domingo, 15 de outubro de 2017, o país ardeu

O lume, tudo, comeu

Quase meia centena morreu

Já em junho, sessenta e quatro tinham morrido

O país já tinha ardido

O Parlamento tinha reunido

Com o vento de junho acordaram da hibernação

Fizeram a lei do ordenamento

Cansados de não fazerem nada, no Parlamento

Apanharam um esgotamento

Foram dois meses ver o vento

Mas tiveram de fazer um prolongamento

Para em setembro andarem no esclarecimento

Quem ficou sem eira nem beira

Ao sol e ao vento teve de esperar

Que os Governantes voltassem a acordar

Em meados de outubro voltou o vento

Ardeu, toda, a zona centro

O Governo, do Presidente, levou um apertamento

No sábado, 21/10/2017, o Governo lançou milhões ao ar

Vamos ver quem os vai apanhar!

Até que enfim, que conseguiu acordar!

Mas, foi preciso muito vento soprar!

Muitos matar, tudo queimar.

 

José Silva Costa

 

 

 

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