Sábado, 14 de Outubro de 2017

Se o ridículo matasse .....

Se o ridículo matasse ….

 

Não sou corrupto

Não falei com ninguém

Não dei ordens a ninguém

Não mandei em ninguém

Não prejudiquei ninguém

Não fui ao Banco

Não fomos de férias, juntos

Não fomos, à missa, os dois

Não fomos, os dois, ao supermercado

Não me encontrei com ele

Não fomos, ao restaurante, almoçar

Não faço parte do seu núcleo duro de amigos

Não falei com ele

Alias, falámos uma vez!

Quando ele foi lá ao Palácio

Para alinhavarmos umas coisinhas

Ele é que era, muitas vezes, chamado ao Ministério das Finanças e ao Banco de Portugal, para dar a sua opinião

Em vez de me andarem a investigar

Poderiam ter perguntado

Tinha esclarecido tudo!

Escusavam de andar a maçar, tudo e todos

E, até governos estrangeiros!

Mas, quem é que acredita, que tenho esses milhões?

Se, até tenho três empréstimos!

Quanto ao gostarmos mais de notas do que transferências

Vem do tempo em que eramos crianças

Gostávamos muito de jogar o monopólio

Admirávamos aqueles montinhos de notas

Se bem que não fossem tão bonitas, como as que tínhamos nas caixinhas

A certa altura, pensamos em pedir ao BCE, para emitir notas de 5.000

Porque aquilo eram caixas, que nunca mais acabavam

Não gostamos de transferências bancárias, fica tudo anotado, não dá para desdizer!

Nunca ouvi falar do Free porte, do Vale de Lobo, da PT, da oi

A Ota foi só para otários, a margem sul, jamais

O TGV é que custou um pouco mais, tem desenhos lindos, que projetados nas paredes, poderiam dar-nos a sensação de estarmos a viajar por Madrid, Paris, Bruxelas

O curso, em Paris, é que foi carote! Pensei em hipotecar a casa, mas o meu amigo não quis

Emprestou-me, não muito, uns mil euros, mas as viagens e almoçaradas, eramos muitos, e a vida em Paris é uma carestia!Tive, então, de lhe pedir mais, muito mais!

Mas, com a edição do meu livro, um best seller, equilibrei o orçamento!

Só eu investi, na compra de muitos exemplares, uns duzentos mil euros

Fiquei com a casa completamente cheia

Para melhor arrumar aquilo, tive de retirar, da parede, aquele quadro enorme, de um grande pintor, que consegui, que o meu amigo, me entregasse, em troca de uns quadritos, pequenos, que há muito tinha comprado

Somos grandes amigos!

Eu não existo!

 

José Siva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Domingo, 8 de Outubro de 2017

Outono

Outono

08/10/17

Continuam os dias, radiosos, de sol

As praias não foram de férias!

Muita gente continua a procurá-las

Para se refrescar das temperaturas

Acima do normal, para esta época

Também, os incêndios, voltaram em força

O centro do país mudou de cor

O verde deu lugar ao preto

Todos estamos de luto!

Quem olhar com atenção

Verá que não há brilho na vegetação

A que escapou aos incendiários

Está morta de sede, tão triste!

Fugiu do longo e interminável inferno do fogo

Mas, à falta de água, não resiste

O sol insiste em brilhar

Enquanto a chuva prolongou as férias

Esquecendo-se de que a sua ausência está a provocar misérias

Que aconteceria se todos decidíssemos prolongar, indefinidamente, as férias?

Não o devemos, nem o podemos fazer!

Dependemos uns dos outros

Como seria, ainda melhor, esta nossa casa universal!

Se nos respeitássemos uns aos outros

Se não provocássemos acidentes evitáveis

Que, tanto sofrimento e morte, provocam

A Natureza tenta cumprir a sua parte:

O sol, apesar de estar quente, está a encolher

As noites e as madrugadas estão frias

As árvores começam a despir-se

O frio já me disse

Que, quando voltar, vai ser muito.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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Sexta-feira, 29 de Setembro de 2017

Infeções!

OS 10 MELHORES ANTIBIÓTICOS NATURAIS PARA COMBATER INFECÇÕES – E “ELES” NÃO QUEREM QUE VOCÊ SAIBA!

  

Os antibióticos têm um papel importante na medicina.

Quando o sistema imunológico está sobrecarregado, eles podem ser muito úteis.

No entanto, embora mais de uma centena de diferentes antibióticos tenham sido desenvolvidos desde a descoberta da penicilina, em 1928, as infecções ainda nos afligem.

O problema é que as pessoas abusam do consumo de antibióticos e, como resultado, muitas bactérias terminam criando resistência a eles.

Os antibióticos podem ser a salvação, em alguns casos, quando usados apropriadamente.

No entanto, o uso excessivo ou inadequado deles pode causar problemas de saúde generalizados.

O que fazer para evitar isso?

Consumir alimentos que são verdadeiros antibióticos naturais e que não oferecem risco de saúde nem de criar super bactérias.

Esse antibióticos naturais devem ser usados de forma regular numa rotina que visa à prevenção.

Os antibióticos que você compra na farmácia existem há menos de cem anos, enquanto os antibióticos naturais têm sido usados ​​por mais de 2.000 anos.

O uso adequado dos antibióticos naturais pode não só inibir infecções bacterianas, virais e fúngicas, mas também minimizar a necessidade de antibióticos farmacêuticos, com seus efeitos secundários adversos.

Mas, como dissemos, eles precisam ser consumidos regularmente para formar uma protecção real.

É preciso entender que a acção de um remédio natural é lenta e gradativa, porém com baixíssima taxa de risco.

Seleccionamos o que, no nosso entendimento, são os dez melhores antibióticos naturais.

Todos são facilmente encontrados na feira, no supermercado e em boas lojas de produtos naturais.

Inclua um ou mais deles em sua alimentação e você terá muito mais resistência a infecções.

Eis a relação como os sete mais poderosos antibióticos naturais.

  1. Açafrão-da-terra/ curcuma

Para muitos, nenhum outro alimento tem actividade antibiótica maior que a curcuma (açafrão-da-terra).

Os indianos já sabem disso e a usam há milhares de anos para combater dor de garganta e outras infecções.

Consuma curcuma (se possível combinada com pimenta-do-reino) e sentirá uma maior resistência do seu corpo.

  1. Limão

A elevada percentagem de potássio e vitamina C do limão faz com que seja um forte antibacteriano.

A fruta pode ser consumida pura ou na forma de suco com um pouco de mel.

  1. Mel

O mel é especial para combater infecções e suas enzimas ajudam a eliminar as bactérias.

  1. Alho

O alho tem forte ação antibiótica e uma grande quantidade de antioxidantes.

Ele elimina as bactérias que estão alojadas no nosso sangue e ajuda a manter nosso sistema imunológico forte.

  1. Cebola

Graças à sua elevada percentagem de enxofre e flavonóides, é excelente para problemas respiratórios, como gripe, bronquite e faringite.

  1. Gengibre

O gengibre é muito potente para combater infecções e aliviar dores.

Você pode tomá-lo como chá ou adicioná-lo em sucos.

  1. Alecrim

O alecrim é outro potente antibiótico natural.

Ele possui intensa actividade  bactericida, além de propriedades antivirais.

O chá de alecrim ajuda a combater os germes que podem invadir o organismo e causar infecções.

  1. Canela

A canela tem uma longa história tanto como especiaria quanto como medicamento.

Seus óleos essenciais são poderosos no combate a vírus, bactérias e fungos.

Procure consumir canela das mais diversas formas (chá, sob frutas, no suco…) e pouco a pouco construirá uma forte proteção contra infecções.

A canela, todavia, é contra-indicada para quem tem pressão alta e seu consumo também deve ser evitado durante a gravidez.

  1. Vinagre de maçã

Ele contém ácido málico, uma substância exterminadora de vírus e bactérias.

O vinagre de maçã, consumido regularmente, age fazendo uma limpeza e evitando a proliferação de microrganismos patogênicos no nosso organismo.

  1. Folhas de oliveira

Ela têm uma incrível capacidade de destruir uma grande variedade de vírus, fungos e bactérias.

Este potente antibiótico natural pode ser tomado para ajudar a combater todos os tipos de infecção.

Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

 

 

 

 

 

  Sem vírus. www.avast.com
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Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017

Setembro

Setembro

 

Setembro, mês acolhedor

Sem frio nem calor

Feliz no amor

De quem não te escolheu, para nascer

Mas que aconteceu

Para casar, foi a nossa escolha

Para mim és o melhor mês

Porque foi o primeiro que vi

O teu perfume, senti

Do signo da Virgem

Carrego todos os problemas da humanidade

Mês, amigo

Abraça o Verão e o Outono

Numa suave transição

Dispensa o Sol, para outras latitudes

Fazendo-nos voltar aos agasalhos

Para enfrentarmos o amanhecer e o entardecer

Do equinócio de Outono ao próximo solstício

Que ocorrera no dia 21 de dezembro às 16:28, em Portugal continental

O Sol vai, todos os dias, encolhendo um pouco

Beneficiando, aqueles de cuja sua luz, o trabalho, depende

Em dezembro durmo mais do que o que faço

Para quem utiliza a luz artificial um abraço

Não beneficia desta pequena regalia, que a Natureza cria

Ao invés não trabalha ao vento, à chuva, ao sol, ao frio

Meu querido suave e doce setembro, que vais acabar

Para o ano espero poder voltar a abraçar-te.

 

José Silva Costa

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

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Sexta-feira, 15 de Setembro de 2017

Os últimos dias

Os últimos dias

Setembro, dia de semana, visitámos um amigo de noventa anos, que está num lar para idosos

Foi imigrante em França, onde vivem a filha, o genro, os dois netos e a bisneta, todos franceses

Há menos de um ano, aos netos apertaram-lhes as saudades, meteram-se num avião e vieram ver o avô, apenas algumas horas, enquanto o avião descansou

Que maravilha de tecnologia, que em poucas horas, liga Paris a Lisboa, e vice-versa!

Batemos à porta, que está sempre fechada, com a chave retirada, não vá alguém abri-la, sair e perder-se, para o resto da vida

Entrámos logo, num dos dois salões, que estão ligados por um amplo vão

As paredes estão forradas de cadeiras apertadas, todas ocupadas com corpos cansados, à espera de uma visita, de um carinho de um familiar, de uma palavra, que quebre a monotonia

Ali estão todo o dia em exposição, em frente a duas televisões, que espantam a solidão de tanta pessoa junta, em tão pouco espaço

Eram dezasseis horas, estavam a servir uma refeição, não sei se era o lanche, o jantar ou a ceia

Quem lá trabalha tem filhos, para ir buscar à creche e à escola

Duas empregadas e um rapaz fardado de enfermeiro serviam as refeições:

Um carrinho carregado de tigelas de sopas de pão com café e leite

Havia três categorias de comensais: os que conseguiam comer pela própria mão, os que lhe tinham de dar o comer na boca e aqueles a quem o enfermeiro tinha de lhes injetar a comida, com uma seringa gigante

Primeiro injetava a refeição, depois a água, porque as suas bocas já não conseguem, a comida, saborear

Fiquei a imaginar, como e onde passarão as longas noites, sem sono, porque quando o tinham, não tiveram tempo, para o aproveitar

A não ser que sejam sedados, para a paz, reinar

Todos com muita idade, à exceção de um homem sem pernas, cortadas pelos joelhos, que dialogava, com uma das empregadas, contando anedotas e dizendo piadas, animando a sala, para que não parecesse um velório

Poucas visitas, num dia de trabalho, apenas três famílias

Fechados noite e dia, naquela prisão, mas as famílias não têm outra opção, mais tarde ou mais cedo chegará a minha vez.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Segunda-feira, 4 de Setembro de 2017

Nove anos!

Nove anos

 

Foi num dia, que deveria ser de festa

No dia de um casamento

Já o dia tinha terminado, e o seguinte começado

Eram três horas, já estavam todos muito cansados

Quando o seu desaparecimento foi confirmado

Nove anos de tanta alegria e brincadeiras

Era o tesouro dos pais e de toda a família

De um momento para o outro, desaparecido

Era uma linda flor, tinha um sorriso delicioso

Na escola, era brilhante, aprendia tudo com facilidade

Nem parecia que tinha aquela idade

De repente o seu corpo crescera, tornou-se harmonioso

Ninguém queria acreditar no que se estava a passar

Quem é que queria, a um anjo, fazer mal?

Interromper, abruptamente, uma tão grande felicidade!

Por que razão, tamanha loucura, sobre uma menina indefesa?

Que inundava de alegria contagiante, quem a rodeava

Quem pode suportar tamanha atrocidade?

Ver o fruto, o futuro, o amor, a vida: tudo, destruído

Como é que a família e o Mundo vão viver com a incerteza?

Um sofrimento atroz, que a todos trespassa, durante todo o tempo, que há muito passa

Sem que ninguém saiba o que aconteceu, se está viva ou morreu!

Todos esperavam tanto dela: um crescimento feliz, um grande contributo, no futuro

Para um Universo harmonioso, sem raptos nem homicídios, sem guerras nem genocídios

Onde todos tenham um lugar digno, para uma vida feliz, em sossego

Para que possamos estar descansados, sem receio de sermos molestados

Seja em terra, no ar ou mar, por perigos humanos

Já nos bastam, os muitos que não conseguimos evitar!

Por que razão nos vamos uns aos outros matar?

Se este Mundo é tão belo, acolhedor e sonhador, quando nos sabemos respeitar.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017

Não temos emenda!

Não temos emenda!

 

A balança comercial voltou ao vermelho

Com a crise conseguimos exportar mais do que o que importávamos

Mas, infelizmente, foi sol de pouca dura

Mal nos afrouxaram o cinto, o consumismo disparou

Os standes não têm carros para entrega

Têm grandes listas de espera

As fábricas de automóveis voltam a ter de, vinte e quatro horas, trabalhar

Para ver se conseguem, fabricar carros para, as encomendas, satisfazer

As agências de viagem já não conseguem arranjar destinos, está tudo esgotado

Vendem-se casas, cada vez mais casas, não falta dinheiro, nem que seja emprestado!

As casas para venda estão a acabar, à que aproveitar!

Os vendedores de dinheiro esfregam as mãos de contentes

Voltámos a ser ricos, como no princípio do século

Vamos ver quanto tempo dura a euforia

Não pode durar muito, mais dia, menos dia vão chorar no ombro da DECO

Pedindo que faça milagres!

Não sabem ou não querem fazer contas?

Aproveitem bem a onda dos juros baixos

Peçam a todos os santinhos, para que a inflação não chegue aos dois por cento

Se não o Banco Central Europeu sobe os juros

Terão de apertar o cinto, de novo, mais uns furos

Está na massa do sangue!

“ Quando a cabeça não funciona, o corpo é que paga”.

 

José Silva Costa

 

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Sábado, 12 de Agosto de 2017

O Verão negro de 2017

O Verão negro de 2017

 

São mulheres, homens, crianças e animais, todos em desespero, ninguém tem sossego

Rostos tisnados, cansados de um combate, que não tem fim

Todos os anos o mesmo problema: incêndios, incêndios, mais incêndios

Parece tratar-se de uma guerra, numa absurda vingança, contra tudo e contra todos

Quem alimenta esta matança?

Certamente quem tem influência, que não suporta a alternância, que se esconde, por de trás

De quem não tem consciência do que está a fazer, utilizando a sua demência ou ignorância

Não são capazes de combater com ideias, preferem as armas da morte

Julgam-se donos da verdade e da vida de quem não teve a vossa sorte

Aproveitam-se da ajuda das condições climatéricas, para propagarem a morte

Dizem-se muito preocupados, tentando esconder que são os culpados

São contra a obrigação de doze anos de escolaridade, querem menos educação

Porque sabem, que é nas escolas e universidades que está a solução

Um Povo adulto e instruído, não alinharia, na vossa destruição.

 

José Silva Costa

 

 

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Sábado, 5 de Agosto de 2017

Uma flor

Com este calor

Peço um beijo a uma flor

Que me pede uma gota de água

Para não morrer de sede

Troca todo o seu perfume

Por uma gota de amor

Implora-me que não deixe

As suas raízes definhar

Se ninguém me regar!

Deixarei de, o meu perfume, propagar

Não! Não me queiram matar

Quem é que me pode ajudar?

Não deixem que este calor me continue a magoar

Não consigo mais respirar

A minha seiva está a acabar

Por favor, só uma gota de água ou de amor

Estou a viver um horror

Não quero desaparecer, ainda em flor

Quero viver mais, muito mais

Cumprir o sonho de te perfumar

De te fazer voar

De, na mesma casa, contigo habitar

Eu, numa jarra

Tu num altar

Espero que todos os dias me venhas beijar

Antes de te ires deitar

Não deixes a tua flor murchar

Juntinhos, vamos continuar a namorar

Sonhar, amar, voar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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Domingo, 30 de Julho de 2017

A seca

Vale de Estacas, 12/02/2005

A seca

O dia é de primavera

A noite de Inverno

A chuva não aparece

Tudo, com o frio, esmorece

Não há erva, nem trigo

As pessoas e os animais

Sob o mesmo castigo!

Que a água falte no verão

Já o Alentejo está habituado

Mas em pleno inverno

É arder no inferno.

Os ovinos e bovinos

Com os focinhos

Varrem os campos

Acariciam o chão

Tudo em vão

Morrem de fome

Naquela que era a melhor estação.

Os Montes outrora, caiados,

Estavam repletos de gente

Agora, todos, desboroados.

Nem a liberdade!

Com os seus progressos:

Estradas, água, luz, esgotos

Conseguiu evitar a debandada

Porque chegou atrasada.

As modestas habitações

Completamente desventradas

Com as partes íntimas

Em exposição:

Ao vento, ao sol, à lua

Num silêncio estarrecedor

Ouvem-se as almas reclamar,

Porque a iluminação pública

Passa a noite a incomodar

Quem, em vida, só tinha o luar!

Que tristeza observar

As velhas pedras a chorar

Por não terem quem agasalhar:

Nem mulher, nem homem

Nem cão, nem gato, nem pardal.

Assusta, o barulho das oliveiras, sobreiras e azinheiras

A sonharem com uma gota de água.

Outra vez, a seca!

Agora, no verão de 2017

 

José Silva Costa

 

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